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    Quinta de Santo Antonio da Castanheira, 1638

    Quinta de Santo Antonio da Castanheira, 1638
    Portugal
    XVII
     

       

    Planta da Quinta de Santo António, 20 de dez. 1638

    Biblioteca da Ajuda. Iconografia, Des. 54-X-29, 218 e Des. 54-X-29, 218v

     

    Legenda em baixo

    caminho das villas de povos e Catanheira pª  o mosteiro e outras partes

    Esta planta que leva petipé tem também em cada aposento a largura e comprimento pelos números porque como não vai com as grossuras das paredes não podia sahir serta

     

    Legenda dos compartimentos: de cima para baixo e da direita para a esquerda –oratório – varanda – tribuna – toucador – camara – corredor – antecâmara – 2ª antecâmara – corredor – hospedarias – quintal das mulheres Amas/de fruta –Sala

     

     

    Nota:

    Embora na planta seja apenas referido “Quinta de Santo António” podemos confirmar tratar-se da Quinta de Santo António da Castanheira, quando na planta é referida uma das frentes voltada ao “mosteiro” e mais em baixo na ala sul o autor mencionar na legenda “caminho das vilas de Povos e Castanheira”. Assinalada com a data de 1638 esta planta ganha novo significado permitindo datar do mesmo período um conjunto de plantas pertencentes ao conde da Castanheira.

    Na realidade  estas plantas de que fazem parte integrante as plantas da Quinta de Foz, da Quinta do Conde em Colares, da Casas de Povos ou ainda da Ermida de N.ª Srª da Glória, constituem levantamentos preparatórios para a remodelação destes edifícios pertencentes  a D. António de Atayde, 5º conde da Castanheira  que já idoso herda de seu sobrinho 4º conde da Castanheiro um vasto e riquíssimo património arquitectónico.

    Pensamos ter sido na condição de Governador de Portugal que o 5º Conde da Castanheira, terá encomendado ao arquitecto das obras Reais, Pedro Nunes Tinoco, a reabilitação destes edificios daí, mais tarde este conjunto de plantas terem ficado na documentação da Casa Real.

    Esta hipótese ganha peso pelo facto de Pedro Nunes Tinoco ter trabalhado para o 5 º conde da Castanheira como confirma a legenda de uma planta mais elaborada referente ao Palácio dos Castanheira em Lisboa, situado junto da ermida de N.ª Srª da Glória de que eram padroeiros.

     

     

    Bibliografia

    LUZIO, Luisa Franco, “D. António de Ataíde, 1º conde da castanheira e o patrocínio de arquitectura ao romano na primeira metade do século XVI” in D. João III e o Império, Actas. Lisboa, CHAM/CEPCEP, 2004, pp.1011-1046

     

    Observações

    Coordenação e texto. Helder Carita 

     

    ttt
    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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