Filtrar

    Casa da Hera

    Casa da Hera
    Fazenda da Hera, Chácara da Hera ou Museu Casa da Hera
    XIX
    c. 1836
    Brasil
    Vassouras - RJ
    - 22. 40727
    - 43. 65843
    COM_CCK_hhh

    A casa fica situada em antiga chácara na Rua Dr. Fernandes Junior em Vassouras, RJ. O bairro que já foi parte do Caminho Novo, que levava o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, teve seu apogeu no século XIX, quando a região foi a maior produtora de café do mundo. Devido à prosperidade trazida pelo café, ocorreu aumento populacional, ao qual proporcionou a construção de diversos edifícios no estilo neoclássico na vizinhança, muitos ainda preservados. Após a queda do café, a cidade perde importância política e econômica, o que atenuou seu crescimento.

    O terreno encontra-se em uma encosta, o que permite uma ampla visão da cidade. A casa principal é em centro de terreno, com fachada principal voltada para sudoeste.

    A construção da casa é da primeira metade do século XIX, o primeiro registro que se tem dela é de 1836, em uma planta baixa da cidade de Vassouras. Em 1858, em outra planta da cidade de Vassouras, aparecem os muros de delimitação da chácara com a rua.

    A casa é um pavilhão de pavimento único, com planta retangular e pátio central, com um anexo também de planta retangular justaposto nos fundos à esquerda, que comporta a cozinha e suas dependências. Está elevada do nível do solo por um porão não habitável, e tem entrada pelo lado menor do retângulo, voltada para sul. O telhado é em telhas de barro tipo canal, arrematados por uma cornija simples que esconde os caibros. Todas as fachadas externas são recobertas de hera.

    Possui uma composição simétrica de nove vãos. A porta está situada no vão central, com madeira pintada na cor verde. Os demais vãos são ocupados por janelas de guilhotina, madeira na cor branca e de moldura em madeira pintada de verde. A fachada principal é voltada para o jardim com palmeiras imperiais.

    A fachada lateral esquerda é composta por 12 janelas de guilhotina retangulares, de madeira e vidro, seguindo o padrão da fachada principal. A sequencia de janelas é interrompida pela inserção do pavilhão da cozinha, mais alto, que também tem o mesmo tipo de janelas. Na lateral direita a fachada comporta 14 janelas do mesmo tipo.

    As janelas são retangulares, de madeira e vidro, em guilhotinas com quadro também em madeira e folhas internas de madeira para vedação. Ferragens em ferro fundido. A fechadura da porta principal apresenta encaixe para chave em forma de número.

    Portal de entrada

    A entrada se dá pela porta central, acessível por duas escadas em lances retos e opostos, com patamar único. A escada é guarnecida por guarda corpo em ferro.

    Jardins

    Possui vasto e arborizado jardim, com destaque para o bambuzal, as palmeiras imperiais marcando acesso à residência, além de canteiros e um pátio interno com roseiral.

     

     

     

     

    ALVES, Daniele de Sá. QUEIROZ, Eneida. ROCHA, Cinthia. Museu Casa da Hera. Brasília, DF: Ibram, 2014. (Coleção de Museus do Ibram). Disponível em: <http://www.museus.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/Livreto-Casa-da-Hera.pdf>.

    FALCI, Miridan Britto Knox; MELO, Hildete Pereira de. Riqueza e emancipação: Eufrásia Teixeira Leite. Uma análise de gênero. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 29, p.165-185, 2002.

    TELLES, Augusto C. da Silva. Vassouras (Estudo da Construção Residencial Urbana). Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, n. 16, p. 9-135, 1968.

     

    1836 – A Chácara aparece na Planta da Vila de Vassouras, anexa à “Carta Chorographica da Província do Rio de Janeiro”, segundo os reconhecimentos feitos pelo Coronel Conrado Jacob de Niemeyer, Major Henrique Luiz de Niemeyer Bellegarde, Julio Frederico Koeler e Carlos Rivierre.

    1843 - Joaquim José Teixeira Leite casa-se com Ana Esméria Correa e Castro e vai morar na chácara.

    1861 – Os muros de delimitação da chácara com a rua constam na Planta da Cidade de Vassouras, 1858/1861.

    1871 – Morre Ana Esméria Teixeira Leite.

    1872 – Morre Joaquim Teixeira Leite, deixando duas filhas solteiras, Francisca (1845-1899) e Eufrásia (1850-1930).

    1873 – As irmãs Eufrásia e Francisca viajam para Europa. A chácara fica fechada, sob os cuidados de Manoel da Silva Rebello, o caseiro.

    1887 – O caseiro Manoel planta a hera que reveste a casa até os dias de hoje. Ele cuidou da casa por 36 anos.

    1899 – Francisca Bernardina Teixeira Leite, a filha mais velha, morre em Paris e Eufrásia se torna a única herdeira da fortuna da família.

    1923 – O caseiro Manoel deixa a chácara. Por um curto período Júlio Correa e Castro, primo de Eufrásia, assume a responsabilidade de cuidar de sua preservação.

    1928 – Eufrásia retorna definitivamente para o Brasil e passa temporadas na Casa da Hera.

    1930 – Morte de Eufrásia. Em seu inventário doa as terras da Chácara da Hera para as irmãs do Sagrado Coração de Jesus com a condição de que preservassem a casa intocada, guardada, sem uso, bem como construíssem uma escola para meninas órfãs.

    1930 a 1950 – A casa permanece fechada e o terreno vizinho é ocupado pelo colégio para meninas órfãs, aos cuidados das irmãs do Sagrado Coração de Jesus.

    1952 – Tombamento a nível federal, através de inscrição no Livro do Tombo Histórico, compreendendo a casa, mobiliário, alfaias, peças de indumentária e demais bens que compunham a edificação.

    1965 - Cessão da casa com parte do seu terreno ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), passando a funcionar como Museu Casa da Hera.

    2009 – O Museu casa da Hera é integrado ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

     

    Joaquim José Teixeira Leite

    O comendador Joaquim José Teixeira Leite (1812-1872) nasceu no município mineiro de São João del-Rei. Foi comissário de café, capitalista e político. Era filho de Francisco José Teixeira e Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro, barões de Itambé, sobrinho do barão de Ayuruoca, irmão do barão de Vassouras e genro do barão de Campo Belo, por seu casamento, em 1843, com Ana Esméria Corrêa e Castro Pontes França, com quem teve as filhas Francisca Bernardina (1845-1899), Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930) e um filho que faleceu ainda criança.

    Bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo, onde estudou e, posteriormente, atuou como deputado no Rio de Janeiro. Foi vice-presidente da Província do Rio de Janeiro e político atuante na cidade de Vassouras, onde presidiu da Câmara Municipal por onze anos. Assim, firmou diversas aproximações entre a Corte e a região do Vale do Paraíba, tanto na economia e na política, como na estética da cidade. Durante seu mandato, preocupou-se com o melhoramento de logradouros, ruas e da praça da Igreja Matriz, bem como com a introdução da estrada de ferro e a construção da Casa de Câmara e Cadeia, sobretudo com uma visão arquitetônica da cidade. Em 1848, tornou-se procurador da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, na qual também teve participação nas obras de reforma na Igreja Matriz, cuja estética criticava por não seguir os preceitos da Imperial Academia de Belas Artes.

    Era sócio da Casa Teixeira Leite & Sobrinhos; fundador da Sociedade Promotora da Civilização e da Indústria em Vassouras, como também proprietário de uma chácara urbana que adquiriu após o casamento, conhecida hoje por Casa da Hera, onde realizava reuniões políticas, bailes, saraus e negócios, deixada como herança para suas filhas junto a outros bens que compunham um inventário com montante avaliado em 767:937$876. Faleceu em 1872 em residência que mantinha no Rio de Janeiro, à rua das Laranjeiras nº. 152.

     

    Eufrásia Teixeira Leite

    Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930) nasceu no município fluminense de Vassouras. Era filha do comendador Joaquim José Teixeira Leite e de Ana Esméria Corrêa e Castro e sobrinha paterna do barão de Vassouras. Tinha como avós paternos os barões de Itambé e como avós maternos os barões de Campo Belo. Sua irmã, mais velha, chamava-se Francisca Bernardina Teixeira Leite.

    Estudou na escola de moças de Madame Grivet, onde obteve uma educação aristocrática, alinhada às exigências da sociedade na qual estava inserida. Após a morte de seu pai, em 1872, Eufrásia e sua irmã herdam, entre outros bens, a chácara da Hera que a ele pertencia. Em 1899, quando sua irmã falece solteira e sem filhos, Eufrásia passa a ser a única proprietária da casa e dos demais bens que cabiam à irmã.

    Multiplicou o patrimônio familiar e a herança que recebeu dos pais e avós, através de aplicações em ações, investimentos e empréstimos a juros. Além disso, tornou-se uma das primeiras mulheres a entrar na bolsa de valores de Paris, quando se mudou para a França em 1873. Durante anos manteve um romance com o abolicionista brasileiro Joaquim Nabuco, apesar de nunca terem se casado. Após viver com sua irmã e com a criada Cecília Bonfim em Versalhes, fixou endereço na capital francesa na Rua Alba, onde viveu de 1884 a 1917, e depois na Rua Bassano, n. 40, em um palacete próximo ao Arco do Triunfo, endereço nobre da cidade. Retorna ao Brasil na década de 1920, onde vive seus últimos anos.

    Ao falecer, aos 80 anos, Eufrásia deixa em testamento ao Instituto das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, entre outros bens, a chácara herdada pelos pais, que abriga a Casa da Hera. A doação inclui todo o mobiliário, livros e demais itens utilitários e decorativos em seu interior. Atribui ao legatário a obrigação de conservar a casa e respectivos móveis no estado em que se encontravam, bem como fundar o Instituto Profissional Feminino Dr. Joaquim José Teixeira Leite, em homenagem ao pai. Proíbe, entretanto, que qualquer pessoa habite ou ocupe a casa, bem como se utilize do seu mobiliário e objetos. O imóvel é inicialmente aberto ao público através de visitas mediadas pelas irmãs legatárias e posteriormente é transformado em Museu Casa da Hera, através de convênio firmado junto à administração pública federal.

    Arquivo Central do IPHAN/RJ. Série Processos de Tombamento, processo n. 459-T-52.

    ______. Série Inventário. Pasta RJ 179-2-01.

    Inventário de Eufrásia Teixeira Leite, 1930. Vol. 1, fl. 98v-121v. Inventariante: Antonio José Fernandes Junior. Acervo do Centro de Documentação Histórica de Vassouras, sob tutela do IPHAN.

    NETTO, Aben Attar. A Casa da Hera. In: Jornal do Comércio. Rio de Janeiro, 1952.

     

       

    A Casa da Hera. Jornal do Commercio, 27 jan. 1952. Aben Athar Netto

    "[...] Uma pequena volta e a mansão está aberta para a nossa gulosa curiosidade. Quem nos recebe é a própria D. Eufrásia Teixeira Leite com seu belo e incomparável sorriso de grande dama do ano de 1870. É um retrato curiosamente colocado e disposto à entrada da casa de modo que, aberta a porta o visitante defronta a generosa brasileira que foi um dia conhecida no galarim da fama e da sociedade pelo fabuloso apelido de dama das esmeraldas. O vestíbulo leva-nos ao salão vermelho – o das recepções de D. Eufrásia e quantos a procuravam e os seus. As paredes forradas de um vivo rubro tem aquela majestade das coisas que avassalam. O lustre monumental é bem obra de uma perfeição de tons e gambiarras. As mangas, aos pares, de um cristal límpido e sobriamente lavrado – toda a casa está delas povoado – contrastam e é fácil de imaginar a majestosa combinação de todas aquelas luzes solarengas. Um tapete monumental forra o chão; também de um rubro escuro, solene e nobre. Tudo ali é o século XIX. O mobiliário não foge à regra. Mas, ao centro, na bela mesa ao derredor da qual tantas tertúlias se terão travado, antes de D. Eufrásia e com ela, está alguma coisa deste século, uma vitrola. Não destoa, é verdade, do conjunto na sua caixa de mogno.

    E passamos ao salão amarelo, todo ele de caixilhos e cortinas amarelas. Ali se faziam os bailes da mansão. É o estilo clássico do 'foyer', de belas cadeiras, aos pares, alinhadas pelo salão. É um salão imenso. Vêm depois os quartos: dos barões de Itambé, pais de D. Eufrásia e dela mesma. Relativamente pequenos e quase que tomados pelas camas generosas e pesadas. O gabinete do pai lembra com sua mesa alta e curiosa – um atelier de engenheiro arquiteto, de nossos dias. Pela parede mapas raros, de excepcional valor; em móvel próprio, mapas encadernados inclusive o histórico de Lesage, coleções do Jornal do Comércio, algumas pinturas. Tudo, tudo em péssimo estado de conservação, mas não adiantemos.

    A sala de jantar é maravilhosa. A mesa de jantar é uma dessas coisas impossíveis de conceber em nossos dias. Os moveis caprichosamente dispostos; um dos lados da sala e tomado inteiramente por um formidável armário onde se guarda o que foi usado. Vários serviços de almoço, jantar, vidraria e cristais.

    A biblioteca da mansão é outro setor de que só palidamente se poderia dar notícia. É leve, eclética, de bom gosto para todos os graus de cultura e ilustração de espírito. Excepcionalmente conservados estão os figurinos de Eufrásia. [...] A Casa da Hera embalde sua construção hercúlea, as boas madeiras e o bom material de antanho, sofreu com o tempo. A humidade vence a espessura das paredes e vai estufar os forros internos; o soalho cede em largas trinchas, a segurança daquela casa precisa de uma conservação absoluta e imediata.”

     

    Relação de móveis e objetos da Casa da Hera, elaborada pelo Instituto Profissional Feminino Dr. Joaquim Teixeira Leite por ocasião do tombamento federal, em 1952.

     

    Inventário de Eufrásia Teixeira Leite, 1930Vol. 1, fl. 98v-121v. (trecho relativo ao imóvel "Chacara da Hera").

     

    Coordenação: Ana Pessoa (FCRB)

    Texto: Ana Torem (PCTCC/FCRB), Ana Pessoa (FCRB), Francesca Martinelli (PCTCC/FCRB) e Louhana Oliveira [biografia proprietários] (PIBIC/FCRB).

    Fotografias cedidas por: Ana Lucia V. Santos, Katia Souza [mobiliário], Marize Malta [mobiliário], Francesca Martinelli, Carlos Terra, Veronica Castanheira e Iphan.

     

    Programa geral, tipologia e planta

    A edificação, de forma retangular, é acrescida de bloco transversal que faz com que sua planta se apresente em forma de L. Conta com apenas um pavimento e longo jardim interno no pátio central. A entrada principal se dá pela fachada sudoeste, mais estreita, sobre uma escada de dois braços que conduz ao acesso da pequena recepção ou sala de espera. A organização e distribuição do interior combinam área social, comercial, íntima e de serviço.

     

    Piso 1, Área Social

    Corresponde aos espaços mais nobres da casa, com requintados ambientes destinados a eventos e recepções. É composta por Sala de Espera (1), dois grandes salões de aparato, a Sala de Recepções (25) e o Salão de Baile (24), localizados na ala noroeste, e por uma Sala de Jantar (15), localizada no extremo oposto da casa, na ala sudeste. A comunicação entre o Salão de Baile e a Sala de Recepções pode ser feita através de uma porta comum ou por corredores (2 e 7) acessados a partir da Sala de Espera. O acesso dos visitantes à Sala de Jantar se dá pela Sala de Espera ou pelo Salão de Baile, através de corredores (2, 7 e 16) que perpassam as áreas comercial e íntima. A Sala de Espera localiza-se no eixo central da residência e distribui para as alas noroeste e sudeste.

    Piso 1, Área Comercial

    Destinada aos negócios, esta área concentra-se na zona sul da casa e é composta por Sala de Visitas ou Salão Comercial (8), Escritório (10) e cinco alcovas (3, 4, 5, 6, e 9) destinadas à hospedagem de negociantes. O Salão Comercial é interligado ao Escritório e a uma das alcovas (9) e seu acesso se dá diretamente através da Sala de Espera. O acesso a outras duas alcovas (3 e 5) também é feito direto pela Sala de Espera e as demais (4 e 6) são acessadas por corredores (2 e 7) que provêm da Sala de Espera e do Escritório, respectivamente.

     

    Piso 1, Área Íntima

    Os ambientes da área íntima são acessados por um longo corredor (16) que conduz a um Quarto Maior (11) ligado a Quarto de Vestir (12), um Quarto Menor (13) e Biblioteca (14), localizados na ala sudeste. Na ala norte da casa localiza-se outro Quarto (22) ligado a Quarto de Vestir (21), que também tem acesso pela Copa (20). Esse último dormitório é acessado por corredor (23) que liga o Salão de Baile (24) à Copa.

    Piso 1, Área de Serviço

    Á Área de Serviço localiza-se na ala norte e é composta por Copa (20), Sala de Costura (19), Cozinha (27), atuais Banheiros (26) e Despensa (28). O acesso à Copa, que leva aos demais ambientes de serviço, se dá através de corredores (18 e 23) que ligam à Sala de Jantar (15) e ao Salão de Baile (24), respectivamente.

     

     

     

     

     

     

    Piso 1, divisão 24, Salão de Baile (Salão Amarelo)

    Rodapé marmorizado em tons acinzentados. Almofadas das portas decoradas com pintura do tipo stencil, com motivos de delicados arabescos e folhagens estilizadas nas quatro cantoneiras.

     

    Piso 1, divisão 25, Salão de Recepção (Salão Vermelho)

    Almofadas das portas decoradas com pintura do tipo stencil, com motivos de delicados arabescos e folhagens estilizadas nas quatro cantoneiras.

    Piso 1, divisão 02, Circulação

    Prospecção de pintura parietal com motivo listrado.

    Piso 1, divisão 04, Alcova

    Pintura parietal com filete a meia-altura.

     

    Piso 1, divisão 06, Alcova

    Prospecção de pintura parietal com filete a meia-altura.

    Piso 1, divisão 07, Circulação

    Prospecções de pinturas parietais de distintos períodos, em motivos geométricos e florais.

    Piso 1, divisão 09, Alcova

    Prospecção de pintura parietal com filetado a meia-altura.

     

     

    Piso 1, divisão 16, Circulação

    Prospecção de pintura parietal com motivo listrado.

     

    Piso 1, divisão 19, Sala de Costura

    Pintura parietal em motivo listrado com marmoreio abaixo dos peitoris das janelas.

    Piso 1, divisão 23, Circulação

    Prospecção de pintura parietal imitando tijolos maciços.

     

     

     

     

     

     

    Piso 1, divisão 1, Sala de Espera (Recepção)

    Paredes revestidas com papel de parede policromado acima do silhar pintado a liso. Padronagem com listras e acabamento inferior com fino friso decorativo de guirlanda e laçaria. Nos alisares das portas, par de arandelas douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia; e nas paredes, os retratos a óleo com moldura de estilo dourada a fogo de Antônio Corrêa e Castro e Eufrasia Joaquina Corrêa. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe saia e blusa. Piso em madeira de tábuas corridas. Detalhe para fechadura da porta de acesso ao Salão Vermelho, em ferro fundido e com motivo numérico.

     

    Piso 1, divisão 8, Sala de Visitas (Salão Comercial)

    Paredes revestidas com papel de parede policromado, acima do silhar, pintado a liso. O padrão vegetalista apresenta acabamento com borda decorativa tipo lambrequim na parte superior e inferior, com motivos de rendilhado de trilóbulos, folhagens e arabescos estilizados. Nos alisares das portas, par de arandelas douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia. Nas paredes, dois quadros a óleo com moldura de vara dourada de temática religiosa; e retratos a óleo de Joaquim Teixeira Leite e sua esposa Anna Ismeria Teixeira Leite, ambos com moldura de estilo dourada a fogo. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe saia e blusa. Piso em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 1, divisão 25, Sala de Recepções (Salão Vermelho)

    Paredes revestidas do rodapé ao teto com papel de parede de padrão adamascado vermelho. Acabamento com fina borda decorativa nas partes superior e inferior. Sanefas em madeira dourada rematadas com agrafe de concha e acanto, e acabamento em tecido com lambrequim franjado, cobrindo cortinas com braçadeira lateral do mesmo padrão e cor do papel parietal. Nas paredes, arandelas tríplices douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia, quatro grandes espelhos com moldura Luis XVI dourada a fogo, e retrato a óleo de Eufrasia Teixeira Leite. Forro em lambri de madeira pintado de branco com encaixe saia e blusa, tendo ao centro um grande lustre de crista e porcelana de Murano. Piso em madeira de tábuas corridas. Possuía grande tapete estampado, com predominância da cor azul.

     

    Piso 1, divisão 24, Salão de Baile (Salão Amarelo)

    Paredes revestidas do rodapé ao teto com papel de parede policromado em padrão de grande escala com motivos de arabescos estilizados. Apresenta acabamento com borda decorativa tipo lambrequim nas partes superior e inferior. Sanefas em madeira dourada rematadas com agrafe de cártula e flores, e acabamento em tecido com lambrequim franjado, cobrindo cortinas com braçadeira lateral de padrão adamascado amarelo. Nas paredes, arandelas tríplices com mangas de cristal da Boêmia e quatro grandes espelhos com moldura Luis XV dourada a fogo. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe saia e blusa, tendo ao centro um grande lustre de cristal e porcelana de Murano. Piso em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 1, divisão 15, Sala de Jantar

    Paredes revestidas com papel de parede policromado acima do silhar pintado a liso. Padrão em disposição vertical com motivos naturalistas de flores e folhagens emoldurados por cercadura rococó, com cártulas guarnecidas de pássaros e borboletas. Apresenta acabamento com borda decorativa de friso curvilíneo e motivos florais, nas partes superior e inferior. Nos alisares das portas e janelas, par de arandelas douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia, e nas paredes, quadros a óleo de naturezas-mortas, paisagens e relógio de parede. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe saia e blusa. Piso em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 1, divisão 14, Biblioteca

    Decoração simples e sem ornamentação nas paredes, simulando lambri de apoio com silhar e zona superior pintados a liso em dois tons. Acabamento com molduração simples do tipo listel no rodapé, rodameio e cantoneiras. Arandelas douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia, e os retratos a óleo de Francisco José Teixeira Leite e sua esposa Francisca Bernardina Leite Ribeiro compõem a decoração da Biblioteca. Forro em lambri de madeira pintado de branco com encaixe "saia e blusa". Piso em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 1, divisão 11, Quarto Maior

    Decoração simples e sem ornamentação, priorizando o conforto e a funcionalidade. Paredes simulando lambri de apoio com silhar e zona superior pintados a liso em dois tons, e acabamento com molduração plana do tipo listel no rodapé, roda-meio e cantoneiras. Quadros com temáticas religiosas compõem a decoração singela. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe “saia e blusa” e piso em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 1, divisão 13, Quarto Menor

    Decoração simples e sem ornamentação, priorizando o conforto e a funcionalidade. Paredes simulando lambri de apoio com silhar e zona superior pintados a liso em dois tons, e acabamento com molduração plana do tipo listel no rodapé, roda-meio e cantoneiras. Nos alisares das janelas, par de arandelas douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia, e nas paredes, quadros com temáticas religiosas compõem a decoração singela. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe “saia e blusa” e piso em madeira de tábuas corridas.

    Piso 1, divisão 22, Quarto

    Revestimento com papel de parede policromado em motivos florais com barra lisa junto ao rodaforro. Nos alisares das portas e janelas, par de arandelas douradas a fogo com mangas de cristal da Boêmia. Retrato à óleo com moldura dourada a fogo, fixado ao rodaforro. Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe saia e blusa. Piso em madeira de tábuas corridas.

     

     

    Piso 1, divisão 21, Quarto de Vestir

    Revestimento com papel de parede policromado em motivos florais com barra lisa próxima ao rodaforro.

     

     

    Piso 1, divisão 20, Copa

    Decoração simples e sem ornamentação nas paredes, com destaque para armário embutido em madeira. Acabamento com molduração simples do tipo listel no rodapé e cantoneiras. Forro em lambri de madeira pintado de branco com encaixe "saia e blusa". Piso em madeira de tábuas corridas.

     

    Piso 1, divisão 27, Cozinha

    A área da cozinha ampla com pé-direito elevado é liberta de qualquer ornamentação, priorizando apenas sua função de preparo das refeições e organização dos mantimentos. Sobre o piso de lajota avermelhada estão dispostos o fogão à lenha de ferro fundido, um grande pilão de madeira, uma estante vazada que abriga objetos de uso cotidiano como caçarolas e jarras, e a extensa mesa rústica de madeira acompanhada de quatro bancos. Dois pequenos lampiões com mangas de vidro presos à parede conferem a iluminação sobre o fogão.

    Piso 1, divisão 7, Circulação

    Trecho remanescente de revestimento com papel de parede policromado em motivos florais.

     

     

    Piso 1, divisão 1, Sala de Espera

    Na Sala de Espera localizam-se consoles em madeira jacarandá de igual feição, com base central entalhada e apoiada em cruz sobre quatro pés.

    Piso 1, divisão 8, Sala de Visitas (Salão Comercial)

    Destaca-se na Sala de Visitas o conjunto de sofá e cadeiras de braço em madeira jacarandá entalhada, com assento e encosto em palhinha, e a mesa com tampo em mármore em estilo neo-rococó, acompanhada de cadeiras com assento em palhilha.

     

    Piso 1, divisão 10, Escritório

    Móveis utilitários e pouco adornados, como escrivaninha e contador em jacarandá contendo diversos compartimentos e gavetas.

    Piso 1, divisão 11, Quarto Maior

    Cama de casal talhada em imbuia, cômoda com detalhes em marchetaria e tampo de mármore e toalete de madeira jacarandá com tampo de mármore e espelho oval.

    Piso 1, divisão 12, Quarto de Vestir

    Mostruário em peroba com portas e laterais de vidro.

    Piso 1, divisão 13, Quarto Menor

    Cama de casal talhada em imbuia, com destaque para ornamento em forma de cisne, e toalete de madeira jacarandá com espelho e pedra de mármore.

     

    Piso 1, divisão 14, Biblioteca

    Sobressai no ambiente o armário-estante de livros em jacarandá e cristal da primeira metade do século XIX. Também compõem a biblioteca demais móveis em jacarandá com assento em palhinha. Destaque para recamier em peroba e cadeira de balanço em jacarandá com assento e encosto em palinha. Há ainda uma lareira em ferro fundido com tampo de mármore e uma vitrola Victor datada do início do século XX.

    Piso 1, divisão 15, Sala de Jantar

    Destaca-se o conjunto de móveis vienenses de autoria de Michael Thonet, formado por sofá e cadeiras com assento e encosto de palhinha e consoles de rebuscada base e tampo em mármore. O ambiente também é composto por mesa elástica em madeira peroba com dezesseis lugares e cristaleira que abriga louças em porcelana de Sèvres e Murano, com filetes de ouro.

     

    Piso 1, divisão 20, Copa

    Mobiliário utilitário e com poucos ornamentos, com excessão do relógio de coluna e da cristaleira baixa com duas portas em madeira de requintada talha. 

     

    Piso 1, divisão 22, Quarto

    Cama de casal talhada em imbuia e toucador em encimado por espelho com duas faces articuladas.

     

    Piso 1, divisão 24, Salão de Baile (Salão Amarelo)

    O ambiente é composto por móveis de madeira jacarandá-cabiúna no estilo Luís Felipe, com tampo em mármore nos consoles e mesas. Destaque para os espelhos com moldura dourada a fogo e para o raro piano Henri Herz ainda em funcionamento.

    Piso 1, divisão 25, Sala de Recepções (Salão Vermelho)

    Mobília em madeira jacarandá-cabiúna e palissandro no estilo Luís Felipe, com tampo em mármore nos consoles e mesas. Destaque para o conjunto de sofá e cadeiras de braço com assento e encosto em palhinha e espelhos com moldura dourada a fogo.

    Piso 1, divisão 27, Cozinha

    Grande parte do mobiliário e objetos que compõem a cozinha foram doados ao Museu, incluindo o fogão, que possui a inscrição "1866 - Jacinto A. Barbosa". Estima-se que o fogão original do cômodo tenha sido de barro, embutido na parede.

    Piso 1, divisão 6, Alcova

    Cama de solteiro e lavatório em madeira jacarandá com tampo de mármore.

     

    Piso 1, divisão 4, Alcova

    Cama de solteiro e lavatório em madeira jacarandá com tampo de mármore.

     

    Piso 1, divisão 9, Alcova

    Divã em madeira jacarandá com assento em palhinha.

    Piso 1, divisão 2, Circulação

    Console em madeira talhada com apoio em base reta e quatro pés, sendo os dois dianteiros em forma de pata.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    ttt
    COM_CCK_Validar
    COM_CCK_Validar
    COM_CCK_Validar
    COM_CCK_Validar
    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

    Please publish modules in offcanvas position.