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    Palácio Xabregas

    Palácio Xabregas
    Palácio dos Marqueses de Olhão
    XVII,XVIII
    Portugal

    Domingos da Silva (mestre pedreiro); Manuel da Silva de Matos (mestre carpinteiro); Manuel Pereira (mestre arquitecto); Bartolomeu Antunes, Domingos Duarte e mestre P.M.P. (pintores de azulejos); Alexandre Pereira dos Santos, João Pigarra, Francisco Maria

    Rua de Xabregas, nº4, 1900-015, Lisboa
    38,727611
    -9,110356
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    A monumentalidade e o rigor ortogonal da sua arquitectura, confere ao Palácio Xabregas um caracter de excepção e interesse. Marcado por uma reedificação realizada no início do século XVIII, o palácio conserva deste período grande parte do seu programa distributivo interior, de onde se destaca uma importante campanha azulejar que reveste as divisões do andar nobre. Conserva ainda algumas divisões do programa distributivo primitivo, onde a Sala Vaga e os seus azulejos policromados de padronagem de “tapete”, da primeira metade do século XVII, são um exemplo. Digo de nota, é igualmente a campanha de pintura decorativa realizada na primeira metade do século XIX, no Quarto Baixo e no Andar Nobre.

     

    Inserido na malha urbana, o palácio de Xabregas localiza-se na freguesia do Beato, na zona oriental de Lisboa. A fachada principal está orientada a Sudeste, para a rua de Xabregas.

    O edifício insere-se num lote de desenho rectangular, sendo o seu lado menor perpendicular à rua de Xabregas. Encontra-se, actualmente, confinado entre lotes com edifícios de habitação.

    O edifício, com planta em “T” invertido, posiciona-se em toda a extensão do lote, no alinhamento da via. O interior do lote divide-se em duas zonas bem demarcadas pela morfologia e cota do terreno. Uma para lá do edifício, com uma zona de socalcos que permite aceder a um promontório e outra na zona de implantação do edifício. Esta compreende uma divisão feita pelo volume arquitectónico de dois espaços laterais exteriores, um a Sudoeste, onde se localiza a entrada de aparato e outro a Nordeste, que se apresenta hoje como um espaço quadrangular coberto, que terá sido o jardim privado da residência, com uma casa de fresco.

    A morfologia do terreno é em declive ascendente, de Sudeste para Noroeste, em socalcos, sendo o primeiro pátio de entrada de aparato e os seguintes na zona tardoz do lote. Na fachada principal, a Sudeste, a via e limite do lote é nivelada.

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    A morfologia do edifício assenta na composição de um prisma rectangular regular, definido num volume maciço em “T” invertido, que corresponde à união de três volumes cúbicos alinhados na planimetria da fachada (ver piso 0).

    A organização espacial do edifício é composta por cinco fracções horizontais, a que correspondem os pisos -2, -1, 0, 1 e 2, interligados por acessos verticais. A ausência de circulação vertical de aparato ocorre pelo facto de a zona de aparato estar posicionada no piso 0, ao qual se acede directamente pelo exterior, na fachada noroeste do pátio esquerdo do lote.

    Em síntese, a comunicação vertical ramifica-se exclusivamente para zonas privadas e de serviços. Assim, entre o piso -2 e -1 temos quatro acessos verticais, dois que comunicam directamente entre a rua e os pisos -1 e 2 que comunicam internamente. Entre os pisos -1 e 0 a comunicação vertical faz-se exclusivamente por uma escada que dá continuidade da rua para os pisos -1 e 0. No piso 0, existem cinco acessos verticais, um que faz a comunicação entre os pisos 0, 1 e 2, dois que comunicam exclusivamente com o piso 1 e dois que comunicam exclusivamente com o piso 2.

    Virada a Sudeste, com ligação directa à via, é ornamentada com elementos arquitectónicos que a distingue das restantes fachadas. Apresenta três pisos bem marcados pelo conjunto de vãos distribuídos em três corpos regulares, um central de maior dimensão e dois laterais de dimensão equivalente. A marcação do desenho arquitectónico faz-se com dois cunhais e duas pilastras de influência dórica com base de soco alto. A ornamentação do piso superior identifica-o claramente como piso nobre. É composto por 14 janelas de sacada ( 3 | 8 | 3 ), com arquitrave em cantaria rematada com um pequeno lintel e cornija que enfatizam a composição ritmada da fachada. O piso é ainda enfatizado pela cornija de ressalto, que marca e une a base dos varandins das janelas do piso nobre e com a cornija que coroa a fachada. O piso inferior reforça a composição, repetindo o ritmo com janelas de peitoril de desenho rectilíneo com molduras em cantaria. Na extremidade esquerda tem portal em cantaria simples com arco em asa-de-cesto, encimado por uma janela de sacada de dimensões reduzidas e sobrepujada pelas armas dos Cunhas, do ramo Vasques. Sobre esta estrutura três janelas de guilhotina. A cobertura é em telha de canudo.

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    Fachada posterior

    Orientada para o pátio interior esquerdo, está virada a Sudoeste. A fachada tardoz é composta por um corpo simples, com uma distribuição rectilínea, regular e ritmada de janelas de peitoril de cantaria simples. Tem uma porta de dimensões reduzidas (provável transformação de porta em janela) e um portal em cantaria com arquitrave ladeada por finas pilastras sem base. O remate é feito com friso e moldura ladeada de consola em voluta, que suportam cornija coroada com brasão sobre cartela em enrolamentos encimada por coroa. A ladear a cartela, frontão aberto de composição simétrica com elemento curvilíneo de ¼ de concha rematado por voluta com espiras nas extremidades e encimado por pináculo.

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    ARAÚJO, Norberto de – Inventário de Lisboa, fasc. 7, Lisboa, 1950.

    ARAÚJO, Norberto de – Peregrinações em Lisboa, vol. I, Livro IV, Lisboa, s.d..

    ARRUDA, Luísa d’Orey Capucho – “O palácio de Xabregas: do legado de Tristão da Cunha às grandes obras do século XVIII”, in Claro Escuro, Revista de Estudos Barrocos, nºs 6 e 7, Lisboa, Maio/Novembro de 1991.

    ARRUDA, Luísa d’Orey Capucho – Caminho do Oriente. Guia do Azulejo, Lisboa, Livros Horizonte, 1998.

    CONSIGLIERI, Carlos – Pelas freguesias de Lisboa, Lisboa, 1993.

    MATOS, José Sarmento de e PAULO, Jorge Ferreira – Caminho do Oriente. Guia Histórico, vol. II, Lisboa, Livros Horizonte, 1999.

    VALE, Teresa, GOMES, Carlos, CORREIA, Paula – Palácio de Xabregas / Palácio dos Marqueses de Olhão / Palácio dos Melo, ficha IPA.00004000, IHRU, 1994, 2001. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4000

    Século XVI

    1524 – a propriedade e as casas de Xabregas entraram na posse de Tristão da Cunha (1460-1540), senhor de Gestaçô e Panóias, que em 1513 chefiou a famosa embaixada de D. Manuel ao papa Leão X.

    1528 – as casas foram avaliadas em 500.000 réis.

    1540 – por morte de Tristão da Cunha passaram a seu filho, Nuno da Cunha, vice-rei da Índia.

    Finais do século – as casas entraram na posse de D. Guiomar Henriques, neta de Nuno da Cunha, casada com Manuel de Melo, monteiro-mor do reino.

    Século XVII

    As casas mantiveram-se na posse da família Melo, monteiros-mores do reino.

    Nas casas de Xabregas tiveram lugar reuniões de conjurados apoiantes de D. João IV para a Restauração de 1640, promovidas por Jorge de Melo, irmão do monteiro-mor, Francisco de Melo.

    1665 – pelo casamento de D. Francisca de Mendonça, filha de Francisco de Melo, com Simão da Cunha, as casas nobres entraram de novo na posse dos Cunha.

    Século XVIII

    1703 – a ligação entre as duas famílias é reforçada pelo casamento de um filho do monteiro-mor com uma filha de Tristão da Cunha, governador de Angola e senhor de Valdigem, irmão de Simão da Cunha.

    1713 / 1724 – Pedro da Cunha e Mendonça (1670-1731), 2º senhor de Valdigem, sobrinho e herdeiro de Simão da Cunha, realizou as obras de reconstrução que deram ao palácio a sua feição actual. Manuel Pereira, arquitecto da Congregação do Oratório, foi responsável pelo projecto. Nas obras participaram o mestre pedreiro Domingos da Silva e os mestres azulejadores Domingos Duarte e Bartolomeu Antunes.

    1775 – era proprietário do palácio Pedro da Cunha de Mendonça e Meneses.

    Século XIX

    1819 / 1823 – Francisco de Melo da Cunha de Mendonça e Meneses (1741-1821), monteiro-mor do reino, 1º conde de Castro Marim e 1º marquês de Olhão, promoveu obras no palácio, com destaque para as pinturas murais realizadas por Alexandre Pereira dos Santos.

    1848 / 1849 – nova campanhas de obras: pinturas decorativas realizadas por João Pigarra, Francisco Maria, António Dionísio e Manuel António Fortes.

    1872 – D. Rita Valésia da Silva Correia (1827-1916), viúva do herdeiro da casa, encomendou ao arquitecto José Maria Nepomuceno novas obras de decoração.

    Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas, Desenhos D 207 C e 408 A

    CML: Arquivo de Obras, Processo n.º 40743

    IPPAR: Pº Nº 78/3 (34)

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Alexandre Lousada – Azulejaria / Pintura Decorativa / Decoração diversa

    Lina Oliveira – Arquitectura (Cronologia, Bibliografia)

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição, Fachadas) / Programa Interior

    Piso -2

    Em contacto directo com a via e orientado exclusivamente para a fachada a Sudeste. Compreende actualmente, seis divisões com portas ou portões de comunicação directa à via. Tem ainda na fachada, dois vãos de acesso directo ao piso superior (-1).

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    Piso -1

    O andar compreende duas zonas separadas. Com entrada pela rua, é composto por dois apartamentos separados por um corredor que se prolonga numa escada de acesso ao andar nobre, no piso 0. O apartamento da direita tem outra escada para a rua e é composto por várias divisões privadas e cozinha. O apartamento do lado esquerdo tem uma escada interior para a loja, no piso inferior, e outra que comunica com a rampa exterior. Duas divisões de grande dimensão comunicam directamente com o exterior, do lado sudoeste.

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    Piso nobre (0)

    O piso 0 - andar nobre - tem entrada principal pelo pátio, na fachada orientada a Noroeste. A divisão da entrada faz a distribuição do espaço por uma série de vãos dispostos ao redor do espaço. De Sudoeste para Noroeste, no sentido contrário aos ponteiros do relógio, distribui-se uma sequência de divisões de aparato intercomunicantes, voltadas para as fachadas, terminando numa ala de divisões que dão para a rua, a Sudeste, e para o jardim, a Noroeste. No interior existem duas zonas de acessos, uma que recebe a escada que vem do piso inferior e que se divide em dois e outra que permite o acesso ao piso superior. O bloco da cozinha e serviços está situado a Noroeste. No seu remate, um corpo voltado a Sudeste com escada para o piso 1. Tem alguns corredores de ligação entre espaços, um destes com uma escada de acesso a um mezanino independente. A capela situa-se no centro do conjunto com acesso único pela maior divisão do piso. O jardim localizava-se a Nordeste da cozinha e tinha uma casa de fresco com uma escada lateral para o patamar superior. No acesso ao piso 1 existe ainda um mezanino com um pé direito de dimensão reduzida.

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    Piso 1

    Composto por um conjunto de divisões. Acesso para o piso 0 com divisões voltadas para o jardim e pátio. Este núcleo inclui uma cozinha e tem uma escada com ligação à zona de socalcos a Noroeste e à cozinha no piso 0.

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    Piso -1, divisão 5

    Rodapé de azulejos policromados de padronagem “pombalina” da 2ª metade do século XVIII.

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    Piso 0, divisão 1

    Lambril de azulejos policromados de padronagem de “tapete” da 1ª metade do século XVII, delimitados por uma cercadura com elementos geométricos. Conversadeiras com cantoneiras ornamentadas por um friso vegetalista em azul e branco.

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    Piso 0, divisão 2

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco de 1720-1725, atribuídos ao mestre P.M.P. Painéis com cenas históricas que evocam a Guerra da Restauração, delimitados por um enquadramento arquitectónico e ornamental, composto por anjos, mascarões, grinaldas, vasos com flores e panóplias.

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    Piso 0, divisão 3

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª  metade do século XVIII. Painéis com cenas galantes e com cenas de caça em jardins, paisagens campestres e fluviais, delimitados por uma barra ornamental com pássaros, grinaldas, enrolamentos vegetalistas e medalhões lisos.

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    Piso 0, divisão 7

    Lambril de azulejos em azul e branco de padronagem pombalina, da 2ª metade do século XVIII, delimitados por uma cercadura com elementos em curva e contra-curva.

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    Piso 0, divisão 8

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas mitológicas e cenas das “Metamorfoses” de Ovídio, em composições inspiradas nas estampas de Jean Lepautre, delimitadas por uma barra ornamental com anjos, águias, leões, enrolamentos vegetalistas, grinaldas e cornucópias.

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    Piso 0, divisão 9

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª  metade do século XVIII. Secções de painéis com cenas galantes em jardins, delimitadas por barras ornamentais com anjos, atlantes num pedestal segurando cestos de flores, águias, leões, grinaldas, enrolamentos vegetalistas e passamanaria.

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    Piso 0, divisão 10

    Barra de azulejos policromados do século XVII composta por uma cercadura ornamental com elementos estilizados. Rodapé de azulejos policromados da 2ª metade do século XVIII com marmoreados e florões.

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    Piso -1, divisão 1

    Tecto plano e sanca côncava com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição formada por um medalhão central com folhagens, um círculo fracionado em 12 secções com reservas de molduras em trompe l’oeil ornamentadas com arabescos, rosáceas e palmetas, fundo quadriculado com florões e sanca com reservas de marmoreados, delimitada por um friso de losangos e flores.

     

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    Piso -1, divisão 2

    Tecto plano, sanca côncava e paredes com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição formada por uma reserva central hexagonal, com um globo ao centro, com uma faixa com os signos do zodíaco, suportado por atlantes em arabescos, e duas outras reservas nas extremidades, com o sol de um lado e a lua em quarto crescente do outro, enquadradas por grifos, vasos e reservas elípticas com deuses do Olimpo. Cercadura delimitada por friso de folhas de acanto, decorada com mascarões, atlantes, pássaros, grinaldas, arabescos, laços e fogaréus e sanca com reservas ornamentadas com grifos, florões, arabescos, urnas e fogaréus, com alegorias às Artes Liberais, nos quatro cantos. Sobreportas com pintura de paisagem, em reservas ovais, com ruínas, templetes, pontes, obeliscos e figuras, enquadradas por esfinges e rematadas em cima por uma flecha saliente. Paredes com frisos de grifos, leões, palmetas, enrolamentos vegetalistas, fogaréus e liras e lambril com hexágonos entrelaçados, palmitos e folhas de acanto.

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    Piso -1, divisão 3

    Tecto plano, sanca côncava e paredes com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição em trompe l’oeil formando uma tenda às riscas com um medalhão central com um escudo ovado, partido: I, nove cunhas, bordadura de prata carregada de cinco escudetes, cada um deles carregado de cinco besantes, correspondendo às armas de Cunhas na modalidade usada pelos senhores de Tábua; II, seis arruelas acompanhadas de uma dobre-cruz e bordadura, correspondendo às armas de Melos. O escudo é encimado por coronel de conde e assenta sobre uma panóplia formada por bandeiras, escovilhões e tímbales. O escudo partido de Cunhas e Melos corresponde a armas usadas pelos condes de Castro Marim, marqueses de Olhão (que também usaram, mais correntemente, as mesmas armas plenas de Cunhas). O conjunto é enquadrado por palmetas e arabescos numa reserva oval delimitada por um friso de ramos de oliveira. Num dos cantos da parede, os drapeados da tenda abrem para uma paisagem com uma cena histórica que evoca as Invasões Francesas, cuja pintura dissimula uma porta.

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    Piso -1, divisão 4

    Tecto plano, sanca côncava e paredes com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição em trompe l’oeil formando um bosque com pântanos, pássaros e rochedos. Sobreportas com pintura fingindo troncos atados por uma corda, ombreiras das portas de perfil tosco simulando troncos de árvores e portadas com pintura de folhas.

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    Piso 0, divisão 2

    Tecto em caixotão e paredes com pintura decorativa do século XIX. Composição formada por reservas nos planos laterais em trompe l’oeil com cercaduras de elementos vegetalistas, florões e medalhões ovais perolados e ao centro um florão. Sanca com um friso de folhas de acanto em lóbulos e mascarões e parede com frisos de enrolamentos vegetalistas, delimitada no lambril de azulejos por uma corda em trompe l’oeil.

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    Piso 0, divisão 3

    Tecto abobadado e paredes com pintura decorativa neo-gótica atribuída a José Maria Nepomuceno em 1872. Composição em trompe l’oeil formando no topo do tecto uma reserva oval delimitada por laços, sanefas, passamanarias e grinaldas com um florão numa coroa de rosas ao centro, enquadrado por folhas de acanto. Base da abóbada com pintura formando conjuntos alegóricos representando o ciclo da vida através das quatro idades do homem ou as quatro estações, sobre uma platibanda arquitectónica com reservas marmoreadas, mascarões, vasos com flores em pedestais com efígies e grinaldas. Sanca com frisos de folhas de acanto e enrolamentos vegetalistas e parede formando uma arcaria com arcos quebrados trilobados, rosáceas, grinaldas e vasos com flores sobre pedestais. Cercadura composta  por sanefa sobre fundo de flores numa quadrícula diagonal (na zona superior); por friso de reservas com elementos vegetalistas e florões (zona inferior). Sobreportas formando um enquadramento arquitectónico com figuras e grinaldas e, ao centro, uma cartela com pinturas de género numa coroa de louros.

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    Piso 0, divisão 4

    Tecto em caixotão, paredes e porta com pintura decorativa da 1ª  metade do século XIX. Tecto com pintura sobre tela com dois putti de barriga para baixo, ao centro, num fundo com pássaros; parede com pintura de paisagens campestres e lambril de marmoreados. Porta com um enquadramento arquitectónico em madeira pintada com marmoreados e folhas de acanto em trompe l’oeil.

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    Piso 0, divisão 5

    Tecto, sanca côncava e paredes com pintura decorativa do século XIX. Tecto e sanca com pintura sobre tela da 1ª metade do século XIX, ao centro com um medalhão com uma cena celestial com anjos, pombas brancas beijando-se, um tempietto e uma faixa com a inscrição “SIC FLORET DECORE DECOR”. Cercadura do tecto com frisos de palmetas e elementos vegetalistas e sanca com águias com uma serpente no bico, pássaros, anjos, cariátides com penas na cabeça, enrolamentos vegetalistas, grinaldas, vasos com flores e reservas elípticas com figuras dançantes, enquadradas em cornucópias com laços e cabochões. Parede com frisos de elementos vegetalistas, folhas de acanto e arabescos e barras verticais ornamentadas com vasos com flores, folhas de acanto, pássaros, panejamentos, laços e reservas ovais com figuras, em paisagens campestres. Barra inferior da parede com pintura em trompe l’oeil, com reservas com cenas alegóricas enquadradas por grifos, grinaldas e urnas e com folhas de acanto e mascarões.

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    Piso 0, divisão 6

    Tecto plano e paredes com pintura decorativa do século XIX. Composição em trompe l’oeil formada por um florão ao centro delimitado por uma moldura perolada, coroa de rosas, panejamentos, pingentes, ramagens, laços e cabochões e uma cercadura composta por arabescos, rosas, enrolamentos vegetalistas, colares com cabochões e, nos cantos, efígies. Sanca com um friso canelado e paredes com uma cercadura formada por cariátides numa estípite suportando um cesto à cabeça com joias, flores, leques e penas, libélulas, penas de pavão, plumas, grinaldas, rosas, colares, alianças, cabochões, arabescos, enrolamentos vegetalistas, florões, palmitos e vasos com flores sobre efígies. Barra inferior da parede com reservas elípticas, na horizontal, com perfumadores com pegas em forma de carneiro, enquadradas por enrolamentos vegetalistas, folhas de acanto, flores e cabeças de leão.

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    Piso 0, divisão 7

    Paredes com pintura decorativa do século XIX numa composição em trompe l’oeil composta por sanefas com laços, flores (campainhas) e frisos de palmitos.

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    Piso 0, divisão 11

    Tecto plano em madeira com molduras formando uma reserva rectangular, ao centro, e secções em “L” nos cantos.

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    Piso 0, divisão 12

    Tecto plano em madeira com molduras formando um losango com um botão ao centro, dentro de uma reserva rectangular com botões triangulares, e secções em “L”, nos cantos.

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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