Traslado de sequestro dos bens do Pe. Carlos Correia de Toledo, 1789

    Traslado de sequestro dos bens do Pe. Carlos Correia de Toledo, 1789
    Brasil
    XVIII

    AUTOS de Devassa da Inconfidência Mineira, V. 6, p. 69 -79. Arquivo Público Mineiro, Imprensa Oficial de Belo Horizonte, Brasília - Belo Horizonte, 1982.

    Coordenação: Ana Pessoa (FCRB)

    Transcrição: Júlia Sousa Costa (ICFCRB/CNPq)

    VIGÁRIO CARLOS CORREIA DE TOLEDO

    SÃO JOSÉ DO RIO DAS MORTES — 25-05-1789 — Traslado do sequestro feito ao Vigário Carlos Correia de Toledo

    João Batista Lustosa, Escrivão das Execuções Cíveis nesta Vila de São João del-Rei, Minas e Comarca do Rio das Mortes.

    Certifico, e porto é que em meu poder, e Cartório se acham os sequestros feitos nos bens do Reverendo Carlos Correia de Toledo e Melo, Vigário Colado da Freguesia de Santo Antônio, da Vila de São José, desta Comarca, e deles é o teor seguinte.

                  Auto de sequestro. Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove, aos vinte e cinco dias do mês de maio do dito ano, nesta Vila de São José, Minas, e Comarca do Rio das Mortes, em casas de morada do Reverendo Carlos Correia de Toledo e Melo, Vigário Colado desta Paróquia, aonde foi vindo o Doutor Desembargador Luís Ferreira de Araújo e Azevedo, Cavaleiro professo na Ordem de Cristo, do Desembargo de Sua Majestade Fidelíssima, que Deus guarde, Ouvidor Geral e Corregedor desta Comarca, com alçada no Cível, e Crime, comigo Escrivão adiante nomeado e o Meirinho Geral Antônio José Simões Dias, aí, de ordem do dito ministro, em virtude da carta de ofício que lhe dirigiu o Ilustríssimo e Excelentíssimo Visconde de Barbacena, Governador, e Capitão-General desta Capitania, na data de dezenove do presente mês e ano, fez o declarado meirinho sequestro, e real apreensão nos bens seguintes: uma morada, de casas térreas assoalhadas e forradas, cobertas de telha, com quintal murado de taipa, e piçarrão, cavalariças, e mais oficinas, sitas na Rua do Sol, que partem de uma banda com casas do Reverendo Bento Cortês de Toledo, e da outra com um pequeno sobrado místico às casas sequestradas, com a entrada por dentro delas, que é patrimônio do dito Reverendo Bento Cortês; doze cadeiras de cabiúna, com assento de tripé carmesim; uma mesa grande de cabiúna; um relógio de parede desconsertado com a sua caixa respectiva; dois reposteiros de pano azul bordado de retalhos de várias cores; um catre de cabiúna torneado; outro de pau branco, também torneado: seis preguiceiros de madeira branca cobertos de couro cru; oito enxergões, um de riscado azul, e sete de algodão; uma mesa de cabiúna pequena; duas mesas de cabiúna de dobradiças, e engonços; uma mesa redonda de um pé; doze cadeiras de cabiúna com assento de damasco carmesim, usadas; quatro cadeiras novas de braços de cabiúna, com assento e encosto de damasco carmesim; um canapé da mesma madeira, forrado de damasco carmesim, com sua almofada do mesmo; um retrato do Senhor Rei Dom José o primeiro, com molduras dobradas e sobrecéu e espaldar de damasco carmesim; doze placas com molduras douradas; um catre com cabeceira dourado, e pintado, com armação ou sobrecéu de damasco de lã carmesim; uma banca com assento de damasco amarelo; dez cadeiras de pau lisas; uma estante pintada; cento e cinco volumes de vários autores, entre grandes e pequenos, a saber, noventa e nove, com capas de pasta, e seis com capas de pergaminho; um espelho grande com sua moldura dourada; três dúzias de pratos finos da índia; doze copos de vidro, entre grandes e pequenos; três bules de louça da índia; duas terrinas de louça de Lisboa; sete charões de louça de Lisboa, ou pratos compridos, entre pequenos e grandes; quatro pratos de estanho grandes; dois candeeiros de latão, um grande e outro pequeno; uma mesa grande redonda, de madeira branca; outra mesa comprida, também de madeira branca: tabuleiro, tábulas e dados de jogar; duas selas usadas, com os seus arreios também usados; um baú de couro cru usado, de quatro palmos de comprido: uma caixa grande de cedro; outra caixa também grande, da mesma madeira; uma bacia grande de arame; um bule de cobre; uma dúzia de xícaras e outros tantos pires de louça da índia: seis lençóis de pano de linho: dois lençóis de bretanha de Hamburgo, com babados de pano de linho aberto, já usados; duas colchas de chita usadas; dois caixões grandes de guardar mantimentos; um armário de guardar louça, com suas portas e fechadura, e chave; uma bacia, um jarro de estanho velho; duas colheres de prata, com o peso de trinta e uma oitavas; um lampião grande de vidro, já quebrado; uma enxada e um machado usados; três trempes de ferro; um tacho que pesará onze libras, pouco mais ou menos, de cobre; Leandro Angola, cozinheiro; José Mina, que toca trompa; Antônio Angola, que toca rabecão; e finalmente um livro infólio todo numerado com este titulo — Livro de razão N. A., que serve de lançar as contas que devem os fregueses desta Vila de São José, de benesses paroquiais ao Reverendo Vigário Carlos Correia de Toledo e Melo — o qual livro está escrito desde folhas uma até folhas duzentas e doze inclusive, com vários assentos de dívidas, que todos os que estão por pagar, em parte ou em todo, somei e rubriquei com a minha rubrica que diz — Lustosa — todos estes bens pertencentes ao dito Reverendo Vigário Carlos Correia de Toledo e Melo, cujos bens acima e retro nomeados, depositou o dito Meirinho em mão e poder do Capitão Antônio Vidal Rifarte, morador desta mesma Vila, que dos mesmos tomou conta, e se deu por entregue, e se obrigou às leis de fiel depositário, e eu Escrivão o notifiquei para que deles não dispusesse sem especial ordem de Sua Excelência, ou fosse comunicada por ele mesmo, ou pelas Justiças, com as penas da lei; e para constar, faço este auto, em que assinaram o dito Ministro, o depositário, e o Meirinho.

    Eu João Batista Lustosa, Escrivão das Execuções, o escrevi — Azevedo — Antônio Vital Rifarte — Antônio José Simões Dias. Termo de juramento. Aos vinte e cinco dias do mês de maio do ano de mil setecentos e oitenta e nove, nesta Vila de São José, Minas, e Comarca do Rio das Mortes, em casas de morada do Reverendo Carlos Correia de Toledo e Melo, vigário Colado desta Paróquia, aonde foi vindo o Doutor Desembargador Luís Ferreira de Araújo e Azevedo, Cavaleiro professo na Ordem de Cristo, do Desembargo de Sua Majestade Fidelíssima, que Deus guarde, Ouvidor Geral e Corregedor desta Comarca, com alçada no Cível, e Crime comigo Escrivão adiante nomeado, aí, pelo dito Ministro foi deferido o juramento dos Santos Evangelhos em um livro deles, ao Reverendo Bento Cortês de Toledo, irmão do Reverendo Vigário Colado Carlos Correia de Toledo e Melo, e assistente na mesma casa com este, sub cargo do qual lhe encarregou que jurasse em sua alma se tinha em seu poder alguns bens de qualidade, que fossem pertencentes ao dito Vigário, seu irmão, além dos que foram sequestrados pelo auto retro escrito, ou se sabia que ele os tivesse, e onde paravam? E recebido o dito juramento no referido livro, em que pôs a sua mão direita, debaixo dele disse, e jurou que em seu poder não tem bens alguns pertencentes ao declarado seu irmão, mas que sabia que este tinha uma fazenda de cultura, sita na Laje, com casas de vivenda, e todos os seus pertences; um cavalo baio, bom, alguns escravos, e criações, do que ele jurante não tinha todo o conhecimento, por não costumar ir à dita fazenda, mas que seu cunhado, o Capitão Teles Correia Leme, sabia bem disso, por morar na mesma fazenda com sua família onde tinha bens e escravos, e criações próprias dele: e que além disto, tinha o mesmo Vigário seu irmão uma morada de casas térreas, cobertas de telha, sitas no Arraial da Laje; uma lavra na Aplicação São Tiago, em que é sócio com o Doutor Manuel Rodrigues Pacheco e Morais, cuja lavra está aberta e nela trabalham atualmente alguns escravos, que declarará o feitor, o Tenente Manuel Francisco, pois ele jurante nem sabe o número dos escravos que trabalham aí, nem está certo dos seus nomes; e que há reserva da roupa do uso do dito seu irmão, e de outro cavalo bom, também baio, que está com ele por ser o da sua montada, e de uma besta, ou macho, que é a montada do pajem do dito seu irmão, cujo pajem se chama Pedro Antônio Crioulo, seu cativo, que está na companhia do sobredito seu irmão; não sabe que este tenha outros bens senão a prata do seu uso, que se acha no cofre dos órfãos desta vila, em penhor de certa quantia que do mesmo cofre tirou a juros, como melhor constará dos livros do dito Juízo: E nestes termos houve o dito Ministro este juramento por dado; e para constar, faço este termo em que assinou o mesmo Ministro com o sobredito jurante. Eu João Batista Lustosa, Escrivão das Execuções Cíveis do Juízo da Ouvidoria desta Comarca que o escrevi. Azevedo — Bento Cortês de Toledo. Termo de Juramento. Aos vinte e seis dias do mês de maio do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove anos, sendo nesta paragem chamada o Monte Alegre, da Aplicação de São Tiago, aonde eu Escrivão ao diante nomeado fui vindo, junto com o Meirinho dos ausentes Bernardo José da Silva, e sendo aí, em virtude do mandado retro, e despacho supra, chegou o dito Meirinho à pessoa do Tenente Manuel Francisco de Toledo e lhe deferiu o juramento dos Santos Evangelhos, em um livro deles, em que pôs sua mão direita, sub cargo do qual lhe encarregou jurasse a verdade, do que soubesse, e lhe fosse perguntado, e perguntando-lhe o dito meirinho se tinha bens em seu poder, ouro, prata ou bens móveis, ou outros quaisquer, pertencentes ao Reverendo Carlos Correia de Toledo, ou se sabia quem os tivesse? E recebido por ele o dito juramento, debaixo do qual disse, e declarou, que na paragem tinha o dito reverendo terras minerais, e águas com um rego puxado com água que cobre parte das ditas terras minerais: e assim mais doze escravos por nomes Romão Crioulo, José Banguela, João Mina, Custódio Crioulo, Domingos Angola, Leonardo Crioulo, Tomás Angola, Agostinho Crioulo, Antônio Banguela, Apolinário Crioulo; Manuel Monjolo e Alberto Crioulo; e declarou mais que se acha como administrador trabalhando com os ditos escravos em um serviço de grupiara, pertencente ao dito reverendo, e mais ferramentas, a saber, seis alavancas de ferro, quatro cavadeiras de ferro, doze enxadas, oito em bom uso, e quatro já mais velhas, quatro almocafres em bom uso; e declarou mais que nas ditas terras águas minerais e rego é em igual parte sócio com o Doutor Manuel Rodrigues Pacheco Morais, e mais não disse, e para constar fiz este termo, em que assinou o jurante com o dito Meirinho. Eu Manuel José de Souza, escrivão, que o escrevi. Manuel Francisco de Toledo. Bernardo José da Silva. Auto de sequestro e apreensão. Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove anos, aos vinte e seis dias do mês de maio do dito ano, sendo nesta paragem chamada o Monte Alegre, aonde eu Escrivão adiante nomeado fui vindo, como meirinho de ausentes Bernardo José da Silva, e sendo aí, em virtude do mandado retro, e seu despacho, fez o dito meirinho sequestro e real apreensão nos bens seguintes a, saber: em todas as terras, águas minerais e rego puxado, declarados no termo de juramento, no serviço da lavra, que se acha aberta, em todo o ouro que se extrair de hoje em diante na dita lavra, e assim mais em doze escravos por nomes: Romão Crioulo, José Banguela, João Mina, Custódio Crioulo, Domingos Angola, Leonardo Crioulo, Tomás Angola, Agostinho Crioulo, Antônio Banguela, Apolinário Crioulo, Manuel Monjolo, Alberto Crioulo, e assim mais em seis alavancas de ferro em bom uso, quatro cavadeiras de ferro, doze enxadas, oito em bom uso, e quatro já mais velhas; quatro almocafres em bom uso, tudo pertencente ao Reverendo Padre Carlos Correia de Toledo, sequestrados, e apreendidos, e depositados em mão e poder do Tenente Manuel Francisco de Toledo, administrador da dita fábrica, que de tudo tomou entrega, e se obrigou às leis de fiel depositário, a quem eu Escrivão citei para que de tudo não dispusesse sem ordem especial do Ilustríssimo e Excelentíssimo Governador, e Capitão-General desta Capitania, ou seja por ele ou pelas Justiças de Sua Majestade, tudo sob a pena da lei, o que tudo assim prometeu fazer, e para constar, fiz este auto de sequestro e apreensão, em que assinou o depositário com o dito Meirinho. Eu Manuel José de Sousa, Escrivão, que o escrevi. Manuel Francisco de Toledo Bernardo José da Silva. E logo no mesmo dia, mês e ano, fez o dito Meirinho sequestro e real apreensão em uma forja de ferreiro, a saber, em uns foles, uma bigorna grande de ferro; um torno grande; dois malhos pequenos; duas tenazes, uma com um dente quebrado; um martelo, uma bomba de troquear; um limatão, uma lima redonda, um caixão grande de botar fubá para a mesma fábrica, tudo pertencente ao Reverendo Padre Carlos Correia de Toledo, e tudo se apreendeu, e depositou em mão e poder do Tenente Manuel Francisco de Toledo, que se obrigou a dar conta das mesmas penas acima declaradas, e para constar, fiz este auto e declaração, em que assinou o depositário com o dito meirinho. Eu Manuel José de Souza, Escrivão, que o escrevi, e declarei dia era et supra. Manuel Francisco de Toledo. Bernardo José da Silva. Termo de juramento. Aos vinte e sete dias do mês de maio do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove anos, sendo nesta paragem chamada a Lage, termo da Vila de São José, Comarca do Rio das Mortes em casas da roça e fazenda do Reverendo Vigário Carlos Correia de Toledo e Melo aonde eu Escrivão ao diante nomeado fui vindo com o Meirinho geral Antônio José Simões Dias, e sendo aí, em virtude do mandado retro e supra, e seu despacho, chegou o dito Meirinho à pessoa de Dona Ana Cortês, mulher do Capitão Teles Correia e Lima, por este se achar ausente, e lhe deferiu o juramento dos Santos Evangelhos, em um livro deles em que pôs sua mão direita, sub cargo do qual lhe encarregou jurasse em sua alma a verdade do que soubesse, e lhe fosse perguntado, e sendo por ela recebido o dito juramento, assim o prometeu fazer; e logo pelo referido meirinho lhe foi dito que declarasse, debaixo do mesmo juramento que tinha tomado, todos os bens pertencentes ao Reverendo Vigário acima declarado, disse que tinha em poder de seu marido nesta fazenda, dezesseis escravos, entre machos e fêmeas; seis bois de carro; um carro desferrado; um cavalo baio; dois potros; quatro alqueires de milho plantado; quatro ditos de feijão; e esta fazenda, e casas, moinho, e engenho com todos os seus pertences, e mais não disse, e assinou junto com o dito Meirinho e eu João Ferreira Calixto, Escrivão da Vara de ausentes, que o escrevi. Ana Cortês de Toledo. Antônio José Simões Dias. Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove anos, aos vinte e sete dias do mês de maio do dito ano, sendo na paragem ao pé da Laje, termo da Vila de São José, Minas, e Comarca do Rio das Mortes, aonde eu Escrivão ao diante nomeado fui vindo, com o Meirinho geral Antônio José Simões Dias, e sendo aí, em virtude do mandado retro, fez o dito meirinho sequestro nos bens seguintes: em uma fazenda com casas de vivenda térreas, assoalhadas, com seu engenho de pilões, moinho aparelhado, tudo coberto de telha, senzalas, chiqueiros e mais ranchos cobertos de capim com seu quintal com árvores de espinho, tudo murado de pedra, com todos os seus pertences de matos e capoeiras e mais logradouros, e com seu rego de água para o engenho e o moinho, que parte de uma parte com a fazenda de Antônio Marques Monteiro, e da outra parte, com Custódio José Ribeiro, e o Coronel Francisco Antônio de Oliveira Lopes, e com quem mais deva, e haja de partir, como também mais em dezesseis escravos por nomes: Manuel da Costa Crioulo, de cinquenta e cinco anos, pouco mais ou menos, José Antônio Crioulo que terá de idade trinta anos, pouco mais ou menos, José da Costa, Cabra, de setenta e cinco anos, pouco mais ou menos, Francisco Curraleiro Mina, que terá de idade oitenta anos pouco mais ou menos, Francisco Crioulo, de trinta anos, pouco mais ou menos, Pedro Rabeca Angola, de cinquenta anos, pouco mais ou menos; Joaquim Crioulo, de vinte e cinco anos, pouco mais ou menos, Domingos Viola Angola, de sessenta e cinco anos, pouco mais ou menos; João Crioulo, de vinte anos, pouco mais ou menos, com um defeito de inchação em uma perna, Eugênia Crioula, que terá de idade quarenta e cinco anos, pouco mais ou menos; Maria, de sessenta anos, pouco mais ou menos, ambas crioulas; Ventura Banguela, de quarenta anos, pouco mais ou menos, Antônio Bamba, de oitenta anos, pouco mais ou menos; Alexandre Mulato, de dezoito anos, pouco mais ou menos; José Manuel Crioulo, de vinte e um anos, pouco mais ou menos; quatro alqueires de milho de planta; quatro ditos de feijão; um carro desferrado usado; seis bois de carro com suas cangas; um cavalo baio bom; dois ditos potros Colônias, um pintado, outro queimado; e assim mais uma morada de casas térreas cobertas de telha, assoalhadas, com seu quintal murado de pedra, que parte de uma banda com o quintal do Capitão José de Resende, e de outra com a viúva de Joaquim de Resende, e com quem mais deva, e haja de partir, tudo pertencente ao Reverendo Vigário Carlos Correia de Toledo e Melo e sequestrado em cumprimento do mandado retro; e logo o dito Meirinho depositou os referidos bens em mão e poder do Alferes Antônio Álvares Correia, que deles tomou entrega, e se obrigou às lei de fiel depositário, a quem eu Escrivão notifiquei que dos referidos bens não dispusesse, sem ordem de justiça, pena da lei, o que assim prometeu fazer; e para constar, fiz este auto de sequestro, em que assinou junto com o dito Meirinho, e eu João Ferreira Calixto, Escrivão da Vara dos ausentes, que o escrevi. Antônio Álvares Correia. Antônio José Simões Dias. Declaro que do crioulo José Manuel não tomou conta o depositário, por ir para a Vila para certa averiguação, onde se há de depositar. E eu Escrivão o declarei, e assinou o depositário, junto com o dito meirinho. Antônio Álvares Correia. Antônio José Simões Dias. Auto de depósito. Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e oitenta e nove anos, sendo nesta Vila, aos vinte e nove dias do mês de maio do dito ano, onde eu Escrivão ao diante nomeado me achava, junto com o Meirinho Geral Antônio José Simões Dias, e sendo aí, por virtude da declaração na penhora do escravo José Manuel, pela averiguação que dele careceu fazer, veio para esta vila, e o dito Meirinho o removeu e o depositou em mão e poder de José Antônio da Silva Couto, que dele tomou entrega, e se obrigou às leis de fiel depositário, a quem eu escrivão notifiquei para que do referido escravo não dispusesse sem ordem; de Justiça, sob a pena da lei, o que assim prometeu fazer; e para constar, fiz este auto de depósito, em que assinou junto com o dito meirinho. E eu João Ferreira Calixto, Escrivão da Vara de Ausentes, que o escrevi. José Antônio da Silva Couto. Antônio José Simões Dias. E não se contém mais nos ditos autos de sequestro, e juramento, e declaração, que tudo fica em meu poder e Cartório, e a eles me reporto, dos quais eu dito Escrivão das Execuções em princípio declarado, passei a presente certidão, de minha própria letra, com o seu teor, bem e fiel, e na verdade, em observância de ordem vocal do Doutor Desembargador Luís Ferreira de Araújo e Azevedo, Cavaleiro professo da Ordem de Cristo, do Desembargo de Sua Majestade Fidelíssima, que Deus guarde, Ouvidor Geral e Corregedor desta Comarca, com alçada no Cível e crime; e com os originais esta conferi, e pela achar conforme, assinei e consertei nesta sobredita Vila de Sao João del-Rei, Minas e Comarca do Rio das Mortes, aos vinte e nove dias do mês de maio do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e setecentos e oitenta e nove.

    Joaquim Batista Lustosa Conferido po mim Escrivão.

                  Joaquim Batista Lustosa

    ttt
    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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