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    Palácio das Laranjeiras

    Palácio das Laranjeiras
    Palácio dos Condes de Farrobo
    XVIII
    Portugal

    Padre Bartolomeu Quintela (arquitecto); Fortunato Lodi (arquitecto); António Manuel da Fonseca (pintor); S. Ordoñez (pintor); João Paulo da Silva e Felice Salla (estucadores)

    Estrada das Laranjeiras 197, 1500-423, Lisboa
    38.744504
    -9.169080
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    Com uma fachada principal muito sóbria e uniforme, o Palácio das Laranjeiras apresenta uma interessante e invulgar solução de fachada sobre os jardins, que se decompõe em três corpos torreados ligados por dois tramos recuados, formando uma larga varanda sobre os mesmos, de grande efeito arquitectónico. Caso raro, é conhecido o autor do projecto, o padre Bartolomeu Quintela. De grande significado são os jardins, configurando um dos mais complexos programas paisagísticos do século XVIII, estando hoje uma parte integrada no Jardim Zoológico de Lisboa. Ao nível dos interiores, além da escadaria de entrada, o palácio guarda uma interessante colecção de tectos pintados de inequívoco valor estético onde se destaca a presença do pintor António Manuel da Fonseca. No conjunto arquitectónico sobre o pátio de entrada, o palácio integra um pequeno teatro de linhas neoclássicas de grande depuramento de formas, único no seu género em Portugal, da autoria de Fortunato Lodi.  

     

     

     

    Inserido na malha da cidade, o palácio está em contacto directo com a Estrada das Laranjeiras. A entrada de aparato situa-se no n.º 205, no pátio de honra entre o palácio e o teatro Tália. Actualmente está circunscrito a um grande lote com jardim na zona posterior. O jardim correspondia a uma dimensão muito superior, sendo hoje ocupado pelo Jardim Zoológico de Lisboa. Pertence à freguesia de São Domingos de Benfica e está implantado num terreno plano.

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    A morfologia do edifício assenta numa composição de um prisma rectangular regular. Ao nível do piso 1, o edifício toma uma morfologia distinta, em “U", no alçado posterior, com os dois volumes nas extremidades dos lados da varanda, definindo uma volumetria tripartida. Ao centro tem um volume de desenho semi-hexagonal ocupando parcialmente a varanda.

    A cobertura é de quatro águas, intersectada pela cobertura de duas águas do frontão do volume central semi-hexagonal.

    O edifício organiza-se em três pisos, correspondendo aos pisos 0, 1 e 2 (cobertura). O conjunto apresenta no piso térreo diversas divisões ortogonais intercomunicantes de cariz particular. Estas situam-se sempre de forma perpendicular à fachada e restantes alçados. O interior do edifício corresponde às cozinhas e restantes divisões afectas aos serviços.

    Na separação destas duas zonas (particular e de serviço) faz-se a comunicação por um corredor em “U”, que circunda a cozinha. Este é ortogonal, mas irregular.

    O interior apresenta quatro acessos aos pisos superiores: um de aparato, a Noroeste, e um privado, na zona central, acedem unicamente ao piso 1; um de serviço, situado no que aparenta ter sido um saguão, que acede à cobertura; e um quarto, na extremidade sudeste, que comunica igualmente com todos os pisos, do térreo à cobertura.

    No piso nobre as divisões são maioritariamente ortogonais e seguem a lógica anterior – sempre perpendiculares à fachada e alçados, com corredor interior de igual fisionomia. Para além do detalhe da escada de aparato, com os cantos chanfrados em curva, destacamos o salão central de desenho hexagonal.

    A cobertura encontra-se actualmente transformada em zona de arquivo, sendo que esta intervenção arquitectónica e o novo uso eliminou a antiga morfologia interior.

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    Voltada a Noroeste, para o pátio murado e gradeado, com acesso por grande portão de ferro entre pilares. É de dois pisos, separados por friso e de corpo único, com três panos, o central em ligeiro avançamento, divididos por pilastras duplas almofadadas.

    Ao centro abre-se portal emoldurado em arco rebaixado, de cantaria almofadada com carranca zoomórfica no fecho, prolongado em contracurva que se liga ao friso, e ladeado por dois pares de janelas rectangulares, gradeadas. No piso 1, a eixo do portal, uma janela de avental curvo com almofada rectangular, emoldurada em arco pleno perfilado por cornija diminuta com fecho estriado, com recortes laterais, flanqueada por duas janelas de moldura rectangular, com recortes laterais e perfiladas por cornija diminuta. Nos panos laterais rasga-se uma janela rectangular, com as ombreiras prolongadas até ao chão; no piso 1 repetem-se as janelas do pano central. Remate em friso vazado por óculos elípticos, encimado por cornija sob beiral.

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    Fachada nordeste

    Voltada para a Estrada das Laranjeiras, delimitada por cunhais e marcada por pilastras de cantaria almofadada de aparelho rústico, que separam os cinco panos do corpo único, os extremos mostram ligeiro avançamento, apresentando uma composição simétrica. No pano central rasga-se portal em arco pleno, ladeado por pilastras almofadadas, superiormente estriadas sobre gotas e com fecho igualmente estriado; a eixo deste, no piso nobre, uma janela de sacada com varandim de ferro forjado em arco rebaixado com fecho volutado encimado por concha e ladeado por festões. Remate em frontão.

    Nos panos intermédios rasgam-se três janelas rectangulares com recortes laterais e superiores onde se apoiam mísulas volutadas sob os varandins de ferro forjado das três janelas de sacada, de moldura rectangular recortada, encimadas por cornijas diminutas do piso nobre. Nos panos extremos duas portas rectangulares, com recortes laterais e superiores (a do extremo direito transformada em janela e gradeada), onde se apoiam mísulas volutadas sob os varandins de ferro forjado de duas janelas de sacada, de moldura rectangular recortada, encimadas por cornijas diminutas. Remate em friso vazado por óculos elípticos, encimado por cornija sob beiral. Sobre o telhado elevam-se três trapeiras e quatro chaminés.

    Fachada sudoeste

    Voltada a amplo jardim de buxo, murado e gradeado. É constituída por três corpos, o central recuado ao nível do piso nobre, provido de terraço em avançamento com duas escadas de lanços simétricos e divergentes, e os corpos extremos, avançados e delimitados por cunhais de cantaria almofadada rusticada no piso 0 e lisa no piso 1, sendo os pisos separados por friso em todas as fachadas.

    O corpo central, entre as escadas, delimitado por cunhais de cantaria almofadada rusticada, possui três janelas gradeadas em arco rebaixado, tendo de cada lado um pano recuado onde se encosta a escadaria, no qual se abre uma porta rectangular encimada por vão transversal e dois óculos de moldura circular. Em cada um dos panos da escada, uma porta rectangular e no da esquerda uma janela quadrangular. Escadas e terraço com guardas de pedra formando desenho ovalado, intercaladas por pequenos pilares apainelados encimados por vasos de pedra e grandes pinhas sobre os cunhais do corpo central. No piso 1, recuado e abrindo para o terraço, o pano central apresenta um corpo saliente trapezoidal, tendo em cada face uma porta-janela em arco pleno com chave volutada encimada por concha e ladeada por festões vegetalistas; os panos laterais possuem portas-janela de moldura rectangular com recorte lateral sob cornija diminuta, que se repete no único vão que se abre em cada uma das faces laterais dos corpos extremos; estes possuem, nas faces frontais, duas janelas rectangulares em cada piso, as superiores de recorte lateral sob cornija diminuta. O remate é em friso liso onde se rasgam óculos elípticos, encimado por cornija sob beiral, elevando-se em frontão rematado por esfera armilar de ferro e ladeado por fogaréus, a eixo da face central do corpo trapezoidal.

    Fachada sudeste

    Piso 0 com embasamento alto e uma pequena escada que dá acesso a uma porta de moldura rectangular, à esquerda, seguindo-se três janelas igualmente rectangulares. No piso superior, três janelas de moldura rectangular sob cornija diminuta e à direita uma janela estreita. Remate idêntico ao das restantes fachadas.

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    ARAÚJO, Norberto de – Inventário de Lisboa, fasc. 4, Lisboa, 1946.

    CONSIGLIERI, Carlos, RIBEIRO, Filomena, VARGAS, José Manuel, ABEL, Marília – Pelas freguesias de Lisboa. Benfica. Carnide. Ameixoeira. Charneca. Lumiar, Lisboa, 1993.

    FERREIRA, Jorge Rodrigues – São Domingos de Benfica: Roteiro, Lisboa, 1991.

    MACHADO, Cirilo Wolkmar – Collecção de Memórias Relativas às Vidas dos Pintores, e Escultores, Architectos, e Gravadores Portugueses, e dos Estrangeiros que Estiveram em Portugal, Lisboa, 1823.

    PROENÇA, Álvaro padre – Benfica Através dos Tempos, Lisboa, 1964.

    Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Lisboa, João Romano Torres, 1904-1915, vol. III, pp. 313-316; vol. VI, pp. 61, 62.

    VALE, Teresa e GOMES, Carlos – Palácio dos Condes de Farrobo / Palácio das Laranjeiras e Teatro Tália, ficha IPA.00003183, IHRU, 1993.

    VITERBO, Francisco M. de Sousa – Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, vols. II e III, Lisboa, 1922.

    Séc. XVIII

    1779 – o desembargador Luís Rebelo Quintela adquiriu a quinta das Laranjeiras por 24 contos de reis.

    Séc. XIX

    1802 – Joaquim Pedro Quintela (1748/1817), 1º barão do mesmo nome, herdou a propriedade do tio, Luís Rebelo Quintela, e deu início à edificação do palácio, segundo projecto de um outro tio, o padre oratoriano Bartolomeu Quintela. Os tectos foram pintados por António Manuel da Fonseca (1796-1890) e estucados por João Paulo da Silva e Felice Salla.

    1820 – construção do teatro Tália, dentro da quinta, junto à entrada principal do palácio, promovida pelo 2º barão de Quintela, Joaquim Pedro Quintela (1801/1869), grande apreciador de teatro e de ópera.

    1833, 4 de Abril – Joaquim Pedro Quintela, 2º barão de Quintela, recebeu o título de 1º conde de Farrobo.

    1842 / 1843 – reconstrução do teatro conforme projecto do arquitecto Fortunato Lodi.

    1862, 9 de Setembro – o interior do teatro foi totalmente destruído por um incêndio.

    1874 – venda em hasta pública da quinta ao duque de Abrantes y Liñares, que restaurou o palácio.

    1877, 11 de Abril – aquisição da quinta pelo comendador José Pereira Soares, que a acrescentou à Mata das Águas Boas e à Quinta dos Barbacenas.

    Séc. XX

    1903, 30 de Junho – a propriedade passou para a posse do conde de Burnay.

    1905 – cedência dos terrenos da antiga quinta e da Mata das Águas Boas para instalação do Jardim Zoológico, permanecendo o palácio e o seu jardim na posse da família Burnay.

    1939 – compra do palácio e dos jardins anexos pelo Ministério do Ultramar.

    Década de 1980 – instalação no palácio de serviços da Secretaria de Estado da Juventude.

    1993 – foi instalado no palácio o gabinete do ministro adjunto para os Assuntos Parlamentares, os serviços da Secretaria de Estado da Juventude, a Comissão Interministerial “Projecto Vida” e o gabinete dos Assuntos Europeus.

    2000 – instalação no edifício do gabinete do ministro da Reforma do Estado e da Administração Pública; projecto de recuperação e adaptação do teatro Tália a auditório polivalente.

    Séc. XXI

    2002 – instalação no palácio do gabinete do ministro da Ciência e do Ensino Superior.

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Alexandre Lousada – Azulejaria

    Isabel Mendonça – Estuques

    Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia) / Pintura Decorativa / Decoração diversa

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

    Piso 0

    Tem a entrada de aparato situada a Noroeste. Esta compreende um vestíbulo com distribuição para o piso térreo e para o Piso Nobre (1) por uma escada de aparato junto à fachada a Nordeste. No Piso térreo o vestíbulo comunica ainda com as diversas divisões ortogonais intercomunicantes de cariz particular. Verifica-se um desenho em U destinado a zonas particulares reservando o interior deste U para os serviços da cozinha e restantes divisões afectas ao serviço. As divisões situam-se sempre de forma perpendicular à fachada e restantes alçados, o corredor central em U que circunda a cozinha é ortogonal, mas irregular.

     

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    Piso 1

    Com acesso pela escadaria de aparato acede-se à sala vaga ou sala de espera e daqui segue-se a distribuição por outras duas camaras. A comunicação Nobre faz-se pela passagem da segunda sala após a escada de aparato para uma camara e desta para o Salão Nobre hexagonal situado ao centro do alçado posterior. A Sudeste situa-se uma zona de apartamento privado e a Noroeste situa-se o apartamento privado com gabinete. Esta zona corresponde ao apartamento de género masculino e terá correspondido aos aposentos privados do 1º Conde Farrobo.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Lambril de azulejos em azul e branco da primeira metade do século XVIII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por um friso com enrolamentos vegetalistas.

     

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    Piso 1, divisão 9

    Rodapé com barra de azulejos policromados da segunda metade do século XVIII, com marmoreados e um friso com um filete.

     

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    Piso 1, divisão 12

    Lambril de de azulejos policromados da segunda metade do século XVIII. Painéis ornamentados com uma moldura em trompe l’oeil, marmoreados e florões.

     

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    Piso 1, divisão 15

    Lambril de de azulejos policromados da segunda metade do século XVIII. Painéis ornamentados com uma moldura em trompe l’oeil e marmoreados.

     

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    Piso 0, divisão 1

    O tecto do átrio, de um plano, é enquadrado por friso enlaçado de folhas de loureiro. Em redor da pintura central, emoldurada por friso de óvulos e dardos, dispõem-se quatro plumas atadas por fitas, intercaladas por quatro grandes conchas, a meio de cada um dos lados, e por florões, nos cantos. O tecto do patamar de acesso à escada nobre, também de um plano, é preenchido por uma malha de motivos hexagonais centrados por círculos. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 0, divisão 2

    O tecto, de um plano rectilíneo, é preenchido por enrolamentos vegetalistas dispostos em torno de uma rosácea central; na faixa envolvente dispõem-se bustos com coroas de louros, dentro de medalhões circulares, alternando com ramos de flores, a meio de cada um dos lados. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 0, divisão 4

    No oratório do palácio, duas pilastras de fuste liso e capitéis jónicos enquadraram outrora a tela do altar.

     

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    Piso 1, divisão 1

    As portas e portas-janelas da caixa da escada são rematadas por frontões de volutas, decorados com grinaldas e festões de folhas de louro, suspensos de uma cartela central. O tecto, em forma de masseira de cantos arredondados, é enquadrado por sanca percorrida por dois frisos: um franjado, o outro de óvulos e dardos. Em torno do pano central, uma moldura com folhas de louro atadas por fitas; dos lados da pintura central, dispõem-se plumas enlaçadas. Os panos oblíquos são percorridos por grinaldas e festões de folhas de louro, suspensos de olhais e rosetas; a meio dos lados maiores figuram duas cartelas de concheados, centradas por panóplias de arcos, flechas e maças. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 2

    Tecto em masseira de cantos arredondados, envolvido por sanca decorada com dois frisos: um de óvulos e dardos, o outro de rosetas enlaçadas. A meio do pano central, uma rosácea de folhas de acanto e flores, dentro de reserva circular, é enquadrada, no eixo longitudinal do tecto, por liras e cornucópias em aspa, repletas de flores e frutos, rodeadas de ramos de loureiro. Nos lados menores dos panos oblíquos dispõem-se dois medalhões, um com um carcás de setas e um arco, suspensos por fitas, o outro com uma panóplia de instrumentos igualmente suspensa por fitas, conjugando o caduceu de Mercúrio, um esquadro e uma flauta de Pan. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 3

    Sobre as vergas das portas dispõem-se cestos com frutos enquadrados por ramagens e panejamentos suspensos de olhais. As telas aplicadas nas paredes têm molduras de folhas de louro, com rosetas nos cantos. Tecto em masseira de cantos arredondados, envolvido por sanca decorada com um friso de folhagem. Dos dois lados da pintura central, rodeada por moldura de óvulos e dardos, dispõem-se panóplias de instrumentos agrícolas atados por fitas suspensas de olhais. Os panos oblíquos são percorridos por ramos de videira suspensos de rosetas e de grandes conchas, nos lados menores; nos quatro cantos do tecto, dentro de reservas, cestos repletos de frutos, enquadrados por panejamentos e ramagens. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 4

    Pilastras estriadas marcam os ângulos da sala, de planta octogonal. Tecto em masseira com sanca envolvente decorada por vários frisos: de folhagem, de mútulos e contas. O pano central é preenchido por uma malha de caixotões octogonais centrados por rosetas. Os panos oblíquos, delimitados por frisos de folhas de louro, são decorados por painéis em que se repetem, alternadamente, urnas-fogaréus rodeadas de ramos de videira e cabeças de bode com idêntico enquadramento; no painel sobre a porta de entrada, estão representadas cornucópias em aspa, repletas de flores e frutos. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 5

    As telas aplicadas nas paredes mostram molduras de folhas de louro enlaçadas, com rosetas nos cantos. Tecto em masseira de cantos arredondados, envolvido por sanca decorada com vários frisos. Abaixo da sanca corre uma moldura de folhas de louro atadas. A pintura do pano central do tecto, com moldura de toros enlaçados, é rodeada por plumas cruzadas e por conchas com ramos de flores. Os panos laterais são percorridos por grinaldas com ramagens de loureiro suspensas de olhais, interrompidas, a meio dos lados maiores, por cabeças de veados de cujas hastes pendem ramagens floridas. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 6

    O tecto, de um plano rectilíneo, é centrado por panóplia de instrumentos musicais, associados a um caduceu, a ferramentas agrícolas e a ramagens de videira com cachos de uvas. Em seu redor, dispõem-se finas hastes vegetalistas e panejamentos suspensos de olhais. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 7

    Tecto em masseira de cantos arredondados. Em torno da pintura central, dispõem-se vários painéis com mascarões femininos rodeados por finos enrolamentos vegetalistas. Nos panos laterais os medalhões com pinturas têm molduras de toros enlaçados, rodeadas por plumas entrecruzadas e ramagens de loureiro. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 8

    As paredes são decoradas por rosetas e meandros, aplicados em lambris e sobreportas. Os panos do tecto, em cúpula oitavada, são delimitados por toros de folhas de louro enlaçadas, a que se sobrepõem cabecinhas aladas; em redor dos painéis pintados corre um friso de toros enlaçados; as trompas são preenchidas por grandes rosetas. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 9

    Tecto em masseira, com panóplias decorando os panos oblíquos: uma trompa de caça e dois aguilhões, nos panos menores, duas hastes de plantas aquáticas atadas a uma flauta de Pan, nos maiores; nas arestas grandes conchas rodeadas de ramagens. Em redor do pano central corre uma moldura de folhas de louro enlaçadas. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 10

    Tecto em masseira, com as arestas decoradas por faixas com rosetas e discos encadeados. A pintura central é rodeada por friso de folhas de louro. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 11

    Tecto em masseira, com as arestas decoradas por faixas com palmetas. Em redor do pano central um friso de fitas enroladas. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 13

    Tecto em masseira de cantos arredondados, envolvido por sanca decorada com vários frisos. Nos panos laterais dispõem-se painéis com motivos decorativos e alegóricos associados ao amor: nos lados menores panóplias com um carcás de setas e um arco, uma tocha e um carcás de setas; nos lados maiores, a meio de enrolamentos vegetalistas, figuram duas pombas debicando-se e uma pomba no ninho. Nos cantos painéis decorados com albarradas. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 14

    Tecto sanqueado com o pano central delimitado por friso de meandros. Os panos oblíquos são percorridos por grinaldas e festões de rosas. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 15

    O tecto, de um plano rectilíneo, é centrado por reserva circular decorada por roseta central rodeada por fitas entrelaçadas e ramagens. Estuques da 1ª metade do século XIX.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Tecto com pintura decorativa do século XIX com cena alegórica inserida num medalhão, com anjos e cestos com flores e frutas.

     

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    Piso 0, divisão 4

    Tecto com pintura decorativa do século XIX/XX, assinada por Ordoñez. Cena com uma figura feminina celestial carregando uma cruz, com a inscrição “S. Ordoñez” no canto inferior direito, e cena representando pombos.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Tecto com pintura central perspectivada em moldura elíptica recortada de temática mitológica, figurando Amor e Psyche, observados por vários deuses no Olimpo, tendo inferiormente à esquerda um putto alado segurando o brasão de armas real inscrito num medalhão.

     

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    Piso 1, divisão 4

    Tecto com pintura da 1ª metade do século XIX. Cena inscrita numa reserva figurando o concílio dos deuses no Olimpo.

     

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    Piso 1, divisão 5

    Tecto com pintura da 1ª metade do século XIX. Reserva central com a representação de uma águia numa paisagem campestre e medalhões nos quatro cantos com cenas de caça e putti.

    Paredes com cinco painéis com cena galante num jardim e cenas com figuras em paisagens campestres e fluviais.

     

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    Piso 1, divisão 9

    Tecto com pintura da 1ª metade do século XIX. Reserva no centro do tecto com cena mitológica figurando Pan e Syrinx.

     

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    Piso 1, divisão 10

    Tecto com pintura da 1ª metade do século XIX. Medalhão no centro do tecto com cena mitológica figurando a deusa Flora.

     

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    Piso 1, divisão 11

    Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Reserva circular no centro do tecto com uma alegoria à Abundância.

     

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    Piso 1, divisão 12

    Tecto com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Medalhão no centro do tecto com uma cena representando uma figura feminina dormindo junto de duas crianças numa paisagem campestre e com dois pombos, beijando-se, uma alegoria ao Amor.

     

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    Piso 1, divisão 14

    Tecto e paredes com pintura decorativa do século XIX. Reserva circular no centro do tecto com uma cena representando duas crianças debruçadas sobre um tanque de água numa paisagem campestre. Paredes com uma composição em trompe l’oeil formada por uma cercadura com painéis com paisagens campestres e fluviais e cenas com músico. Painéis alternados por reservas com bustos que rematam barras verticais, decoradas com pingentes, cabochões, fitas, elementos vegetalistas estilizados, pérolas e serpentes.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Átrio delimitado por grandes arcos de pedra calcária em asa-de-cesto, sobre pilastras facetadas e escalonadas com as faces perfiladas, pares de círculos concêntricos em relevo nos ábacos e enjuntas almofadadas.

    Óculo elíptico moldurado de pedra calcária, com fecho estriado.

    Janelões com molduras rectangulares de pedra calcária, lateral e superiormente recortadas.

    Porta e bandeira envidraçadas com caixilhos de madeira compondo formas geométricas.

    Pavimentos de mosaicos cerâmicos pretos e brancos formando losangos e em pedra calcária e mármore branco, vermelho e negro compondo uma cruz sobreposta por um grande losango centrado por círculo.

     

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    Piso 0, divisão 3

    Arcada de três grandes arcos de perfil rebaixado sobre pilares e vãos rectangulares de molduras pétreas calcárias.

    Grande mesa de tampo rectangular de pedra calcária sobre pés em forma de urna do mesmo material.

    Grande arco em asa de cesto constituindo abóbada estreita sobre pilares provida de respiradouros, a envolver outro arco menor entre dois arcos plenos.

    Série de ganchos metálicos cravados nos silhares de pedra calcária que revestem a parede, nos ábacos dos pilares e no friso onde se apoia a abóbada.

     

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    Piso 0, divisão 4

    Portadas de madeira com ferragens metálicas pintadas de branco, com pequena tranca em forma de cauda de andorinha.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Escadaria de pedra com patamar de pavimento de pedra calcária vermelha onde se inscreve losango de mármore negro.

    Guarda de ferro fundido pintado de branco e dourado, com motivos geométricos, volutas e florões de onde se eleva fino elemento torso.

    Paredes apaineladas.

    Porta do topo com moldura pétrea em arco pleno perfilado por cornija curva estriada, unidos por fecho em forma de pequena lanterna. No eixo da porta a sanca eleva-se em curvatura paralela à do arco.

    Porta lateral com moldura rectangular de pedra, encimada por decoração em estuque pintado formando frontão recortado com volutas de onde pende uma grinalda ladeada por festões.

     

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    Piso 1, divisão 2

    Nicho contendo vaso gomado, em arco pleno moldurado de pedra calcária vermelha com fecho concheado e fundo pintado a imitar mármore.

    Lareira com vão de pedra calcária rosa, preenchido com estrutura metálica decorada com motivos vegetalistas estilizados, enquadrada por pés-direitos de madeira pintados de branco, talhados com relevos vegetalistas estilizados que se elevam de uma urna e encimados por capitel de palmetas e por uma flor circular que ladeiam o motivo central: uma urna de cujas asas pende um festão flanqueado por caneluras, tudo sob um friso denteado.

     

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    Piso 1, divisão 5

    Lareira de mármore branco com guarda-fogo de ferro fundido formando rede e pedra superior recortada em formas curvas, centrada por concha entre ramagens com folhas e flores, apoiada lateralmente em consolas decoradas com grandes folhas de acanto recortadas e enroladas.

     

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    Piso 1, divisão 11

    Porta com moldura de madeira lateral e superiormente recortada, encimada por cornija sob a sanca.

     

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