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    Palacete do Visconde de Silva

    Palacete do Visconde de Silva
    Brasil

    Vista geral do palacete do Visconde de Silva e Barão do Catete

     

     

    Nota

    O palacete do Visconde de Silva está localizado na avenida Koeler, nº 260, antigo n° 8 da Rua Dom Afonso, na região central da cidade de Petrópolis, sob os prazos 206, 207 e 208. O palacete foi erguido na década de 1870 por Joaquim Antônio de Araújo e Silva, Visconde de Silva e Barão do Catete. Ele era filho de João da Silva e de Rosa Maria do Sacramento e casou-se com Maria Carolina da Piedade Pereira Baía, viúva do Marquês de Abrantes e filha do Barão de Meriti, tornando-se proprietário do Palacete Abrantes na cidade do Rio de Janeiro. Formou-se em medicina em 1849 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde dirigiu o Hospício D. Pedro II e o Instituto Nacional de Oftalmologia. Em Petrópolis, presidiu a Sociedade Mantenedora do Hospital Santa Teresa.

    A casa foi construída em um terreno nivelado, próximo a uma encosta e de frente para o rio Quitandinha (afluente do Piabanha). O lote, limitado por pilares de pedra e grades metálicas, possuía duas construções: a casa principal e outra edificação, onde deveria funcionar a cavalariça. Um pequeno jardim com fonte de pedra localizava-se à frente das construções. 

    A casa principal de um pavimento está implantada sobre um porão habitável marcado pela presença de óculos ovais de ventilação e luminosidade. O pavimento principal, acessado por uma escadaria de pedra entalada na varanda presente na fachada principal, possuía uma planta quadrangular, por onde se distribuíram os ambientes sociais e íntimos. Ainda nessa varanda, existente na fachada principal, destacava-se a presença do rendilhado em ferro sustentado por pilaretes do mesmo material.

    As elevações externas eram revestidas por elementos decorativos nos cunhais, acima das vergas das janelas e com frisos na parte superior das paredes dando acabamento. Os vãos existentes para as janelas possuíam verga reta e peitoril em balaustrada vazada, preenchidos por esquadrias de madeira combinada com vidro. Na varanda entalada localizavam-se os vãos de acesso a casa tendo vergas em arco abatido e preenchidos com esquadrias de madeira e vidro.

    Arrematando a fachada principal da casa localizava-se platibanda combinada com trechos sólidos e outros vazados com balaustrada. Ainda na platibanda, ao centro podia-se observar elemento decorativo com tema do brasão de armas do proprietário, Visconde de Silva e Barão do Catete. Nas duas extremidades da platibanda destacava-se a presença de duas figuras e, em intermédio ao elemento central, dois vasos. Nas demais elevações a platibanda repetia-se com a mesma configuração, contendo apenas vasos como elemento decorativo. A construção possuía telhado de quatro águas coberto de telhas cerâmicas.

    Em 1903 a casa foi arrematada em leilão público pelo empresário Cândido Gafreé (1856 - 1919), que contratou o mestre de obras italiano, Antonio Jannuzzi, para realizar as obras de ampliação do palacete, incluindo a construção do segundo pavimento. Neste mesmo período Campos Salles, o então presidente, se hospedara na casa e ao observar a residência do outro lado da rua ficou encantado e então decidiu adquirir o palacete do Barão do Rio Negro, para servir de residência de verão dos presidentes da República. Em 1907 a residência foi vendida ao engenheiro e empresário Eduardo Guinle (1878-1941), também proprietário do Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e da Chácara do Chalet, em Nova Friburgo. Até 1984 o palacete passou por outros proprietários como o Instituto Social São José de Petrópolis e Eduardo Antônio Simão, por último a casa abrigou a sede administrativa da Companhia Industrial Santa Matilde, indústria mecânica brasileira que produziu vagões, carros de passageiros e demais componentes ferroviários, tratores e automóveis entre o período de 1926 e 1988. Durante o governo de Sérgio Fadel, entre os anos de 1993 e 1996, o qual dá o nome atual ao edifício, a residência foi arrematada em leilão público pela Prefeitura Municipal de Petrópolis, que instalou no local a sede do Poder Executivo. 

    Revert Henrique Klumb (1826 – 1886), agraciado com o título de fotógrafo da Casa Imperial, registrou aspectos da cidade de Petrópolis durante as décadas de 1860 e 1870,  iniciando com a inauguração da primeira estrada de rodagem brasileira, a União-Indústria. Estabelecendo-se na cidade, passou a registrar paisagens, plantas e animais. Nesta fotografia destaca-se o palacete do Visconde de Silva e Barão do Catete e ainda na cidade de Petrópolis Klumb fotografou o Palácio da Princesa Isabel e a Casa Franklin Sampaio. Já na cidade do Rio de Janeiro fotografou o Palácio Imperial de São Cristóvão, o Paço IsabelCasa de Mr. Ginty, entre outros elementos.

     

     

    Bibliografia

    Revert Henrique Klumb/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles. Disponível em: <https://acervos.ims.com.br/portals/#/detailpage/6959>. Acesso em 25 maio 2023.

    Palácio Sérgio Fadel - Prefeitura De Petrópolis. Visite Petrópolis. Disponível em: <http://www.visitepetropolis.com/perfil-mantenedores/perfil/palacio-sergio-fadel-prefeitura-de-petropolis/>. Acesso 27 mar 2023.

     

     

    Observações

    Coordenação: Ana Pessoa (FCRB), 2023

    Pesquisa e texto: Andreza Baptista (PCTCC/FCRB), 2023

     

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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