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    Fazenda Resgate

    Fazenda Resgate
    Fazenda O Resgate
    XVIII
    1789
    Brasil

    Pintor decorador José Maria Villaronga

    Bananal - SP
    - 22. 63302
    - 44. 26292
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    Situada no município de Bananal, interior do estado de São Paulo, a Fazenda Resgate é uma propriedade rural construída no século XVIII para a policultura, tornando-se a partir de meados do século XIX, uma das maiores fazendas cafeicultoras da região. Após percorrida a extensa ala de palmeiras imperiais da entrada, se alcança a casa de vivenda sobre um platô com jardim frontal, em cujo centro se insere uma fonte com grande tanque circular. O entorno é cercado de morros arborizados e vegetação característica da mata atlântica com espécies de palmeiras, coqueiros e árvores frondosas. Originalmente, à esquerda se encontravam a tulha e o terreiro, e à direita, a enfermaria e a cozinha dos escravos. A senzala constituía o edifício localizado de frente para a casa principal.

    Adotando uma morfologia arquitetônica bastante recorrente em outras casas rurais do Vale do Paraíba, a Fazenda Resgate é composta de dois pavimentos na fachada principal convertidos em um único piso na parte posterior da construção. Reformada e aprimorada em 1855, a casa assobradada possui um extenso porão alto no térreo, o qual abriga a capela no lado direito da edificação. O piso nobre localizado no andar superior, tem o formato de planta em “U” com duas alas laterais que se estendem em direção aos fundos, compreendendo um pátio interno ajardinado. Todas as fachadas são percorridas por um plinto em argamassa de cor cinza, demarcando a altura do peitoril das janelas do andar térreo. O telhado em quatro águas possui beiral e três mansardas nas laterais e na fachada posterior.

    A fachada principal apresenta o rigor simétrico do neoclássico com escadaria de um lanço ao centro, conduzindo à entrada principal sob alpendre sustentado por duas colunetas de madeira. Definindo o eixo simétrico do frontispício, este conjunto divide, para cada lado, quatro janelas no piso superior, e duas portas e duas janelas que se alternam para ambos os lados do andar térreo.

    As duas laterais da construção apresentam aspectos assimétricos bastante evidentes, assinalados verticalmente pela pilastra que se estende do solo até a cornija, separando o corpo principal das demais alas. A horizontalidade da fachada direita é caracterizada pelo extenso prolongamento até os fundos com onze vãos no pavimento superior e nove no térreo, onde se situa a antiga prisão dos escravos. A lateral esquerda, com frontaria encurtada, apresenta oito vãos no andar superior, passando a apenas seis no rés-do-chão. Nos fundos, o jardim central é flanqueado pelas três fachadas internas que definem a planta em “U” da edificação.

    Da fachada principal destaca-se a escada com degraus em cantaria, e guarda-corpo de ferro com finos balaústres decorados com arabescos estilizados. Todas as portas e janelas possuem alisares e vergas retas e vidros com caixilhos em cruz. No centro do jardim frontal, a fonte de ablução em ferro fundido possui três níveis decrescentes e as bases das taças ornamentadas com godrons. Sob o beiral alongado, a cornija que percorre as fachadas principal e lateral esquerda, apresenta acabamento com finíssimo friso de dentículos.

    CASTRO, H.M.; SCHNOOR, E. Resgate, uma janela para o oitocentos. Rio de Janeiro: Top Books Editora, 1995.

    LEMOS, Carlos A.C. Casa Paulista: história das moradias anteriores ao ecletismo trazido pelo café. São Paulo: Editora da USP, 2015.

    MARQUESE, Rafael. O Vale do Paraíba cafeeiro e o regime visual da segunda escravidão: o caso da Fazenda Resgate. in: Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, vol.18, n 1, Jan/Jun 2010 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142010000100004

    PIRES, Fernando Fragoso. Fazendas. Solares da região cafeeira do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2003.

    ZALUAR, Auguste Emile. Peregrinação pela província de São Paulo. São Paulo: Editora Itatiaia Ltda, 1975.

    Fazenda Resgate website www.fazendaresgate.com.br

     

    A Cidade de Bananal (...)

    Muitas fazendas de primeira ordem concorrem para a riqueza agrícola deste município. Tive ocasião de visitar, além das do sr. barão da Bela Vista, a do sr. Comendador Manuel de Aguiar Valim, que se torna notável não só por ser uma das melhores propriedades do lugar, como pelo gosto com que são pintadas as salas e as capelas da sua casa de moradia campestre. As pinturas são devidas ao hábil pincel do sr. Vilarongo.

    A sala de visitas, toda de branco, com frisos e ornatos dourados, tem o teto de muito bom gosto, e nos painéis das portas delicadas pinturas representando os pássaros mais bonitos e conhecidos do Brasil pousados nos ramos das árvores ou arbustos de sua predileção, de cujos troncos se vêem pender deliciosos e matizados frutos. A sala de jantar e a capela, que é um trabalho de muito preço, não merecem menos elogio. (ZALUAR, p. 49)

     

    1776: um local denominado “O Resgate” deu origem ao que seria anos mais tarde a Fazenda do Resgate. O local pertencia à Fazenda Três Barras, a principal da sesmaria do padre Antônio Fernandez da Cruz.

    1828: Resgate tornou-se uma fazenda, como dote de casamento de Alda Romana de Oliveira com o coronel Inácio Gabriel Monteiro de Barros. A fazenda na época produzia milho, feijão, farinha e café, e possuía 77 escravos.

    1833: a fazenda foi comprada por José de Aguiar Toledo, um comerciante português que chegou ao Brasil em meados do século XVIII. Trouxe de Minas Gerais as soluções arquitetônicas que implantou na fazenda, além de ter sido pioneiro no plantio de café em larga escala naquela região.

    1838: falece José Aguiar, deixando as terras e a fazenda como herança para os oito filhos. Manoel de Aguiar Valim, um de seus filhos, comprou de seus irmãos as demais partes da fazenda e estabeleceu moradia na propriedade. Valim foi um homem do seu tempo: chefe, político, mas envolveu-se no episódio Bracuí – traficando escravos mesmo o comércio já tendo sido proibido – foi preso em 1853 e logo depois absolvido.

    1844: Valim casou-se com Domiciana Maria de Almeida, filha do Comendador Luciano José de Almeida, dono da fazenda Boa Vista e titular de uma das maiores fortunas do Brasil na época.

    1855: Valim iniciou reforma na fazenda Resgate. Contratou o pintor espanhol José Maria Villaronga, e transformou a fazenda numa das principais sedes de fazenda da sua época e hoje uma das mais importantes memórias do período cafeeiro e do Brasil imperial. Na mesma época, Resgate já contava com 351 escravos, alguns destinados ao serviço direto do senhor – como os caseiros, as treze cozinheiras, pajens, costureiros, alfaiates, amas, mucamas, copeiros, sapateiros, barbeiros, lavandeiras, rendeira, seleiro e hortelão.

    1878: falece o comendador Valim (que na época eram titular de uma fortuna avaliada em 1% de toda moeda circulante no Brasil, além de diversos títulos de dívida pública no Brasil e nos Estados Unidos). Deixou a fazenda como herança para a viúva Domiciana.

    1893: Domiciana retirou-se para São Paulo. A fazenda e outros bens foram adquiridos pelo português Domingos Moitinho, que anos mais tarde hipotecou a casa e os bens.

    1914: a hipoteca foi paga pelo filho de Domingos, Fernando Moitinho e sua esposa, Laura Porto Moitinho. Após perderem uma de suas filhas, o casal mudou-se e abandonou a fazenda Resgate.

    1919: falece Fernando Moitinho.

    Após o fim da primeira guerra, a fazenda foi adquirida pelo uruguaio Pedro Vallede, que a deixou abandonada e foi finalmente comprada por um francês, Gustavo Masset. Masset.

    1969: Após o tombamento pelo IPHAN a fazenda passou por algumas restaurações e foi comprada por Carlos Eduardo Machado.

    1980: a fazenda foi vendida a Carlos Henrique Ferreira Braga que continuou o trabalho de restauração e manutenção. Além de manter-se na sede da fazenda, Almirante Braga estimulou pesquisas sobre O Resgate.

    2019: atualmente a casa é propriedade ainda de Almirante Braga, que a abre para visitação durante a semana.

     

    Programa geral, tipologia e planta

    A Fazenda Resgate é uma casa de vivenda com dois pavimentos no frontispício, os quais se convertem em um único piso na parte posterior da construção erguida sobre um platô. A tipologia de planta em “U” apresenta um bloco retangular principal no andar nobre e no porão alto, e duas alas que se prolongam até os fundos nas laterais do andar superior. Embora apresente uma divisão pouco simétrica dos espaços internos, o programa interior reflete a clara distinção entre os ambientes de convívio social e os espaços privados de uma fazenda cafeeira do século XIX.  

     

    Piso -1

    Com a compartimentação dos espaços internos já bastante alterada, o porão alto habitável, mantém ainda preservada a capela da família, cuja principal entrada se dá pela porta dupla localizada na ala direita da fachada frontal. Originalmente, o pavimento térreo abrigava também o alojamento dos escravos de porta-dentro, onde uma escada de lanço único conduz diretamente à ala de serviços e à cozinha no andar superior. A antiga prisão, com acesso único pela lateral direita da construção, se encontra no espaço localizado entre a capela e um pequeno quarto de arreios.

     

    Piso 0

    O piso superior corresponde ao andar nobre da residência, conciliando vestíbulo, sala de visitas, gabinete e alcovas na parte frontal, onde ao centro, um estreito corredor conduz à grande sala de jantar com portas-janelas que se abrem para o pátio interno. Mais três alcovas têm suas portas com bandeiras de vidro voltadas para a sala de jantar. A ala da esquerda, mais encurtada, abriga o espaço de um amplo louceiro, sucedido da cozinha; enquanto a ala da direita apresenta um longo corredor com acesso a quartos e dormitórios. Em posição análoga a da capela, encontra-se a tribuna com entrada principal pela sala de visitas e passagem lateral por uma das alcovas. 

      

     

     

    Piso 0, Divisão 2, Vestíbulo

    Paredes pintadas na estrutura formal de lambri de apoio compondo estreitos painéis horizontais no silhar baixo, e longos painéis verticais na zona superior. Sobre as portas e janelas, a pintura em tromp l’oeil retrata gêneros agrícolas como o algodão, a mandioca e a cana-de açúcar atados por laços que pendem abaixo do roda-teto. Em posição central na zona nobre da parede, o café aparece representado em um grande vaso repleto de ramagens e frutos.

    O trompe l’oeil está presente também no ilusionismo primoroso que dá volume aos quatro quadros que pendem do teto por cordões e laços, temática recorrente nas fazendas de café do Vale do Paraíba. Formando pares em posições simétricas, os quadros representam paisagens como a vista da fazenda Resgate, da praia de Botafogo, uma típica cena inglesa e uma paisagem idílica com ruínas e pontes fictícias ao gosto de Hubert Robert. A palheta reúne o calor dos tons ocres e amarelos, ao verde que dá acabamento às portas e janelas. Pinturas murais da segunda metade do século XIX de autoria do pintor decorador José Maria Villaronga.  

     

    Piso 0, Divisão 3, Sala de Visitas

    A sala de visitas, inspirada nas cores do rococó francês, tem como temática principal as aves típicas brasileiras como o canário da terra, o iratauá-grande, o papagaio, o pica-pau de topete vermelho, o galo-da-serra, a coruja orelhuda, o tangará, entre outras. As almofadas das portas brancas e o lambri abaixo das janelas recebe a ornamentação delicada de galhos com folhas, frutos e flores sobre o qual pousa um pássaro diferente, às vezes também cercado de borboletas e insetos.

    As paredes em tons de azul são pintadas na estrutura formal de lambri de apoio compondo longos painéis verticais na zona superior, e estreitos painéis horizontais no silhar baixo, os quais são guarnecidos de máscara feminina envolta por arranjo de flores. Entre as portas e as janelas, pequenos buques coloridos rematam também as cantoneiras da zona parietal superior.

    No forro, a reserva central recebe acabamento decorativo com pintura de mascarões representando os sete pecados capitais no contorno da roseta de onde pende o lustre. Pinturas murais da segunda metade do século XIX de autoria do pintor decorador José Maria Villaronga. 

     

     

    Piso 0, Divisão 9, Gabinete

    Paredes com pintura marmorizada na altura do silhar, compondo arranjo apainelado em tons de azul. 

     

    Piso 0, Divisão 10, Corredor

    Paredes pintadas na estrutura formal de lambri de apoio, onde o silhar alto apresenta composição pictórica em branco e azul de azulejos figurativos com motivos de chinoiserie. A moldura de rodameio, executada com efeitos de sombra e luz, separa a zona superior com marmorizado verde simulando fiadas de blocos que se estendem até o teto. Pinturas murais da segunda metade do século XIX de autoria do pintor decorador José Maria Villaronga. 

     

    Piso 0, Divisão 11, Alcova

    Paredes com pintura marmorizada na altura do silhar, compondo arranjo apainelado em tons de azul e amarelo. Acabamento com fina moldura em stencil

     

    Piso 0, Divisão 15, Tribuna

    A tribuna ou coro alto da capela tem as paredes pintadas na estrutura formal de lambri de apoio, onde o silhar baixo recebe acabamento com estreitos painéis horizontais guarnecidos de pintura do tipo stencil. Na zona superior, as paredes são ornamentadas com quatro murais religiosos representando Nossa Senhora das Graças, o Bom Pastor e Nossa Senhora da Piedade. Na lateral esquerda da tribuna, o trompe l’oeil da porta dupla com bandeira de vidro compõe de forma notável o arranjo simétrico do espaço em concordância com a porta de acesso a alcova em anexo. Pinturas murais da segunda metade do século XIX de autoria do pintor decorador José Maria Villaronga. 

     

    Piso 0, Divisão 16, Sala de Jantar

    As duas paredes principais da sala de jantar apresentam estrutura formal de lambri de apoio, constituindo estreitos painéis no silhar baixo pintados à imitação de mármore branco. Cada painel recebe acabamento decorativo com a figura central de uma ave da região. A zona superior em faux marbre amarelo é demarcada verticalmente por colunas coríntias sob arquitrave com faixas, destacando a influência neoclássica na casa de vivenda com o uso de arquiteturas fingidas nas decorações pictóricas. Em posição central, nota-se o gosto pela pintura cenográfica na representação da janela em arco que se abre para a vista longínqua dos cafezais, tendo em primeiro plano uma caixa com cédulas de dinheiro simbolizando o status econômico da família. A gaiola que pende do alto parece demonstrar o poderio daquele que é dono de cativos e de terras. Suspensos por finos cordões, dois grandes estandartes com motivos de chinoiserie à maneira exótica de Jean Pillement, rematam os painéis laterais juntamente com vasos repletos de gêneros alimentícios, temática recorrente nas salas de jantar. 

    Nas paredes menores, o realismo pictórico do trompe l’oeil está presente na pintura de objetos do uso cotidiano da fazenda como pratos, sopeiras, garrafas de bebida, fruteira, galheteiro e até mesmo um pequeno saleiro, dispostos em falsas prateleiras sobre as bandeiras das portas que ladeiam os armários de louça. Todas as demais portas são rematadas no alto por um semicírculo simulando janela de rosácea decorativa com rendilhado de arabescos e palmetas. Pinturas murais da segunda metade do século XIX de autoria do pintor decorador José Maria Villaronga. 

     

    Piso -1, Divisão 3, Capela

    Parede lateral esquerda da nave decorada com extenso mural retratando o nascimento de Jesus e a visita dos três reis magos. No retábulo do altar-mor as paredes do nicho principal são ornadas com pintura de flores sobre fundo azulado na parte inferior do corpo; e na meia-cúpula do coroamento predomina a temática singela de putti planantes sobre firmamento representando o dia e a noite. Na base do retábulo as duas laterais exibem pinturas sacras do cálice sagrado. Na reserva central circular do forro, pintura singela representando o Sagrado Coração de Jesus irradiando feixes de luz amarela sobre fundo azul com estrelas.

     

     

    Piso 0, Divisão 2, Vestíbulo

    Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Lustre em bronze de nove braços com finos enrolamentos e mangas de cristal. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 3, Sala de Visitas

    Rico acabamento decorativo em madeira talhada e folheada à ouro compondo molduras e ornatos de paredes e portas. No silhar, os painéis têm arremate nas cantoneiras com motivos de flores e folhas; enquanto nas paredes, a moldura de rinceau do rodameio ladeia também os alisares e vergas de portas e janelas.

    A talha dourada dá acabamento às sanefas de madeira decoradas com fino friso de cordão na parte inferior, moldura superior composta de motivos de conchas e folhas de acanto e cartela com volutas no arremate central.   

    Forro em madeira com grande reserva ovalada pintada de branco com encaixe “saia e blusa”, tendo ao centro reserva circular com roseta e molduras talhadas e folheadas. Lustre de cristal estilo Império.

    Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Janelas enquadradas em vão recuado com silhar revestido de lambri apainelado pintado de branco. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 9, Gabinete

    Porta dupla apainelada com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 10, Corredor

    Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 11, Alcova

    Porta dupla apainelada com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 15, Tribuna

    Guarda-corpo da tribuna com balaústres formando sequência de arcos lancetados, sendo as arquivoltas rematadas por fina moldura talhada e folheada à ouro, com motivos de pequenas conchas e flores. Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Janelas com caixilhos de vidro compondo ao centro desenho de cruz em vidro colorido. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 16, Sala de Jantar

    Embutidos nas duas paredes secundárias, armários louceiros em madeira com três portas envidraçadas, rematados por cornijas de sobre-verga e portas apaineladas na altura do silhar. Na extensa parede voltada para o pátio interno, porta central e janelas com vergas retas, enquadradas em vão recuado revestido de lambri apainelado.

    Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro decorada com motivo de flor estilizada. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 19, Cozinha

    Paredes azulejadas a meia altura, tendo ao centro pequeno painel de azulejos de registro representando a figura de Santo Antonio. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em ladrilho hidráulico policromado.

     

    Piso -1, Divisão 1, Porão Alto

    Forro de vigas e tábuas de madeira e piso em lajes de pedra.

     

    Piso -1, Divisão 3, Capela

    Retábulo neoclássico com ornamentação em talha dourada com motivos clássicos como molduras de óvalos, ramagens de flores, pequenas conchas e cartelas sobre fundo pintado de branco. No corpo, quatro colunas coríntias de fuste liso com estrias em dourado sustentam o coroamento curvo em arco pleno, tendo ao centro um grande ornato em talha dourada representando o divino espírito santo. As bases em forma de caixa retangular e o nicho interno que guarnece o trono recebem acabamento com pintura decorativa.

    Altar com varandim de balaustres de madeira, formando sequência de arcos góticos lancetados. Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia e blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    ttt
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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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