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    Palácio Sousa Mexia

    Palácio Sousa Mexia
    Palácio Pimenta
    XVIII
    Portugal
    Campo Grande 245, 1700-091, Lisboa
    38.758785
    -9.156454
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    Sem dúvida uma das mais coerentes e significativas propostas de uma casa senhorial do final do barroco joanino. Mandada construir de raiz por um dos mais eminentes juristas do reinado de D. João V, Diogo de Sousa Mexia, a casa permanece durante séculos na família, determinando que tanto a arquitectura como o programa dos interiores tenham sofrido poucas alterações. Nestas circunstâncias, os interiores apresentam uma estrutura de escadas reais, de grande efeito cenográfico, com um lance central desdobrando-se em dois lances laterais. Nas qualidades do edifício, os interiores mantêm uma notável colecção de azulejaria de meados do século XVIII, de grande apuramento estético.  

     

    Inserido na malha da cidade, o palácio está em contacto directo com a Alameda do Campo Grande. É envolvido por jardim, a Sul e a Poente, tendo a Norte o eixo viário da 2ª Circular de Lisboa. A entrada principal do palácio situa-se na fachada junto à Alameda do Campo Grande. O edifício está implantado num terreno plano.

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    A morfologia do edifício assenta na composição de um prisma rectangular regular em “U”, formando um pátio interior, desenhado pelo fecho dos corpos colaterais a Poente. O edifício principal, voltado a Nascente, tem três pisos (0, 1 e 2), sendo o restante conjunto edificado, os corpos colaterais da zona posterior, de piso térreo. Actualmente, o palácio alberga o Museu da Cidade, tendo sofrido algumas alterações, particularmente na zona posterior de um só piso e na zona sudeste, ao nível do piso térreo.

    O conjunto é marcado por uma grande simetria na composição das fachadas e na morfologia interior, particularmente no piso nobre e no último piso. O andar nobre situa-se no piso 1. O piso térreo corresponde a uma zona privada da família, na zona sul, com contacto directo com o jardim. O corpo lateral de piso térreo, a Poente, integra a cozinha e uma divisão transformada em oratório. O último andar, no piso 2, corresponde a um aproveitamento da mansarda com janelas trapeiras inseridas em ático de desenho regular e desprovido de ornamentação. O palácio tem ainda uma pequena torre com cobertura piramidal em contacto com a zona sul do edifício.

    A comunicação vertical realiza-se pela escada de aparato, junto ao vestíbulo, na zona direita do corpo nascente. Com dimensões menores, situa-se nesta zona uma escada de serviço que percorre todos os pisos do edifício. Na zona esquerda do corpo nascente situa-se uma escada de âmbito privado que comunica com o piso nobre. Entre o piso nobre e o piso superior da mansarda, existem duas escadas simetricamente localizadas na distribuição do piso nobre, uma junto à escada privada, com arranque neste piso, e outra junto à escada de aparato, com início no piso térreo.

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    Frontaria voltada a Nascente, para o Campo Grande, com cinco panos escalonados em volume, em organização simétrica, partindo do central mais saliente, divididos por duplas pilastras e delimitados por cunhais, ambos rematados por pináculos com fogaréus.

    Possui embasamento de aparelho regular e dois pisos separados por friso com rebordo inferior côncavo. Ao centro do piso térreo rasga-se o portal principal em arco de asa-de-cesto com duas arquivoltas e fecho volutado, flanqueado por pilastras postas em esquina e encimadas por consolas, onde se apoia a varanda do piso nobre. O portal é ladeado por duas janelas de guilhotina, com moldura pétrea em arco rebaixado de extradorso curvilíneo rematado por semicírculo, formulário que se repete nas três janelas dos panos intermédios e nas duas dos extremos, totalizando doze janelas no piso térreo, todas gradeadas.

    O piso nobre é centrado por janela de sacada a eixo do portal, com varanda de plataforma curvilínea e moldura em arco de intradorso rebaixado e extradorso recortado, com abas angulares laterais encimado por espelho baixo sob cornija, em cortina centrada por chave em voluta vegetalista, encimada por pedra-de-armas com brasão da cidade de Lisboa. De cada lado da janela está um busto sobre estípite, ligando-se a guarda de ferro forjado aos varandins rectilíneos, sobre mísulas, das duas janelas de sacada que flanqueiam.

    Em cada um dos panos intermédios há três janelas de sacada com varandins idênticos aos anteriores, sendo as molduras superiormente recortadas em pequenos lanços curvilíneos, com abas laterais com um pendente de cada lado e ostentando círculo em relevo no remate.

    Nos panos extremos duas janelas idênticas às anteriores.

    Remate em cornija sob beiral, elevada em semicírculo, a envolver a pedra-de-armas.

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    Fachada Sul

    Voltada para o Jardim Bordalo Pinheiro, de pano único com embasamento e dois pisos separados por friso; sobre o telhado, um corpo de mansarda.

    No piso térreo, quatro portas-janelas e no piso nobre quatro janelas de sacada com varandins de guardas de ferro forjado, todas de molduras iguais às correspondentes janelas da frontaria.

    À esquerda do piso térreo, adossa-se um corpo baixo com três portas-janelas iguais às anteriores, coberto por terraço com guarda de ferro intercalada por pilaretes em forma de estípites.

    No corpo da mansarda, provido de chaminé, abrem-se duas janelas quadrangulares de guilhotina.

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    Fachada Norte

    É semelhante à fachada sul, mas no piso térreo possui apenas duas janelas rectangulares, repetindo-se à direita o adossamento de um corpo baixo com terraço onde se abre uma porta e uma janela rectangulares.

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    Fachada Posterior

    Voltada a Oeste, para o pátio ladeado por dois corpos baixos corridos, marcados por portas e janelas de moldura pétrea em arco rebaixado que se adossam aos panos extremos do piso térreo desta fachada, que apresenta cinco panos separados por pilastras e dois pisos divididos por friso idêntico ao da frontaria e ainda duas trapeiras nos extremos.

    Ao centro abre-se um grande arco em asa-de-cesto e nos intermédios uma janela de guilhotina gradeada e uma porta de moldura em arco rebaixado.

    No andar nobre um conjunto simétrico de 3 janelas de sacada com varandins de ferro forjado e molduras pétreas em arco rebaixado, a central encimada por espelho com duas pequenas pilastras em relevo a flanquear um círculo sob cornija curva.

    Nos panos intermédios rasgam-se duas janelas altas com molduras em arco rebaixado, três no pano extremo da esquerda e duas no da direita, ficando as periféricas sobre os terraços. Do lado direito adossa-se ainda um corpo saliente semelhante a uma torre, com uma janela quadrangular, a que se encosta uma trapeira igualmente fenestrada, tendo a sua correspondente do lado esquerdo e ao centro um corpo de trapeira idêntico aos das fachadas laterais.

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    BINNEY, Marcus – Casas Nobres de Portugal, Lisboa, 1987.

    DIAS, Jaime Lopes – “O Museu da Cidade de Lisboa”, separata da Revista Municipal, Lisboa,1943.

    MECO, José – Azulejaria Portuguesa, Lisboa, Ed. Alfa, 1985.

    MOITA, Irisalva – “Museu da Cidade”, In Dicionário da História de Lisboa (dir. de Francisco Santana e Eduardo Sucena), Lisboa, Carlos Quintas e Associados, 1994, pp. 598, 599.

    NOÉ, Paula e FIGUEIREDO, Paula – Casa da Quinta da Pimenta / Casa da Madre Paula / Palácio Galvão Mexia / Museu da Cidade de Lisboa. Ficha IPA.00004040, IHRU: 1990, 2008. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4040

    RÊGO, Manuela – Um Passeio à volta do Campo Grande, Lisboa, Contexto Editora, Lda., 1996.

     

    Séc. XVIII

    1ª met.: A construção do Palácio deveu-se, segundo a tradição, a D. João V para aí instalar Madre Paula, freira do Convento de Odivelas.

    1744-1747: A família Galvão Mexia passou a residir do Palácio. Na mesma época é pintado um registo de azulejos por Nicolau de Freitas.

    1746: Datação do revestimento azulejar do piso térreo.

    c. 1760: Produção dos azulejos do andar nobre.

    Séc. XIX

    Início: O Palácio pertencia a Joaquim Pedro Quintela, Conde de Farrobo, que nunca o habitou.

    1832: Para financial a causa liberal, o 2º Barão, Joaquim Pedro Quintela, fez um empréstimo sobre o Contrato do Tabaco, sub-rogando o negócio a Lino da Silveira e Manuel Joaquim Pimenta, e, em consequência disto, o edifício acabou por ir parar às mãos do último.

    Séc. XX

    Início: O Palácio foi vendido à Companhia Bairro Europa, que pretendia construir um bairro de casas económicas no local.

    1910: No edifício vivia Carlos Luís Ahrends.

    1914: O palácio foi adquirido pelo Eng. Jorge Lobo de Ávila Graça.

    1940: Reparações no interior do edifício, telhados e canalizações; limpeza exterior e pintura do portão.

    1956: A construção da Segunda Circular de Lisboa cortou parte do jardim.

    1957: Os herdeiros do Eng. Ávila Graça deixaram de habitar o Palácio.

    1961: O edifício foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa por 9.000 contos, estando igualmente o Estado Brasileiro interessado no imóvel para aí instalar a sua Embaixada.

    1963 - Substituição da cobertura.

    1964 - 1974: Aprovação do projecto do arquitecto Raul Lino, para instalação do Museu da cidade no Palácio e obras de adaptação do edifício às novas funções.

    1979 – 1984: O Museu foi aberto ao público em fases sucessivas.

    Séc. XXI

    2007: Proposta da definição de Zona Especial de Protecção e Parecer favorável do Conselho Consultivo do IPPAR.

    CML: Arquivo Municipal, Processo de Obra n.º 5.831

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia)/ Azulejaria / Decoração diversa

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

    Piso 0

    Caracteriza-se por planta rectangular com pátio interior. Vestíbulo e entrada de coches ao centro do palácio. As alterações que o edifício sofreu correspondem a grande parte da zona posterior e parte do lado direito do edifício do palácio, com excepção da escada de aparato. A zona esquerda do palácio mantém em grande parte a morfologia original, integrando a escada privada, um corredor, o conjunto das divisões ortogonais e intercomunicantes e a cozinha, situada a meio do corpo esquerdo da zona posterior. As divisões de âmbito privado, junto ao alçado sul, estão em contacto com o jardim.

     

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    Piso Nobre (1)

    Corresponde ao andar nobre e tem no seu desenho de distribuição interna grande simetria. Com uma planta rectangular, as divisões intercomunicantes e ortogonais distribuem-se à volta das fachadas com janelas de guilhotina ou com janelas de sacada. Apresenta quatro escadas, três com acessos do piso térreo e uma com arranque neste piso, para o superior, em mansarda: escada de aparato, escada privada e duas destinadas ao serviço da casa. Nas extremidades sul e norte situam-se dois terraços.

     

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    Piso 2

    Este último piso de aproveitamento do vão da cobertura em mansarda corresponde a uma zona de quartos. A comunicação interior organiza-se pelo corredor central de grande largura que comunica com todos os quartos e com pequenas divisões de acesso à cobertura. Um destes quartos, na zona sul, comunica ainda com uma divisão referente à pequena torre, na zona posterior do palácio.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco de meados do século XVIII. Painéis com cenas de caça, pastoris e galantes em paisagens campestres e marinhas, delimitados por uma cercadura ornamentada com elementos vegetalistas, “asas de morcego”, conchas e espirais.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Lambril de azulejos policromados de meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental composta por elementos vegetalistas, flores, gradinhas, concheados e mascarões, enquadrando um busto. Cercadura com elementos vegetalistas e “asas de morcego”.

     

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    Piso 0, divisão 3

    Lambril de azulejos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por uma cercadura com enrolamentos vegetalistas.

     

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    Piso 0, divisão 4

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco, de meados do século XVIII. Painéis com cenas em chinoiserie, delimitados por um enquadramento de elementos arquitectónicos, vegetalistas, volutas e “asas de morcego”.

     

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    Piso 0, divisão 5

    Lambril de azulejos monocromáticos azul-cobalto sobre fundo branco de composição figurativa, representando cenas mitológicas, enquadrado por barra de motivos arquitectónicos e ornamentais com cartelas, volutas vegetalistas e putti.

     

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    Piso 0, divisão 6

    Lambril de azulejos monocromáticos azul-cobalto sobre fundo branco de composição ornamental seriada de albarradas, enquadrado por barra de motivos ornamentais com volutas vegetalistas e flores.

     

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    Piso 0, divisão 7

    Lambril de azulejos monocromáticos azul-cobalto sobre fundo branco de composição figurativa, representando cenas galantes, enquadrado por barra de motivos arquitectónicos e ornamentais com cartelas, volutas, grutescos e ramagens estilizadas.

     

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    Piso 0, divisão 8

    Lambris de azulejos monocromáticos azul-cobalto sobre fundo branco em composições de figura avulsa enquadradas por cercadura de motivos ornamentais vegetalistas estilizados, e em composições figurativas representando cenas mitológicas enquadrados por cercaduras arquitectónicas decoradas com florões, cornucópias e cartelas.

     

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    Piso 0, divisão 9

    Lambril de azulejos em azul e branco de “figura avulsa” da 1ª metade do século XVIII, enquadrando a figura de uma cozinheira negra, com uma cercadura com elementos em curva e contracurva e flores quadrilobadas. Painéis recortados com a representação em trompe l’oeil de animais de caça, carnes, peixes e utensílios de cozinha. Rodapé com azulejos esponjados.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Lambril de azulejos policromados de meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental composta por ferroneries, elementos vegetalistas, flores, gradinhas, concheados, pássaros e mascarões, enquadrando um busto. Cercadura com elementos vegetalistas e “asas de morcego”. Barra com azulejos policromados marmoreados.

     

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    Piso 1, divisão 2

    Lambril de azulejos policromados de meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental composta por ferroneries, elementos vegetalistas, grinaldas, pássaros e sanefas, enquadrando um busto. Cercadura com elementos vegetalistas e “asas de morcego”. Barra com azulejos policromados marmoreados.

     

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    Piso 1, divisão 3

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco de c.1760. Painéis com figuras de convite, barra ornamentada com uma moldura em trompe l’oeil, marmoreados, florões e botões, e rodapé com marmoreados. Painéis com cenas de caça ao leão, javali e veado, em paisagens campestres, delimitados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, volutas, urnas e frisos de óvulos, discos, folhas de acanto e tranças.

     

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    Piso 1, divisão 4

    Lambril de azulejos policromados de c. 1760. Painéis com uma composição ornamental composta por ferroneries, flores e anjos, enquadrando um cesto com flores e frutos. Cercadura ornamentada com elementos geométricos, vegetalistas e pérolas. Rodapé com azulejos marmoreados.

     

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    Piso 1, divisão 5

    Lambril de azulejos em azul e branco de c. 1760. Painéis com cenas de caça em paisagens campestres, enquadrados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, cornucópias com frutos, cabeças de anjo, atlantes, golfinhos, mascarões e bustos de perfil.

     

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    Piso 1, divisão 6

    Lambril de azulejos em azul e branco de c. 1760. Painéis com uma composição ornamental composta por ferroneries, sanefas, elementos vegetalistas, flores e pássaros, enquadrando uma urna com flores. Cercadura ornamentada com elementos geométricos, vegetalistas, folhas de acanto e pérolas. Rodapé com azulejos ornamentados com uma moldura em trompe l’oeil, marmoreados e botões.

     

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    Piso 1, divisão 7

    Lambril de azulejos policromados de meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental de ferroneries, sanefas, elementos vegetalistas, grinaldas, cariátides e mascarões, enquadrando cenas figurativas em paisagens marinhas. Cercadura com elementos vegetalistas e “asas de morcego”. Rodapé com azulejos ornamentados com uma moldura em trompe l’oeil, marmoreados e folhas de acanto.

     

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    Piso 1, divisão 8

    Lambril de azulejos em azul e branco de meados do século XVIII. Painéis com cenas galantes, enquadrados por uma cercadura ornamentada com elementos geométricos, vegetalistas, conchas e “asas de morcego”. Rodapé com azulejos policromados ornamentados com uma reserva e marmoreados.

     

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    Piso 1, divisão 9

    Lambril de azulejos policromados de meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental de ferroneries, sanefas, elementos vegetalistas e pássaros, enquadrando uma cariátide. Cercadura com elementos geométricos, vegetalistas e “asas de morcego”. Rodapé com azulejos marmoreados.

     

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    Piso 1, divisão 10

    Lambril de azulejos policromados de meados do século XVIII. Painéis com uma composição ornamental de ferroneries, mascarões, sanefas, elementos vegetalistas, flores e pássaros, enquadrando um cesto de frutas. Cercadura com elementos geométricos, vegetalistas, pérolas e “asas de morcego”. Rodapé com azulejos marmoreados.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Janela com moldura rectangular de pedra, internamente ladeada por conversadeiras que abrangem toda a espessura da caixa-murária.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Grande arco de pedra calcária de volta perfeita sobre pilastras e tecto apainelado de interior côncavo e molduras de pedra calcária, apoiadas em mísulas com pendentes.

     

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    Piso 0, divisão 4

    Fonte com taça piramidal invertida, guarnecida de volutas e rematada por mísula vegetalista; espaldar côncavo com bica em forma de carranca coroada por folhagens e por uma concha, flanqueado por volutas que rematam em capitel sustentando um arco pleno encimado por pequeno florão.

     

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    Piso 0, divisão 5

    Grande mesa de pedra calcária.

    Chaminé delimitada por grande arco em asa-de-cesto sobre pilastras, tendo à esquerda uma janela com moldura rectangular.

    Pequena mesa de pés curvilíneos de calcário branco e tampo de calcário vermelho.

    Duas pias de lava-louça de pedra calcária.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Janela alta de moldura pétrea em arco rebaixado com extradorso recortado, ladeado por pequenos pendentes e rematado em contracurva com chave estriada.

    Escadaria de pedra de dois lanços paralelos encimados por patamar, com corrimões e guardas de ferro forjado, com entrelaço de volutas e rosetas.

    Porta com moldura pétrea em arco rebaixado com extradorso recortado ladeado por pequenos pendentes e rematado em contracurva com chave estriada.

    Tecto de masseira pintado de branco, com painéis de recortes geométricos perfilados de azul e dourado, centrados por pequenos florões dourados com concheados e volutas e com pequenas cartelas nos rincões com motivos idênticos.

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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