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    Palácio Tancos

    Palácio Tancos
    Palácio dos Marqueses de Tancos
    XVII,XVIII
    Portugal

    Domingos da Silva, Manuel Antunes, José Carvalho, Manuel Francisco e João Antunes (mestres pedreiros), Gabriel del Barco, Raimundo do Couto, António de Oliveira Bernardes (pintores de azulejo)

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    Um edifício indispensável ao entendimento da evolução da Cultura Arquitetónica Portuguesa entre os séculos XVII e XVIII. A sua fachada, reedificada no início do século XVIII, ilustra a qualidade arquitectónica difundida pela Provedoria de Obras Reais, situada entre a robustez construtiva e a clareza do desenho ortogonal de cariz horizontal, delineado pela marcação do andar nobre através de uma faixa de cantaria fundida com o arranque das janelas de sacada em ritmo equidistante. Para além da autenticidade do seu programa distributivo, edificado no século XVII e retificado no século XVIII, são de notar os exemplos das campanhas decorativas azulejares da primeira e segunda metade do século XVII e a grande campanha azulejar da primeira metade do século XVIII, assinada por Raimundo do Couto. 

     

    Inserido na malha urbana, o Palácio Tancos localiza-se na freguesia de São Cristóvão, no bairro da Mouraria a Sudoeste do Castelo de São Jorge. A fachada principal está orientada a Sudoeste para a calçada do Marquês de Tancos.

    O edifício insere-se num quarteirão de desenho irregular, juntamente com o Recolhimento de São Cristóvão, a Norte, e com um prédio de habitação contiguo à fachada do palácio. A zona tardoz do palácio está orientada a Nordeste, juntamente com a zona de quintal.

    O lote do terreno tem desenho de polígono irregular e é ocupado quase na totalidade pelo edifício de planta em “L”.

    A morfologia do terreno é em declive descendente, pela rua da Costa do Castelo, por onde se acede à zona tardoz do palácio (esta nivelada) e de Sudeste para Noroeste, pela calçada do Marquês de Tancos.

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    A morfologia do edifício corresponde à composição de um prisma irregular de doze faces sendo o seu maior lado a fachada principal, voltada a Sudoeste, para a calçada do Marquês de Tancos.

    Num total de cinco pisos, respectivamente -3, -2, -1, 0 e 1, o palácio tem uma organização bastante marcada pela hierarquia dos pisos. O piso 0 e andar nobre têm acesso directo à sala vaga, situada na zona posterior.

    A comunicação com os pisos inferiores e superior faz-se por duas zonas de acessos verticais, situadas nas extremidades do edifício. O conjunto apresenta nestes dois espaços de interligação do programa interior, dois tipos de ambientes e funções. Um de serviços, situado na extremidade esquerda, a Noroeste do edifício, corresponde a um conjunto de diversos lanços de escadas que interligam todos os pisos do palácio. A ausência de decoração aplicada, a dimensão e a comunicação de funcionalidades indiciam que estas escadas sejam maioritariamente de serviços. Os outros lanços de escadas situam-se na zona oposta, correspondendo a um escada particular que liga o piso -1 ao piso 0, e uma outra pelo qual se acede ao piso 1 na zona sudeste. A escada particular, mais larga, construída em pedra e revestida com silhares de azulejo, faz a comunicação do antigo quarto baixo com o andar nobre do palácio.

    A comunicação horizontal entre divisões realiza-se de divisão para divisão, de uma forma clara nas zonas nobres, sendo estas privadas ou de aparato. Nas zonas de serviços a comunicação faz-se entre divisões de pequena dimensão, por corredor e escadas de tamanhos reduzidos. O programa de composição e distribuição interior adapta-se à morfologia do terreno. Algumas divisões nos pisos -3 e -2 comunicam unicamente com a rua, revelando o habitual arrendamento de lojas.

    Frontaria voltada a Sul, para a calçada do Marquês de Tancos, de longo pano único delimitado por cunhais de pedra aparelhada regular, com cinco pisos no terço da esquerda, quatro na parte central e três no terço da direita, motivado pelo grande declive da rua, subindo de Oeste para Este, fazendo com que o embasamento seja rente ao chão no extremo direito da fachada e ultrapasse o 2º piso na metade oposta.

    No piso térreo do terço esquerdo alinham-se duas janelas, uma porta, uma janela e duas portas, todas de moldura rectangular simples, tendo no eixo de cada vão uma janela rectangular transversal que marca o 2º piso.

    No 1º piso da parte central da fachada abrem-se uma janela transversal, três portas de moldura rectangular e uma janela quadrangular gradeada sem moldura.

    No 3º piso do terço da esquerda alinham-se quinze janelas todas iguais de moldura rectangular, terminando no extremo por uma porta também de moldura rectangular.

    Como separador para o penúltimo piso surge uma cornija com friso em ressalto onde se inscrevem os balcões de dezasseis janelas de sacada rectangulares, no eixo das inferiores, com varandins de ferro e rematadas por cornijas.

    O último piso possui catorze janelas de moldura rectangular, todas cegas exceptuando a 1ª, e, no extremo direito, duas pequenas janelas de sacada com varandins de ferro, todas no eixo das inferiores.

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    Fachada Oeste

    Parcialmente adossada a edifício, até ao 3º piso, possuindo em cada um dos dois últimos pisos quatro janelas iguais às da frontaria, voltadas para um terraço.

    A fachada este encosta-se inferiormente a um socalco provido de muro de contenção com guarda de ferro, no início da rua da Costa do Castelo, dado o entroncamento e desnível da mesma rua, que sobe para Nordeste. É estreita, delimitada por cunhais e inferiormente marcada pelo friso que continua o da frontaria, ficando aqui quase rente ao chão, e possui apenas duas pequenas janelas de sacada, idênticas às do último piso do extremo direito da frontaria e uma pequena janela rectangular aberta no cunhal.

    Fachada Nordeste

    Igualmente estreita, com 2 grandes janelas gradeadas e uma porta de moldura rectangular, encimadas por três janelas rectangulares transversais com parapeitos de ferro, que marcam o 2º piso.

    Fachada Norte

    Dividida pelo encosto do muro do pátio com grande portão de ferro enquadrado por arco rebaixado. À esquerda do muro, uma grande janela encimada por outra menor, iguais às da fachada nordeste; à direita do muro, abrindo para o pátio, alinham-se uma porta, uma janela, uma porta e duas janelas, todas de moldura rectangular, sendo a 2ª porta maior e rematada por cornija, e, no 2º piso, uma pequena janela igual à anterior.

    Segue-se um corpo saliente, com uma parede voltada a Este e outra a Norte, mais longa, a que se adossa inferiormente um pequeno anexo baixo e cego. Na parede este, duas portas rectangulares, no piso térreo, e uma janela igual às anteriores no 2º piso; na parede norte, uma janela e uma porta rectangulares do lado esquerdo do anexo, quatro janelas transversais e uma semicircular sobre o mesmo anexo, e do lado direito, uma porta de moldura rectangular encimada por janela transversal; no 2º piso três janelas transversais.

    Formando ângulo recto com esta parede, segue-se uma fachada voltada a Este, igualmente para o pátio, com três portas rectangulares, uma janela quadrangular no 1º piso e quatro janelas rectangulares no 2º piso.

    Todas as fachadas são rematadas em cornija sob beiral.

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    ANDRADE, Ferreira de – A Freguesia de S. Cristóvão, Vol. I, Lisboa, 1944.

    ARAÚJO, Norberto de – Inventário de Lisboa, fascículo VII, Lisboa, 1944-1956.

    MECO, José – “Há que preservar os Azulejos do Palácio do Marquês de Tancos”, in revista História, Março de 1981.

    SIMÕES, J.M. dos Santos – Azulejaria em Portugal no Século XVIII, Lisboa, 1979.

    SOARES, Pessoa, Joana Alexandra, Contribuições para o estudo do Marquês de Tancos em Lisboa, Um contrato inédito
    de obras de 1697, Orient. Dr. Álvaro Simões e Doutora Cristina Costa Gomes, Trabalho final de Licenciatura em Artes
    Decorativas Portuguesas, Escola Superior de Artes Decorativas, Fundação Ricardo Espirito Santo e Silva, 2003

    GONÇALVES, António Manuel, “Palácio do Marquês de Tancos” – in Dicionário da História de Lisboa (dir. de Francisco Santana e Eduardo Sucena), Lisboa, Carlos Quintas e Associados, 1994, pp. 891, 892.

    CORREIA, Ana Paula Rebelo – “Palácios, Azulejos e Metamorfoses” – in Revista Oceanos, nº 36-37, Outubro 1998 / Março 1999.

    SILVA, João e CORREIA, Paula – Palácio do Marquês de Tancos. Ficha IPA.00003031. IHRU: 1992, 2001. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3031.

    GOMES, Paulo Varela – “Obra crespa e relevante. Os interiores das igrejas lisboetas na segunda metade do século XVII - alguns problemas”, in Bento Coelho 1620-1708 e a Cultura do seu Tempo (dir. de Luís de Moura Sobral), Lisboa, IPPAR, 1998.

    Inventário que se fez dos bens que ficarão por falecimento da Ilustríssima e Excelentíssima Marquesa de Tancos, D. Leonor da Silva -1820

     

     

    Séc. XVII

    Inícios – data provável das obras de transformação das casas quinhentistas existentes no local pelo 1º conde de Atalaia, D. Francisco Manuel de Ataíde. Essas casas tinham pertencido a D. António de Ataíde, conde de Castanheira, cuja filha, D. Joana, casara com D. Nuno Manuel, 2º senhor de Atalaia, de Salvaterra e de Tancos.

    1697, 20 Março – contrato de obra entre D. Luís Manoel de Noronha, conde de Atalaia (meio-irmão do 1º Marquês de Tancos) e os mestres pedreiros Domingos da Silva, Manuel Antunes, José Carvalho, Manuel Francisco e João Antunes.

    Séc. XIX

    1839 / 1893 – o piso térreo foi arrendado ao Colégio de Humanidades.

    1865 – a família Tancos, que residia no andar nobre, retirou-se do palácio, que passou a ser arrendado na sua totalidade.

    1880 – aquisição do edifício pelo comerciante Manuel Alves Dias.

    Séc. XX

    O seu interior foi adaptado a prédio de rendimento e arrendado a várias instituições como a Tuna Académica de Lisboa, Associação dos Caixeiros, Academia Musical de Amadores (1903), Escola Primária nº 19 e Escola Comercial Veiga Beirão (1919 - 1941), Escola Comercial de Patrício Prazeres. Nas antigas cocheiras instalaram-se várias oficinas.

    1925 / 1950 – o pintor Carlos Botelho residiu no palácio, aí instituindo o Atelier da Costa do Castelo.

    1970 / 1987 – a associação de moradores da freguesia ocupou parte do andar nobre, aí instalando um clube de halterofilia; o MRPP ocupa igualmente o edifício nos anos 70.

    1980 – a família Alves Dinis vendeu o palácio à Câmara Municipal de Lisboa.

    1987 - A CML cedeu os pisos 4 e 5 à Companhia de Dança de Lisboa.

    1992 / 1994 - O Gabinete da Mouraria da CML executou obras de conservação no exterior e no interior do piso -1, o antigo quarto baixo do palácio, onde se localizam até hoje as instalações da empresa municipal EGEAC.

    Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, Processo de Obra nº 33983

    DGARQ/TT, Orfanológicos, Letra M, Maço 66, nº 7. Inventário que se fez dos bens que ficarão por falecimento da Ilustríssima e Excelentíssima Marquesa de Tancos, D. Leonor da Silva, continuado com o viúvo, seu marido, o Ilustríssimo e Excelentíssimo Marquês do mesmo título, D. Duarte Manuel de Noronha, por ficarem filhos menores - 1820.

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Alexandre Lousada – Azulejaria / Decoração diversa

    Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia)

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

    Piso -3

    Neste piso, em comunicação directa com a calçada do Marquês de Tancos e com ligação (hoje interrompida) ao piso superior (piso -2), é onde se localiza a primitiva cozinha do palácio. Verificam-se ainda hoje as lareiras da cozinha, um tanque de água e acomodações destinadas ao serviço da casa. A cozinha tem ainda comunicação com um pequeno pátio a Noroeste do edifício. As divisões são intercomunicantes, tendo como excepsão duas divisões isoladas, em contacto directo com a rua que terão sido lojas de aluguer.

     

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    Piso -2

    Este piso está fundido com o piso inferior (-3) no espaço da cozinha e em duas divisões (provavelmente lojas de aluguer), com contacto directo com a rua. A estas duas divisões, que neste piso se demarcam em duplo pé direito, junta-se mais uma na extremidade sudeste. A cozinha tem a esta cota duas janelas em contacto com o saguão interior do palácio. Na extremidade noroeste, ao lado da cozinha, uma divisão em contacto directo com o saguão e com acesso por escada de serviço ao piso inferior (possíveis acomodações dos serviços da casa). Actualmente, a comunicação com o piso superior (piso -1), faz-se por um lanço de escada, verificando-se a partir daí a comunicação com outra escada para os restantes pisos.

     

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    Piso -1

    Este piso corresponde ao antigo quarto baixo do palácio, uma zona privada da família. É composto por um conjunto de divisões ortogonais sendo as de maior dimensão voltadas para a fachada principal, todas com janelas de peito e conversadeiras. As restantes divisões alinham-se para o interior, a Nordeste, ou em torno do saguão, na zona noroeste do palácio. As comunicações horizontais fazem-se pelas divisões intercomunicantes e as comunicações verticais por escadas de serviço, a Norte, por escadas privadas, a Este. Estas comunicam com o piso nobre (piso 0) através de uma divisão imediatamente ao lado da sala vaga.

     

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    Piso 0 (Nobre)

    O andar nobre situa-se no piso 0, correspondendo ao piso 4 da fachada principal, na frente voltada a Sudoeste para a calçada do Marquês de Tancos.

    As divisões são na maioria ortogonais, com excepção de uma divisão com planta em “U” fechado, no remate da fachada oeste. Todas as divisões são intercomunicantes, as de maior dimensão e grande aparato são perpendiculares à fachada principal e têm um ritmo constante de janelas de sacada, igual ao das janelas de peito no piso inferior. As comunicações localizam-se nas extremidades, a Sudeste, com uma escada particular de acesso ao piso inferior e ao antigo quarto baixo, e com um lanço de escadas para um pequeno apartamento no piso superior. A Norte, existe um conjunto de escadas de serviço que ligam todos os pisos do palácio. Nesta zona encontramos ainda uma copa e um edifício adossado, com escada que comunica com o piso superior, antigo quarto alto destinado ao apartamento das crianças e criadas.

     

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    Piso 1

    Este piso divide-se em duas zonas isoladas. Na extremidade sudeste situa-se um pequeno apartamento com comunicação por escadas para o piso nobre. Corresponde a um pequeno conjunto de divisões, sendo apenas um de desenho ortogonal, situado no topo direito. Na extremidade, a Oeste, situa-se um apartamento com copa e um conjunto de divisões em volta do saguão. As divisões são intercomunicantes e maioritariamente ortogonais.

     

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    Piso -1, divisão 1

    Lambril de azulejos em azul e branco, de “figura avulsa”, da 1ª metade do século XVIII, delimitado por uma cercadura com elementos vegetalistas e rodapé ornamentado com óvulos.

     

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    Piso -1, divisão 2

    Lambril de azulejos em azul e branco de padrão “tapete” da 2ª metade do século XVII, delimitado por uma cercadura com elementos vegetalistas.

     

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    Piso -1, divisão 7

    Lambril de azulejos em azul e branco, de padrão de “tapete”, da 2ª metade do século XVII, delimitado por uma cercadura com elementos vegetalistas.

     

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    Piso -1, divisão 8

    Lambril de azulejos em azul e branco da 2ª metade do século XVII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por uma cercadura com ondas e elementos vegetalistas.

     

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    Piso -1, divisão 10

    Lambril de azulejos em azul e branco de padrão “tapete” da 2ª metade do século XVII, delimitado por uma cercadura com elementos vegetalistas.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Lambril de azulejos em azul e branco da 2ª metade do século XVII. Painéis com uma composição de enrolamentos vegetalistas, delimitados por uma barra ornamental com folhagens, cartelas ovais com cabochões e mascarões.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas de caça ao javali, veado, urso e leão em paisagens campestres e marinhas, delimitados por uma barra ornamental com folhas de acanto, cornucópias, anjos, pássaros, cabeças de leão, cariátides com cestos de flores e putti.

     

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    Piso 0, divisão 3

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII, assinados por Raimundo do Couto. Painéis com cenas de caça ao javali, veado e lobo em paisagens campestres, delimitados por uma barra ornamental com enrolamentos vegetalistas. Azulejos com a inscrição “Rm. do Cotto fecit”.

     

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    Piso 0, divisão 4

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas galantes e de caça ao veado em jardins, paisagens campestres e fluviais, delimitados por uma barra ornamental com enrolamentos vegetalistas, cartelas, coroas de louros, putti e atlantes com cornucópias de flores e frutos.

     

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    Piso 0, divisão 5

    Conversadeira e lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas pastoris e galantes em paisagens campestres e marinhas, delimitados por uma barra ornamental com enrolamentos vegetalistas, conchas, putti, urnas com mascarões e mísulas.

     

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    Piso 0, divisão 6

    Lambril de azulejos em azul e branco de “figura avulsa” da 1ª metade do século XVIII, delimitados por uma cercadura com elementos vegetalistas e rodapé ornamentado com óvulos.

     

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    Piso 0, divisão 7

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII, atribuídos a António de Oliveira Bernardes. Painéis com cenas mitológicas do poema “Ilíada” de Homero e do poema “Metamorfoses” de Ovídio, em composições inspiradas nas estampas de Jean Lepautre. Barra ornamental com enrolamentos vegetalistas, grinaldas de flores e frutos, anjos, pássaros, mascarões, leões, conchas, putti e escudos com as armas dos Manuéis.

     

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    Piso 0, divisão 9

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII, atribuídos a António de Oliveira Bernardes. Painéis com cenas mitológicas do poema “Metamorfoses” de Ovídio, em composições inspiradas nas estampas de Jean Lepautre. Barra ornamental com enrolamentos vegetalistas, anjos, putti, conchas, cartelas e escudos com as armas dos Manuéis.

     

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    Piso 0, divisão 10

    Lambril de azulejos em azul e branco do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental composta por concheados, elementos vegetalistas estilizados, flores e marmoreados.

     

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    Piso 0, divisão 11

    Lambril de azulejos policromados e meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental de elementos vegetalistas, elementos arquitectónicos estilizados, sanefas, flores, frutos, pássaros e grifos. Cercadura com “asas de morcego” e conchas. Interior do armário com um painel de azulejos esponjados delimitados por uma faixa ornamental com elementos vegetalistas estilizados.

     

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    Piso 0, divisão 12

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas pastoris e galantes em paisagens campestres e fluviais, delimitados por uma barra ornamental com enrolamentos vegetalistas.

     

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    Piso 0, divisão 13

    Barra de azulejos em azul e branco de padrão de “tapete” da 2ª metade do século XVII, delimitada por faixas com entrelaços e flores.

     

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    Piso 0, divisão 14

    Lambril de azulejos em azul e branco da 2ª metade do século XVII. Painéis ornamentais e cercadura com búzios.

     

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    Piso -1 divisão 2

    Tecto em madeira com decoração apainelada em forma de losango.

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    Piso -1, divisão 3

    Tecto em madeira com decoração apainelada de molduras curvilíneas, com topos apainelados rectangulares centrados por moldura circular.

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    Piso -1, divisão 4

    Tecto em madeira com decoração apainelada com desenho geométrico conjugando molduras rectas e curvas, com almofadas escalonadas nos cantos.

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    Piso -1,divisão 5

    Tecto em madeira com decoração apainelada, centrada por grande losango e cantos com pequenas almofadas escalonadas de forma triangular.

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    Piso -1, divisão 6

    Tecto em madeira com decoração apainelada com desenho geométrico centrado por grande moldura elíptica entre quatro almofadas escalonadas em losango.

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    Piso -1, divisão 8

    Tecto em madeira com decoração apainelada simples centrada por grande moldura elíptica.

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    Piso -1, divisão 9

    Tecto em madeira com decoração apainelada simples centrada por grande moldura octogonal.

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    Piso -1, divisão 10

    Tecto em madeira com decoração apainelada simples formando dois rectângulos.

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    Piso 0, divisão 1

    Quatro pias lava-mãos em calcário de forma campaniforme, com duas saliências cilíndricas no interior.

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    Piso 0, divisão 7

    Tecto em madeira com decoração apainelada geométrica conjugando rectângulos, quadrados e triângulos nos cantos, estes com pequenas almofadas escalonadas.

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    Piso 0, divisão 12

    Tecto em madeira com decoração apainelada com desenho geométrico centrado por grande losango, tendo inscrito um rectângulo com duas almofadas escalonadas quadrangulares.

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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