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    Quinta da Foz, Benavente

    Quinta da Foz, Benavente
    Portugal
    XVII

         

    Levantamento da Quinta da Foz, Benavente. c. 1638 Levantamento do piso nobre

    Biblioteca da Ajuda. Iconografia, Des. 54-X-29, 220 e Des. 54-X-29, 220v

     

    Legenda  (de cima para baixo e da direita para a esquerda):

    Dos vidros – das armas – 2ª quadra – da fonte – 1ª quadra – camara de verão – sala baixa – galeria – Zaguão –

    Dispensa baixa- dispensa – pátio das damas – das amas – camara – forno – guardador – quintal – quintal – pombal – tribuna – capela – sacristia –

    Lenha – forno – pátio da Abeguaria – capelão – entrada – atafona – forno – cubertos

    Palheiro – dos bois – cocheira – entrada principal – cuberto – das celas – lacayos – estribaria – queijeira

     

     

    Projecto de alterações da Quinta da Foz, Benavente. c. 1638 Levantamento do piso nobre

    Biblioteca da Ajuda. Iconografia, Des. 54-X-29, 228

     

    Legenda: Dispensa – alto – vão – dos vidros – Patio das Damas – das armas – terreiro

    - capela – tribuna – camara do conde – corredor – das damas – casa da copa – retrete – antecâmara – alcoba – corredor – casa da fonte – guarda roupa – sala alta – sala grande e baixa – zaguão – terreiro

     

    Nota:

    Constitui um raríssimo caso de duas plantas de uma casa nobre do século XVII, uma referente a um levantamento da casa e a outra à proposta de renovação da zona nobre. Nos dois casos as plantas apresentam uma descrição detalhada da nomenclatura dos espaços interiores onde observamos a existência de um espaço referido por “galeria” que consideramos de particular significado.

    Em clara sintonia com as plantas da Quinta de Santo António, da Quinta do Conde em Colares, da Casas de Povos ou ainda da ermida de N.Srª da Glória, estas plantas constituem levantamentos preparatórios para a remodelação destes edifícios pertencentes  a D. António de Atayde, 5º conde da Castanheira  que já idoso herda de seu sobrinho 4º conde da Castanheiro um vasto e riquíssimo património arquitectónico.

    Pensamos ter sido na condição de Governador de Portugal que o 5º Conde da Castanheira, terá encomendado ao arquitecto das obras Reais ,João Nunes Tinoco a reabilitação destes edificios daí, mais tarde este conjunto de plantas terem ficado na documentação da Casa Real.

    Esta hipótese ganha peso pelo facto de João Nunes Tinoco ter trabalhado para o 5 º conde da Castanheira como confirma a legenda de uma planta mais elaborada referente ao palácio dos Castanheira em Lisboa, situado junto da Ermida de Nª Srª da Glória de que eram padroeiros.

     

    Bibliografia:

     Luzio, Luisa Franco, “D. António de Ataíde, 1º conde da castanheira e o patrocínio de arquitectura ao romano na primeira metade do século XVI” in D. João III e o Império, Actas. Lisboa, CHAM/CEPCEP, 2004, pp.1011-1046

     

    ttt
    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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