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    Chácara da Baronesa

    Chácara da Baronesa
    Museu da Baronesa, Parque Annibal, Casa da Baronesa, Museu Municipal Parques da Baronesa
    XIX
    aprox. 1871
    Brasil

    É provável que o responsável pelo projeto inicial tenha sido o primeiro proprietário, Annibal Antunes Maciel Júnior (1838-1887) — barão de Três Serros (1884), formado em ciências físicas e matemáticas. A manutenção e reformas que o prédio recebeu, a partir do início do século XX, contaram com pintores, carpinteiros, pedreiros e decoradores. Os registros manuscritos apontaram, com maior frequência, o trabalho de Gustavo Adolfo Peters, pintor e empreiteiro; de João Rodrigues, carpinteiro e pedreiro; e de Eric Ludwig, empreiteiro e pedreiro.

    Pelotas, Rio Grande do Sul
    -31.7564881
    -52.31992469

     A Chácara da Baronesa, hoje Museu Municipal Parque da Baronesa, está localizada na cidade de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, no atual bairro Areal, em terreno limitado, ao Norte, pela Av. Domingos José de Almeida, a Leste, pela Av. São Francisco de Paula (avenidas que formam os principais eixos do bairro), ao Sul, pela Rua Menna Barreto, e a Oeste, pela Rua Alcides Torres.

    No início do século XIX, essa região foi consagrada aos estabelecimentos de charqueadas — manufaturas que produziam carne salgada, com base na mão de obra escravizada - e impulsionaram o desenvolvimento da cidade. Na segunda metade dos 1800, já havia subdivisões nos extensos terrenos, sendo a Chácara da Baronesa, ou Parque Annibal, uma delas. A área original se estendia em direção ao Sul, até a Estrada de Baixo, atualmente, Av. Ferreira Viana.

    Em meados do século passado, a urbanização intensificou-se e o entorno do imóvel, aos poucos, perdeu seu aspecto de transição entre a zona urbana e a rural.

    O aspecto atual da residência eclética, construída pelo barão de Três Serros, apresenta-se em planta quase quadrada, subtraída, na fachada principal, pelo vazio de um alpendre recuado e ajardinado que leva ao salão de festas (ou sala de jantar), e, aos fundos, por um amplo pátio de serviços, cujo acesso levava aos quartos dos empregados.

    Recuada da fachada principal, encontra-se uma camarinha, com dois pavimentos. Logo após, no mesmo eixo da camarinha, existe um terceiro pátio, interno, onde se localiza o algibe, uma cisterna que capta água das chuvas.

    Nos fundos da edificação estão mais dois acessos externos, que, além de entrada e saída, possibilitam alcançar uma torre com escada lateral, de base cilíndrica e parte superior com seção hexagonal, chamada “casa de banho”. Essa construção possui três pavimentos: no primeiro, ao rés do chão, antes havia uma cisterna, hoje lacrada; no segundo, encontra-se uma banheira; e, no terceiro, um reservatório de água desativado.

    O parque possui duas entradas, pelas avenidas principais, com composição de influência inglesa com extenso gramado, gruta com pedras de quartzo, canaletes, pontes, ilha, um local para criação de coelhos na forma de um pequeno castelo e um bosque onde predominam eucaliptos, com dois pequenos lagos e vias sinuosas.

    Também há uma residência de dois andares, estilo “bangalô americano”, construída em torno de 1935, onde funciona uma das secretarias da estrutura administrativa do município.

    Junto à fachada norte da casa principal, há um jardim de inspiração francesa com chafariz e canteiros com traçado simétrico.

    A elevação principal da edificação está dividia em três faixas horizontais. A base é formada por soco que se sobressai à parede, com acabamento em argamassa de cimento chapiscado e gateiras que ventilam os vãos sob o piso de tábuas de madeira.

    O corpo possui paredes lisas e seis janelas distribuídas em ritmo regular, simetricamente separadas pela porta de entrada. Todas as janelas apresentam caixilhos em madeira, com postigos e folhas envidraçadas, verga em arco pleno e bandeiras com vitral colorido, exibindo motivos florais, e molduras em argamassa. A porta, com duas folhas de madeira, possui verga em arco pleno e bandeira envidraçada com maiores dimensões e, também, moldura em argamassa decorada na porção superior. Coroamento e corpo estão unidos por cimalha com frisos salientes.

    A platibanda cega é ornamentada por elementos em argamassa — pilastras e molduras ovais —, arrematada, na parte superior, por friso liso e saliente e por sete esculturas em faiança.

    Em plano recuado, se eleva a camarinha, composta por três janelas em verga reta, caixilhos em madeira, vidraças em guilhotina, arrematadas por moldura de argamassa; o acabamento da parede lisa se dá por dois cunhais; a cimalha, com frisos lisos e salientes, na parte superior, é encimada por frontão, que tem ao centro uma moldura oval em argamassa, e duas esculturas em faiança nas laterais.

    A fachada principal é interrompida pelo jardim de acesso ao alpendre ornamentado e que leva ao salão de festas

    No jardim há uma pequena fonte construída com cristais brutos sustentados por argamassa que imita pedra, encimada por escultura de dois putti, em faiança; janelas e portas se abrem para esse espaço. Ao fundo, se encontra o alpendre protegido por telhado em duas águas, arrematado por frontão em madeira e lambrequim metálico com ornatos vazados, apoiado em finos pilares de madeira, sextavados.

    A fachada da lateral norte exibe onze janelas distanciadas regularmente entre si, com as mesmas características daquelas encontradas na fachada principal. Os outros elementos formais e construtivos se repetem da mesma forma.

    A fachada oeste, ao fundo da casa, exibe parede lisa e sem ornamentos, com janelas, em madeira ou metal, e uma porta de madeira e vidro. Os vãos são emoldurados em argamassa. Um portão com grades de ferro faz o fechamento do pátio de serviço.

    A fachada sul possui parede cega.

    A face oeste da camarinha é a única onde se observam as aberturas do pavimento intermediário.

    Os pormenores decorativos, remanescentes na edificação, destacam-se por meio das telhas cerâmicas de capa e canal, as bandeiras com vidros coloridos, a pequena gruta incrustada de cristais, quatorze esculturas portuguesas em faiança, originárias da Fábrica de Cerâmica e de Fundição das Devesas, e gradis em ferro.

    Documentos históricos do acervo do Museu Municipal Parque da Baronesa/Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Pelotas

    Documentos administrativos do Museu Municipal Parque da Baronesa/ Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Pelotas

    Inventários da família Antunes Maciel - Arquivo Público do Rio Grande do Sul

    ABUCHAIN, Vera Rheingantz; BETEMPS, Leandro Ramos (orgs.). Cadernos do IHGPEL - A visita da Princesa - 1885. Pelotas: UFPel, 2011.

    BACHETTINI, Andréa Lacerda. Análise das estampagens nos azulejos tradicionais de Pelotas e zona sul do Estado. 1995. Monografia (Licenciatura em Artes) - Instituto de Letras e Artes, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 1995.

    CARVALHO, Mario Teixeira de. Nobiliário Sul-Riograndense. 2ª ed. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1937.

    DOMINGUEZ, Andréa do Amaral. Ladrilhos hidráulicos: bens integrados aos prédios tombados de Pelotas-RS. 2016. Dissertação (Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural) - Instituto de Ciências Humanas. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2016.

    GUTIERREZ, Ester J. B. Barro e Sangue: mão-de-obra, arquitetura e urbanismo em Pelotas. (1777-1888). Pelotas: Universitária, 2004.

    SCOLARI, Keli Cristina. Esculturas em Faiança Portuguesa existentes nos Casarões do Centro Histórico da Cidade de Pelotas, RS. 2012. Dissertação (Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural) - Instituto de Ciências Humanas. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2012.

    SCOLARI, Keli Cristina. Análise de massas de reintegração volumétrica para a restauração de faianças do patrimônio edificado. 2018. Tese (Doutorado em Memória Social e Patrimônio Cultural) - Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2018.

    MONTONE, Annelise Costa. Memórias de uma forma de morar: a Chácara da Baronesa, Pelotas, RS, BR. (1863-1985). 2018. Tese (Doutorado em Memória Social e Patrimônio Cultural) - Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2018.

    NETTO, João Simões Lopes. Revista do 1º centenário de Pelotas. N.3. Pelotas: Biblioteca Pública Pelotense, 1911.

    PAULA, Débora Clasen de. Da mãe e amiga Amélia: cartas de uma Baronesa para sua filha (Rio de Janeiro – Pelotas, na virada do século XX). 2008. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2008.

    SANTOS, I. F. de Assumpção. Uma linhagem Sul Rio-grandense: os “Antunes Maciel”. Rio de Janeiro: Instituto Genealógico Brasileiro, 1957.

    VARGAS, Jonas. Os barões do charque e suas fortunas: um estudo sobre as elites regionais brasileiras a partir de uma análise dos charqueadores de Pelotas (Rio Grande do Sul, século XIX). São Leopoldo: Oikos, 2016.

    YUNES, Gilberto Sarkis. Azulejaria no Patrimônio Arquitetônico do Rio Grande do Sul. Pesquisa desenvolvida com o apoio da FAPERGS, do CNPQ  e do Programa Especial de Treinamento – PET/CAPES. Universidade Federal de Pelotas. Instituto de Letras e Artes. Pelotas,1995.

    Joaquim Manoel Teixeira (c.1825-1830); família Antunes Maciel (c. 1840-1978); Prefeitura Municipal de Pelotas, a partir de 1978.

    c. 1825 - 1830 – No terreno funcionava uma charqueada, pertencente a Joaquim Manoel Teixeira. O local era conhecido por Sotéa do Joaquim Manoel.

     c. 1840 a 1871 - A propriedade pertencia ao Coronel Annibal Antunes Maciel e sua esposa, Felisbina da Silva Antunes, e foi relacionada no inventário post-mortem da esposa, com a seguinte descrição: um terreno e uma casa de moradia, denominada “Sotéa”.

    1871 - O terreno e a casa foram herdados por Annibal Antunes Maciel Júnior e Amélia Hartley Antunes Maciel, futuros barões de Três Serros.

    1871 - 1887 - Os novos proprietários transformaram o local na chácara chamada “Parque Annibal” e ali estabeleceram sua residência.

    1887 – Com a morte do barão, a viúva Amélia Hartley Antunes Maciel, herdou a propriedade.

    1890 – Casamento da filha mais velha dos barões, Amélia Annibal Antunes Maciel (Sinhá), com Lourival Antunes Maciel, filho de Elyseu Antunes Maciel. O casal passou a dividir a moradia da chácara com a baronesa Amélia e se iniciou um período de constantes serviços de melhorias e manutenção. A família intercalava períodos em Pelotas e no Rio de Janeiro.

    1896 - 1917 - A morada recebeu pintura e caiação, interna e externa, serviços de carpintaria e alvenaria, troca de vidros, colocação de papel de parede, trabalhos de decoração e compra de mobílias.

    1919 - Falecimento de Amélia Hartley Antunes Maciel, no Rio de Janeiro; Amélia Annibal e Lourival Antunes Maciel assumem as melhorias e conservação da chácara.

    1920 - 1921 – Compra de azulejos e tintas no Rio de Janeiro; reforma da ala direita da casa, com trabalho de pintores, pedreiros, carpinteiros e decoradores; instalação completa da luz elétrica, com lustres e lâmpadas; reforma das janelas do passadiço com peitoris de mármore e vidros ingleses – Paulo Rodrigues e Gustavo Peters; compra de mobiliário, objetos e tecidos para decoração.

    1922 - 1923 - Reforma da ala esquerda da casa, com cozinha nova, passadiços, correr de quartos de serviço no pátio e mais benfeitorias: encanamentos d'água, quarto de banho completo (adquirido do Rio); colocação de azulejos e ladrilhos hidráulicos; serviços de carpintaria e pinturas – João Rodrigues e Gustavo Peters.

    1928 - 1929 – Compra e colocação dos azulejos da sala de almoço, por João Rodrigues (Rodrigues & Cia.).

    1931 – Escritura do Parque Annibal em nome Amélia Annibal Hartley Maciel.

    1948 a 1966 - Amélia Annibal Hartley Maciel (Sinhá), viúva. O uso do local tomou características de casa de veraneio, recebendo cuidados de manutenção que possibilitavam seu uso. A maioria dos familiares havia fixado residência no Rio de Janeiro.

    1966 - A propriedade foi herdada pelos filhos e netos de Sinhá e Lourival Antunes Maciel, entrando em declínio.

    1978 - Parte da chácara foi transferida à tutela do município para transformar-se em museu e parque público, após uma grande reforma.

    1982 – Inauguração do Museu Municipal Parque da Baronesa.

    1985 – Tombamento municipal da antiga chácara e suas edificações.

    2018 – Tombamento federal do Parque da Baronesa e suas edificações.

     

     

    Termo de Tombamento Municipal, como patrimônio histórico e cultural – 1985, assinado pelo Prefeito Bernardo de Souza.

    Tombamento pelo IPHAN como integrante do Conjunto Histórico de Pelotas (RS), em maio de 2018, no Livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo de Belas Artes - Processo de Tombamento nº 1512-T-03.

    Coordenação referente à Chácara da Baronesa: Annelise Costa Montone.

    Texto: Annelise Costa Montone; Clarissa Martins Neutzling; Carina Farias Ferreira; Ana Carolina Fernandes da Silva e Luiza Ribeiro Santana.

    Fotografias: Acervo administrativo do Museu da Baronesa; Clarissa Martins Neutzling; Carina Farias Ferreira; Luiza Ribeiro Santana e Ana Carolina Fernandes da Silva.

    Plantas: Acervo administrativo do Museu da Baronesa e Clarissa Martins Neutzling.

     

     

    Programa geral, tipologia e planta

    A Casa da Baronesa é uma residência constituída de um pavimento térreo com planta em formato quadrado, sendo esta forma repetida nos outros dois pavimentos, porém em menor dimensão. A cobertura é composta por telhas em cerâmica do tipo capa e canal com disposições de quatro, três e duas águas e fechamento em platibanda nas fachadas lateral norte, principal leste e lateral sul do salão.

     

    Piso 0

    A disposição da planta térrea da antiga residência desempenhava funções plurais da família sendo constituída de área social, área privada e área funcional. Todos esses três zoneamentos se encontram no pátio interno e central da Casa, caracterizado pela presença de um algibe.


    O domínio social é concentrado na ala leste do pátio interno e incluía duas salas de estar, um escritório, uma sala de bilhar e uma sala de jantar. O ingresso para a sala de jantar era feito por um jardim caracterizado como acesso secundário à Casa.
    A área íntima da família localizava-se na ala norte do pátio interno e era composta pelo quarto de vestir, reservado somente às mulheres, quarto do casal e mais três quartos para os filhos. Os quartos mantêm ligações por um corredor linear. A área íntima possuía duas exceções em relação à localização que são o quarto de banho e a sala de almoço - o primeiro estabelecido a oeste do pátio interno e o segundo a leste do mesmo pátio, respectivamente. 

    O âmbito funcional da Casa estava localizado ao sul do pátio interno e comportava a rouparia, a copa, a despensa e a cozinha. Tanto a copa quanto a cozinha faziam ligação direta com um corredor de acesso à sala de almoço. Este mesmo corredor tinha conexão com o jardim que funcionava como acesso de funcionários e que interagia com a dependência de empregados.

     

    Piso 01

    No segundo pavimento, acessado por uma escada semicaracol de madeira, localizada no passadiço, próxima ao escritório e sala de almoço, estava a sala de costura.

     

    Piso 02

    No terceiro pavimento, acessado por uma escada linear de madeira, fica a camarinha identificada como gabinete e biblioteca.

     

    Pavimento 0, Divisão 1, Hall de Entrada

    Painéis em meia parede com azulejos de motivo floral, estilo Art Nouveau em relevo prensado, inglês (15x15cm). Possui friso, barra e rodapé na mesma técnica de produção. Os desenhos são formados por um conjunto de 5 azulejos. Comprados na década de 1920, no Rio de Janeiro, por Dona Sinhá, filha da baronesa.

     

    Piso 0, divisão 3,  escritório 

    Painéis em meia parede com azulejos em decalcomania de origem desconhecida (15x15cm), com conjunto floral composto por 5 peças. Apresenta friso, barra e rodapé. Registro de compra em 1920 no Rio de Janeiro.

     

    Piso 0, divisão 13, sala de almoço

    Azulejos com holandesas em relevo prensado, de origem alemã (catálogo Frascari, Carlos). Uma carrega um cesto de frutas e outra uma caravela, marca Grohn (7,5x15cm). Painéis em meia parede, apresentando barra, friso e rodapé.

     

    Piso 0, divisão 14,  antiga despensa

    Azulejos estampilhados, de origem holandesa ou portuguesa, com dimensão de 12,5x12,5 cm.

     

    Piso 0, divisão 17, quarto de banho

    Azulejo com motivo floral estilo Art Nouveau, em relevo prensado, inglês. Painel em meia-parede, apresentando barra, friso e rodapé.

     

    Piso 0, divisão 18, cozinha

    Azulejo quadrado branco até o teto, com rodapé.

     

    Piso 0, divisão 19, circulação

    Painéis em meia parede com azulejo branco, 15x15 cm, com e sem friso.

     

    Casa de Banho

    Azulejos estampilhados, português, azul e branco com motivos florais, são necessárias 4 peças para formar o padrão. Dimensão: 12,5x13 cm.

     

    Piso 0, divisão 01, hall de entrada

    Piso do hall de entrada revestido por ladrilhos hidráulicos. São observados três tipos diferentes de ladrilhos. O mosaico situado no centro é composto por uma forma concêntrica, de motivo floral com duas margaridas situadas em dois cantos opostos, cada uma com tamanho diferente. A pigmentação cromática é composta por verde oliva, amarelo, branco e preto. Esse mosaico é envolvido por um ladrilho na mesma paleta de cores com motivos geométricos, palmeta e uma flor menor concêntrica no eixo horizontal.
    O terceiro ladrilho apresenta temática floral que remete à forma de uma margarida dentro de um quadrado em diagonal e motivos geométricos art dèco. A composição cromática é formada por amarelo, vermelho, preto, branco, cinza e azul.

     

    Piso 0, divisão 03, escritório 

    Escritório com piso em dois tipos de ladrilhos hidráulicos. A sala é caracterizada por um tapete de revestimento com motivos geométricos formando uma estrela de oito pontas em uma extremidade e uma forma geométrica em forma de cruz na outra extremidade, com seleção cromática em cinza, branco, vermelho, laranja e preto. Outro ladrilho presente nesse ambiente é uma faixa com motivos heráldicos e coloração em vermelho, marrom, amarelo, branco e preto. 

     

     

    Piso 0, divisão 03, soleira do escritório 

    Ladrilhos localizados na soleira entre o escritório e o corredor - compostos por motivo floral em forma de quadrifólio nas cores azul, amarelo, vermelho, preto e branco, delimitado por um ladrilho linear, em meandro, com motivo floral nas cores vermelho e amarelo.

     

    Piso 0, divisão 11, pátio interno

    Pátio interno revestido por ladrilhos hidráulicos com motivos geométricos, em forma de estrela de quatro pontas com pigmentações de cinza, em dois tons, e branco. Neste ambiente, o tapete de ladrilhos é delimitado por uma faixa com linhas em diagonal nas cores cinza e branco.

     

    Piso 0, divisão 12, passadiço

    Passadiço composto por ladrilhos hidráulicos com motivos cubistas, nas cores branca, preta e cinza.

     

    Piso 0, divisão 13, sala de almoço

    A sala de almoço é revestida por ladrilhos hidráulicos com motivos geométricos em forma de estrela de quatro pontas, nas cores branca, preta e cinza. Nesse ambiente, o tapete de ladrilhos é delimitado por uma faixa, também de ladrilho hidráulico, em meandro nas cores cinza e preta.

     

    Piso 0, divisão 14, depósito

    O depósito possui ladrilhos hidráulicos com motivo geométrico triângular contido por faixa em meandro. As cores deste revestimento são o preto, o branco e o laranja.

     

    Piso 0, divisão 15, copa

    Os ladrilhos hidráulicos da copa formam um tapete com motivos geométricos, contornados por um meandro em duas fitas entrelaçadas. As cores são em preto, vermelho bordô e amarelo.

     

    Piso 0, divisão 16, rouparia

    A rouparia possui ladrilhos hidráulicos com motivo geométrico triângular contido por faixa em meandro. As cores deste revestimento são o preto, o branco e o laranja. Também é possível identificar os ladrilhos hidráulicos da soleira entre a rouparia e o corredor da cozinha. Sua forma são octógonos nas cores vermelho bordô e amarelo com quadrados em preto.

    Piso 0, divisão 18, cozinha

    Na cozinha foi escolhido um ladrilho hidráulico de forma cubista, com impressão de três dimensões. A coloração escolhida nesta peça foram o rosa, o vermelho bordô e o amarelo. A faixa de contenção possui as mesmas características e a mesma pigmentação.

     

    Piso 0, divisão 19, corredor da área de serviço

    Os ladrilhos hidráulicos, escolhidos para revestir o corredor que conecta as áreas destinadas à alimentação, fazem três composições. O tapete principal é caracterizado por uma forma quadrada que baseia um elemento central cruciforme fechado por ¼ de arco. Esta composição exibe uma temática heráldica e os pigmentos são branco, cinza, preto e vermelho bordô. O mosaico é delimitado por uma borda lisa, em tom creme e uma borda com motivo floral nas cores branco, cinza e vermelho bordô.

     

    ttt
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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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