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    Fazenda Lordello

    Fazenda Lordello
    XIX
    1836
    Brasil
    Sapucaia - RJ
    - 21. 89148
    - 42. 6954
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    Situada no município de Sapucaia em Paraíba do Sul no Rio de Janeiro, a Fazenda Lordello é uma propriedade rural construída no século XIX destinada ao plantio e cultivo de café. A entrada principal é feita a partir do portão duplo em ferro fundido que dá acesso ao caminho densamente arborizado pelo qual se chega à fazenda e às demais edificações do entorno. A casa se apresenta cercada de extenso jardim mesclando várias espécies nativas como os enormes coqueiros Buriti, além de outras mais exóticas trazidas do exterior, como o sombreiro da Jamaica.

    Instalada em uma elevação, acessada por escadas em patamar, a construção tem linhas horizontais e planta retangular, com sobrado na frente, varandas envidraças e pátio interno. Mais abaixo, à direita do platô onde se encontra a sede principal, está a construção retangular com torreão, onde originalmente se localizava o moinho de café e a tulha.

    Precedida de um pequeno jardim suspenso, a frente da casa é acessada por uma escada de pedra de seis degraus localizada em correspondência ao eixo simétrico da fachada. No térreo, o corpo central é constituído da passagem em arco pleno com marcos, aduela e chave em cantaria talhadas com desenho de ramagens.  Flanqueando o arco de entrada, um par de colunas toscanas encimadas por esculturas de leões, também em cantaria, distinguem a entrada social da residência. Apoiada sobre este conjunto, a laje de pedra com gradil em ferro fundido trabalhado com motivos vegetalistas, compõe a sacada da única porta-janela do andar superior que se abre para o amplo jardim. A porta com bandeira arqueada tem acabamento decorativo com moldura reta, sendo ainda ladeada por um par de estreitas pilastras dóricas.   

    A simetria desta fachada se apresenta nos oito arcos plenos com o mesmo tratamento em pedra, que dispostos em dois blocos de quatro, constituem a extensa galeria do andar térreo; e no pavimento superior, onde o formalismo repetitivo das oitos janelas com bandeiras arqueados e cercadura reta, se distribuem igualmente para cada lado da sacada central.Elemento bastante utilizado em palácios e casas renascentistas, as estátuas decorativas, aparecem aqui dispostas sobre a platibanda dentiforme, demarcando o centro e as quinas verticais da fachada com pilastras dóricas que se elevam do térreo até a cornija.

    As duas faces laterais da construção demonstram, na medida em que o terreno se eleva, uma clara distinção em relação ao bloco frontal finalizado nos arcos laterais da galeria. Esta divisão se torna ainda mais evidente com a pilastra, análoga à das quinas, que remata a separação dos dois corpos que compõem o edifício. Notadamente mais simplificadas, as fachadas secundárias não apresentam o mesmo acabamento decorativo da frontaria. No alto, a platibanda dentiforme termina juntamente com a arcada da galeria, dando lugar ao telhado com beiral e cimalha.  

    As laterais esquerda e direita, de tipologia semelhante, apresentam silhar elevado que inicia com cinco fiadas de pedras em aparelho isodomo, chegando aos fundos com apenas duas fiadas. Sobre o silhar corre um friso pintado à imitação de granito, separando a zona alta da parede onde estão enfileiradas as seis janelas de perfil reto.

    A face posterior, que abriga a entrada de serviços da casa, se assenta sobre ligeiro aclive, resultando em uma diferenciação entre as duas extremidades. O nivelamento se dá a partir do silhar terminando na escada de pedra de dois lanços opostos, que dá acesso à sala de música na lateral esquerda. O friso pintado das faces laterais da casa dá lugar a um pequeno plinto de pedras, conferindo acabamento inferior à parede externa; enquanto a entrada para o átrio de serviço situada no centro da fachada, distribui as demais portas e janelas, compondo um total de quatro vãos para cada lado.

    Na fachada principal, inúmeros detalhes decorativos têm como motivo a figura de um leão, símbolo solar e luminoso que representa nobreza, elegância e poder. Coroando o eixo da construção, o brasão familiar envolto por ramagens floridas, com elmo e escudo guarnecido do monograma “H”, ocupa posição central sobre a platibanda. Situada logo acima do brasão, a estátua da deusa romana Ceres, matriarcal e poderosa no cultivo dos campos e das plantas, é ladeada por dois ornatos com cabeça de leão.

    A cornija ressaltada que percorre toda a frontaria é secionada por estreito friso de azulejos com motivos de silhueta de um leão heráldico. O mesmo motivo pontua também a parte denteada mais alta da platibanda, a qual recebe arremate com finíssima cercadura azulejada com desenho de flores estilizadas.

    A entrada principal possui pavimento ornamentado com tapete de ladrilho hidráulico policromado, cujo motivo central representa a figura de um leão; e na porta-janela que se abre para a sacada do andar superior, os alisares em cantaria tem acabamento decorativo com duas pequenas cabeças de leão flanqueando o arco da bandeira.

    Nas demais fachadas, todas as janelas são encaixilhadas com moldura de azulejos coloridos, formando padrão geométrico; e a parte inferior do lintel é ornamentada com sequência de pequenos losangos.

    ALENCAR, José. O Marquês de Paraná. Rio de Janeiro: Diário, 1856.

    ANRJ.Juízo de Órfãos e Ausentes. ZN.  Inventário Marques do Paraná. n. 3001, cx.2762, gal. A, 1856

    Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Fazenda de Lordello. Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense. Rio de Janeiro: Inepac, Instituto Cidade Viva, 2009.

    Discurso autobiográfico pronunciado no Senado, pelo então visconde de Paraná, presidente do Conselho, na sessão de 31 de julho de 1854. RIHGB 1957, vol. 236. 275-284.

    FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA. Os dois mundos de Cornélio Penna. Fundação Casa de Rui Barbosa, 1979.

    SPHAN/DTC. Proc. 1220-7-86. Casa Lordelo (Casa da fazenda que pertenceu ao Marques do Paraná) Três Rio – Estado do Rio de Janeiro

    VASCONCELOS, Rodolfo Smith de e VASCONCELOS, Jaime Smith de. Archivo Nobiliarchico Brasileiro, 1918

    Brasão do marquês e do barão de Paraná

    Passados aqueles extensos e miseráveis campos, irregulares e muito secos, já próximos da descida da serra, novas palmeiras subiam aos céus, sempre como mastros de observatório, cujas flâmulas marcassem invariavelmente o bom tempo. Era a fazenda de minha tia [baronesa de Paraná], a quem eu chamava de minha vice-mãe, pela sua inalterável bondade para comigo e pelo seu amor sem conta de todas as horas. Ela aí residira por muitos anos. A casa, em frente às palmeiras, com seu ar palaciano de sacada sustentada por dois leões de pedra e a sua varanda robusta, deve ainda estar lá, possuída por pessoas estranhas, mas sem a sua alma criadora. Quando a vi pela última vez, tinha sido abandonada havia vinte anos. Percorri as suas salas enormes, seus corredores sonoros e seu claustro que fechava o jardim interno, à noite, tendo como luz apenas uma palmatória com vela bruxuleante, procurando fazer reviver os vultos que os tinham enchido e, principalmente, aquela que me fora tão querida. (“Sob o signo das Palmeiras" – o Estado do Rio, de Cornélio Penna, datilografado. S.d.).  Os dois mundos de Cornélio Penna. p. 32

     

     

    A Fazenda Lordello foi fundada por Honório Hermeto Carneiro Leão (1801-1856), político e magistrado, foi um dos homens mais influentes no cenário político do Império do Brasil.  Em 1826, ele casou-se com Maria Henriqueta (1809-1887), sua prima, cujo dote deu início aos seus investimentos, com quem teve quatro filhos. Em 1852, ele recebeu o título de visconde e, em 1854, o de marquês do Paraná; faleceu em 3 de fevereiro de 1856, no Rio de Janeiro.
    Seus filhos foram: Maria Emília Carneiro Leão (1827–1895), casada com Constantino Pereira de Barros (1821–1896), futuros barões de São João de Icaraí; o deputado Honório Hermeto Carneiro Leão (1832–1873), Maria Henriqueta Carneiro Leão (1834-1913), casada com Jerônimo José Teixeira Junior (1830 – 1892), futuros viscondes do Cruzeiro, e o médico Henrique Hermeto Carneiro Leão (1847-1916), futuro barão de Paraná.

    1836 – Honório H Carneiro Leão adquire as terras à margem do rio Paraíba do Sul e funda a Fazenda de Lordello 

    1841 – Carneiro Leão adquiriu mais terras que faziam rumo com Lordello

    1848 – Carneiro Leão adquiriu mais uma porção de terras, completando assim uma área que correspondia, na época, a pouco mais que duas sesmarias de meia légua em quadra, ou seja, 500 alqueires geométricos de terra.

    1854 – Em discurso pronunciado no Senado, o então visconde de Paraná comenta sobre a formação da fazenda, e o paulatino crescimento de sua safra. “(...) em 1839, não colhia café algum (...), mas passei sucessivamente nos anos seguintes a colher mil e tantas arrobas, 2.000, 3.000, 4.000, 6.000, 8.000 e 9.000. No ano de 1850, colhi 15.000 e no ano de 1852, 20.000 arrobas.” RIHB. p. 279

    1856 – Falecimento do marquês do Paraná, deixando então a administração da fazenda para sua esposa, a marquesa do Paraná, que a conduziu até sua morte. Descrição da casa no inventário do marquês: "huma casa nobre construida de pedra e cal com 144 palmos de frente, 165 de fundos, de sobrado na frente e inda por acabar com varandas envidraçadas e area no centro com um pequeno acrescento no fundo para cozinha."

    1874 – Casamento de Henrique com Zeferina Marcondes dos Santos (1859-1936), de família de fazendeiros da região, pintora amadora.

    1887 – Falecimento da marquesa do Paraná. A fazenda é herdada pelo Dr. Henrique Carneiro, médico, filho caçula dos marqueses, e único varão, por morte de seu irmão Honório em 1873.

    1888 – Dr. Henrique Carneiro Leão recebe o título de barão do Paraná, e mantém o brasão de seu pai.

    1889 – Contratação da empresa do cenografo Pedro Paulo Prevôt , que fornece serviços de mão de obra e desenhos para trabalhos de pintura mural, estuque, colocação de papéis de parede, marcenaria e douração. A decoração recorre às cores do brasão, vermelho, azul e amarelo, e ao símbolo do leão heráldico.

    1888 – 1916 – O barão mantém as atividades voltada para o café, e introduz a criação de cavalos de raça e experimentos genéticos, quando produz o zebroide, cruzamento de égua com zebra.

    1916 – Falecimento de Dr. Henrique Carneiro, e a fazenda passou, em sistema de usufruto, para a esposa d. Zeferina Marcondes, com quem não teve filhos. A baronesa foi tia e incentivadora artística do escritor e pintor Cornélio Penna.

    1836 – Falecimento da baronesa, e fazenda passa por vários proprietários

    1980 – A Fazenda Lordello é adquirida por Marcos França, que a mantem conservada, o mais original possível, até os dias de hoje.

    1986 – Início de instrução para o tombamento da casa sede pelo Iphan.

    2009 – A fazenda é inventariada no âmbito do projeto Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense, promovido pelo Inepac e Instituto Cidade Viva, e patrocínio da Light

     

    Programa geral, tipologia e planta

    A Fazenda Lordello é uma edificação de frontispício retangular e alongado com dois pavimentos, passando a um único piso a partir das fachadas laterais estendidas sobre o terreno inclinado. Desta forma, o piso superior visto na fachada principal se apresenta como térreo na parte posterior da construção. A planta, ligeiramente retangular, tem seu programa interior bastante semelhante ao das áreas privadas das domus romanas, onde os ambientes agrupados ao redor de um pátio interno (peristylium), formam quatro alas de tipologia semelhante. No piso térreo, a planta reduzida corresponde apenas à ala frontal do andar superior.

     

     

    Piso -1

    A entrada principal da casa se situa no andar térreo, e é acessada a partir da extensa galeria em arcos que se estende pela longa frontaria. A porta dupla com lintel arqueado localizada no eixo central do edifício, se abre para a escadaria em lanço único que conduz ao patamar do segundo piso. Dispostos dois a dois, quatro grandes depósitos com entradas independentes, ladeiam a porta principal.

     

    Piso 0

    O piso superior corresponde à área principal da casa e apresenta planta simétrica compondo os diferentes espaços que definem os ambientes sociais e privados da residência. Uma galeria avarandada contorna cada uma das quatro alas, e se abre para o pátio interno com jardim e fonte. Como nas antigas domus romanas, a sala de jantar, a cozinha e a copa se localizam nos fundos, onde se encontra também o pequeno vestíbulo da entrada de serviço e a sala de música. As alas laterais vão agrupar diversos quartos e saletas, enquanto os espaços de maior convívio social compõem a ala frontal com uma grande sala de visitas, sala de estar, gabinetes e a capela da fazenda. 

     

     

    Piso 0, Divisão 2, Galeria

    Paredes revestidas na altura do silhar com azulejos monocromáticos do tipo tapete na tonalidade cinza, compondo padrão de losangos guarnecidos de motivos florais estilizados. Remate com cercadura decorativa com motivos de meandros. No rodapé, barra dupla de azulejos formando friso de entrelaçamento sobre azulejos pretos lisos. Flanqueando as janelas nas quatro junções das paredes, barra vertical de azulejos relevados com motivos de roseta estilizada.

     

    Piso 0, Divisão 15, Copa

    Silhar alto revestido com azulejos monocromáticos do tipo tapete compondo padrão losangular na tonalidade azul. Remate com barra superior azul lisa. Bancadas da pia e do armário revestidas com o mesmo acabamento decorativo.

     

    Piso 0, Divisão 16, Cozinha

    Silhar alto revestido com azulejos policromados do tipo tapete compondo padrão de flores estilizadas. Remate com barra superior monocromática formando friso de pequenos meandros ladeados por sequência de enrolamentos em “S”.

     

    Piso 0, Divisão 28, Pátio Interno

    Paredes revestidas na altura do silhar com azulejos monocromáticos do tipo tapete compondo padrão de roseta estilizada na tonalidade azul. Remate superior e inferior com barra decorativa com motivos de rinceau.

     

     

    Piso 0, Divisão 2, Galeria

    A varanda que circunda o pátio interno, formando uma espécie de galeria quadrangular, tem as paredes internas decoradas com pintura no terceiro estilo pompeano ou estilo ornamental. O esquema parietal decorativo apresenta rígida divisão horizontal com silhar estreito e ampla zona central, ambos apainelados; e zona superior na forma de um largo friso. Destaca-se o efeito bidimensional dos painéis da banda mediana, os mais estreitos guarnecidos de motivos de candelabros ornados de arabescos, e os maiores contendo miniaturas centrais representando cenas mitológicas.  

    A palheta cromática do terceiro estilo distribuí o calor dos vermelhos e dos ocres nos fundos sólidos da zona central, e o preto na composição apainelada do silhar decorada com arabescos e ornatos vegetalistas. Efeitos bidimensionais e monocromáticos peculiares ao estilo, definem toda molduragem composta de motivos pompenos estilizados. Na banda superior da parede, pintura em Stencil formando friso de palmetas. Bordas e molduras do forro com pintura monocromática em Stencil formando cercaduras lineares com acabamento decorativo de motivos de pequenos culots.

     

    Piso 0, Divisão 13, Sala de Jantar

    Paredes decoradas com pintura moderna datada do século XX de composição decorativa semelhante ao terceiro estilo pompeano, onde as paredes se dividem em painéis regulares tanto no sentido horizontal como no vertical. O silhar baixo simula uma única fiada de blocos marmorizados em tons de vermelho claro e escuro, sobre a qual corre a cornija baixa pintada como um friso linear colorido.

    A zona central da parede é dividida verticalmente por sequência de finas colunetas jônicas, formando intervalos idênticos decorados com painéis verticais, cuja moldura de entrelaçamento é pintada em Stencil trabalhado com efeitos de sombra e luz. As cantoneiras são rematadas com pequenos medalhões de efeito ilusionista semelhante. Sustentado pelas colunetas, corre um estreito friso monocromático pintado à plat do mesmo motivo de entrelaçamento, o qual é encimado por outro friso de guirlandas, compondo desta forma uma espécie de entablamento. A palheta cromática reúne tons característicos da pintura pompeana como o ocre, o vermelho, o branco e o verde.

     

    Piso 0, Divisão 23, Capela

    Teto decorado com pintura moderna datada do século XX, de temática clássica de putti esvoaçantes. Nas paredes acima do silhar, pintura monocromática do tipo Stencil, formando padrão de losangos lineares guarnecidos de cruz.

     

     

     

    Piso 0, Divisão, Hall da Escada

    Paredes revestidas do rodapé ao teto com papel policromado alternando motivos de flores e dragões sobre fundo geométrico repetido gênero “espinha de peixe”.

    Escada em madeira de lanço único com degraus, corrimão e guarda corpo com balaustrada de perfil circular. No patamar do andar superior, portal em arco de meia volta com as impostas apoiadas sobre par de colunetas, e remate decorativo com chave. Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro arqueada decorada com motivo floral.

     

    Piso 0, Divisão 2, Galeria

    Os quatro corredores da Galeria apresentam os pisos decorados em pares, sendo dois pavimentos opostos em madeira de tábuas corridas, e dois pavimentos opostos em ladrilho hidráulico com padrão geométrico de quadrados, losangos e círculos, e na tabeira, friso com motivos estilizados de palmetas, lótus e rosário.

    Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia” e “blusa”.

     

    Piso 0, Divisão 12, Sala de Música

    Paredes revestidas com lambri de apoio em madeira escura, compondo uma ensambladura de painéis verticais. Na zona parietal superior, tecido de padrão adamascado dourado sobre fundo amarelo.

    Forro em madeira compartimentado por finas molduras do tipo listel, simulando lacunários quadrangulares guarnecidos de losangos. Florão central em madeira talhada com motivos de folhas de acanto, folhas de videira, pinhas e pequenas flores.

    Pavimento em madeira de tábua corrida.

     

    Piso 0, Divisão 13, Sala de Jantar

    Forro em madeira pintada de branco com encaixe “saia” e “blusa”. Pavimento em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 0, Divisão 14, Vestíbulo Posterior

    Pavimento em ladrilho hidráulico monocromático com padrão de motivos cruciformes estilizados. Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro colorido.

     

    Piso 0, Divisão 15, Copa

    Portas duplas com painel retangular superior em vidro jateado ricamente decorado. A divisão compartimentada é formada por dois frisos laterais com motivos vegetalistas, flanqueando o meio decorado com pequenas rosetas, cujo cerne apresenta uma reserva circular guarnecida de vidro amarelo. A composição é rematada por pequenos compartimentos em vidro colorido, azuis e verdes, que definem as partes superior e inferior do painel.

    Pavimento em mosaico preto e branco de pastilhas com padrão linear de flores estilizadas, e cercadura com motivos geométricos.

     

    Piso 0, Divisão 16, Cozinha

    Pavimento composto por grandes blocos de pedra rústica.

     

    Piso 0, Divisão 27, Salão

    Paredes revestidas com lambri de apoio em madeira escura, compondo uma ensambladura de painéis verticais. Na zona parietal superior, tecido de padrão adamascado dourado sobre fundo vermelho.

    Pavimento em madeira de tábuas corridas. Portas duplas apaineladas com verga reta e bandeira de vidro arqueada decorada com motivo floral.

    Forro em madeira ripada gênero “plafond droit” cercado por larga cornija de madeira.

     

    Piso 0, Divisão 28, Pátio Interno

    Pátio interno ajardinado e decorado ao centro com fonte de ablução em pedra esculpida. Ornamentação com motivos de acanto, cabeças de putto e godrons na base da taça, cujo interior é guarnecido com estátua de Amorini sustentando sobre a cabeça um prato de onde jorra a água.

      

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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