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    Palácio da Mitra

    Palácio da Mitra
    XVIII
    Portugal

    Giacomo Antonio Canevari, Carlos Mardel, Rodrigo Franco (arquitectos), Bartolomeu Antunes e Nicolau de Freitas (pintores de azulejo)

    Rua do Açucar,56 Lisboa
    38.739679
    -9.193080
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    Constituindo um interessante exemplar de arquitectura palaciana joanina, o Palácio da Mitra mantém um programa de pendor tradicional, com a entrada na fachada lateral sobre um pátio de recebimento envolvido por altos muros. No muro de entrada rasga-se um belo portal rematado com as armas do cardeal D.Tomás de Almeida, conferindo ao conjunto uma animação fortemente barroca. Digno de nota é, ainda, o programa das escadarias reais de grandes proporções, constituídas por dois lances simétricos e um segundo lance central de acesso ao patamar de entrada do piso nobre, no último piso.  As escadarias recebem uma decoração de azulejaria barroca em azul e branco, de grande qualidade estética, que se estende por todo o andar nobre. 

     

    Actualmente inserido na malha da cidade no interior de um lote, o palácio da Mitra corresponde a uma parte do conjunto edificado que foi residência de campo dos arcebispos de Lisboa. Este inseria-se numa quinta de recreio, de que hoje resta o edifício nobre e parte do jardim de aparato, a Norte. Localiza-se na freguesia de Marvila entre a rua do Açúcar e o beco da Mitra. Situa-se num lote em “L”, ocupado por pátio de recebimento, palácio e jardim. Tem actualmente duas entradas para o pátio de recebimento, sendo a primitiva a que comunica com a rua do Açúcar, antiga rua Direita do Poço do Bispo. Na zona fronteira, a residência usufruía de um porto particular no rio Tejo. O palácio tem a sua fachada Sul em contacto com a actual rua do Açúcar, alinhada com o muro do pátio de recebimento desenvolvido para Poente.

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    A morfologia do edifício assenta na composição de um prisma rectangular regular de dois pisos. O piso 0 é sobrelevado em relação ao pátio de recebimento e o acesso faz-se por uma escada exterior com continuidade no interior. O piso 1 corresponde ao piso nobre e está em contacto directo com o jardim terraço a Norte. A sua cobertura é de quatro águas. A sua implantação tem duas cotas de nível, a do pátio de recebimento e a do jardim terraço. Este situa-se numa cota elevada em relação à rua do Açúcar, para onde tem uma varanda balaustrada e comunica directamente com as divisões de aparato a Norte do palácio, no piso 1.

    morfologia

    Frontaria voltada a Oeste, para o pátio de honra, murado e gradeado, centrado por grande portão, tendo no canto sudoeste, à face do muro, um corpo de planta quadrangular rematado por mirante, servido por porta de verga recta e ligado a um pano de muro alto que corre a todo o comprimento do pátio, do lado sul, encimado por passadiço com varandim de ferro sobre modilhões contracurvados, e vazado por dois vãos de janela rectangulares que ladeiam portão de ferro forjado com moldura em arco pleno; do lado oposto um murete com bancos inscritos.

    A fachada principal do edifício é de pano único, delimitado por cunhais de cantaria aparelhada regular, e dois pisos separados por friso liso. O piso 0 é sobre-elevado e provido duma escadaria de dois lanços convergentes transversais com patamar central, com guardas de ferro forjado. À parede da escadaria adossa-se uma fonte de tanque lobulado de rebordo saliente, e bica em forma de carranca.

    Ao centro do patamar, portal de moldura pétrea de cantos curvos encimado por óculo elíptico inscrito num espelho de moldura curvilínea de segmentos rematado por cornija contracurvada sobre mísula estriada com pendentes. À esquerda do portal uma janela rectangular encimada por bandeira transversal cega e perifericamente, com acesso por quatro degraus que ladeiam a escadaria, duas portas de moldura rectangular ligadas a eixo a duas janelas iguais à anterior.

    No piso nobre abrem-se quatro janelas de sacada com varandins de ferro, de moldura rectangular rematada por cornija rectilínea.

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    Fachada Norte

    Pano único delimitado por cunhais, com dois pisos separados por friso perfilado. O piso 0 é elevado, nivelado com o da frontaria, e marcado por nove janelas de moldura rectangular, as três da direita cegas.

    Piso nobre vazado por nove janelas de sacada idênticas à da fachada principal.

    Fachada Sul

    Voltada à rua do Açúcar. É antecedida à esquerda pelo muro do pátio, possuindo um embasamento alto, com uma pilastra a marcar o corpo do mirante. As janelas que ladeiam o portão são de verga recta e extradorso de lanços curvilíneos e rectos. A moldura do portão é em arco pleno de aduelas almofadadas, coroado por pedra-de-armas no fecho e flanqueado por pilastras postas em oblíquo sobre fundo de aparelho fendido, estas encimadas por grandes consolas volutadas, sobre as quais assenta o entablamento. Na bandeira do portão, igualmente em ferro forjado, as armas do cardeal patriarca D. Tomás de Almeida. O varandim do adarve é intercalado com pilaretes almofadados que sustentam fogaréus e duas urnas decoradas com festões a eixo das pilastras do portal.

    O pano único do palácio possui um embasamento muito elevado e dois pisos alinhados com os da frontaria, separados por friso perfilado. No piso inferior abrem-se nove janelas de moldura rectangular, iguais às da fachada principal, e no andar nobre nove janelas de sacada rectangulares com varandim de ferro sobre base curvilínea.

    À direita, separado por pilastra que se transforma em cunhal ao nível do piso nobre, pano de muro do jardim, rematado por balaustrada intercalada por pilaretes almofadados.

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    Fachada Posterior

    Voltada a Este, está inferiormente adossada à plataforma do jardim. Apresenta cinco portas-janelas de molduras pétreas rectangulares, encimadas por friso e cornija intercaladas por silhar de azulejos figurativos azuis e brancos.

    Todo o edifício é rematado por cornija sob beiral.

    ARAÚJO, Norberto de – Peregrinações em Lisboa, livro XV, Lisboa, 2.ª edição, 1993.

    BARBOSA, Fernando António da Costa de – Elogio Historico, Vida e Morte do Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal D. Thomás de Almeida, 1° Patriarca da Santa Igreja de Lisboa, Capelão-mor de S. Magestade Fidelissima e seu Conselheiro de Estado (…), Lisboa, Officina de Miguel Rodrigues, 1774.

    BARBOSA, Vilhena – “Fragmentos de um Roteiro de Lisboa: Arrabaldes de Lisboa”, in: Archivo Pittoresco, vol. VII, Lisboa, 1864.

    CASTILHO, Júlio de – Lisboa Antiga: Bairros Orientais, vol. VIII, Lisboa, 2ª ed., 1937.

    CASTRO, Padre João Baptista de – Portugal Antigo e Moderno, tomo 3, parte V, Lisboa, 1763.

    DELGADO, Ralph – “O lugar de Marvila e a Quinta da Mitra”, in Olisipo, nº 103, Lisboa, Junho de 1963.

    MATOS, José Sarmento de e PAULO, Jorge Ferreira – Caminho do Oriente: Guia Histórico, Lisboa, 1999.

    MECO, José – “O Palácio da Mitra em Lisboa e os seus azulejos”, in: Revista Municipal, nº 12, 13 e 14, . Lisboa: 1985.

    PARDAL, Maria João Martins – Palácio da Mitra, Lisboa, Sete Caminhos, 2004.

    SOROMENHO, Miguel – “Palácio da Mitra”, in Dicionário da História de Lisboa (dir. de Francisco Santana e Eduardo Sucena), Lisboa, Carlos Quintas e Associados, 1994, pp. 583, 584.

    VALE, Teresa Vale, FERREIRA, Maria, CORREIA, Paula e FIGUEIREDO, Paula – Palácio da Mitra / Quinta da Mitra / Quinta de Marvila / Quinta do Arcebispo, ficha IPA.00010671, IHRU, 2002 e 2010. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=10671

    Documentação: TT, Orfanológicos, Letra C, Maço 82, nº 1

    Autos de inventário que se faz dos bens que ficaram por falecimento do Eminentíssimo senhor Cardeal Patriarca, o qual se continua com os Ilustríssimos e Excelentíssimos senhores Marquês do Lavradio, Principais de Alarcão e Almeida e o Conde de Avintes, seus sobrinhos e testamenteiros – 1754.

     

    Século XVII

    Último terço – construção de casas nobres na quinta de Marvila por iniciativa do arcebispo D. Luís de Sousa. A quinta erguia-se em propriedades doadas por D. Afonso Henriques ao bispo D. Gilberto, em meados do século XII.

    Século XVIII

    1.ª metade – construção do novo palácio a partir das casas aí existentes, com uma capela anexa dedicada a Nossa Senhora da Conceição. O projecto tem sido atribuído a Giacomo Antonio Canevari, com a possível participação dos arquitectos Carlos Mardel e Rodrigo Franco. Em frente ao palácio foi edificado um cais privativo delimitado por dois obeliscos.

    Séc. XIX

    1845, 7 Maio ­ o bispo D. frei Francisco de São Luís (cardeal Saraiva) faleceu no palácio, sendo as suas vísceras enterradas na capela.

    1864 ­ venda do palácio ao marquês de Salamanca, D. José Saldanha, pelo cardeal D. Manuel Bento Rodrigues, por 10:000$000, montante utilizado para financiar a compra do palácio dos Condes de Barbacena, no Campo de Santa Clara.

    1874 ­ venda do palácio por cerca de 54.000$00 a Horatio Justus Perry, encarregado de negócios dos EUA em Madrid, casado com a poetisa espanhola Carolina Coronado.

    Último terço ­ obras de remodelação dos interiores: colocação de fogões de mármore nas salas do andar nobre; transformação de um oratório elíptico em sala, com a abertura de portas laterais.

    Séc. XX

    1912 ­ a propriedade, já então hipotecada, foi adquirida por António Centeno.

    1913 ­ após a morte de Carolina Coronado, o palácio foi vendido a Francisco de Moura e Sá e a Manuel Fuentes Peres.

    1913 / 1925 ­ Manuel Fuertes Peres fundou com Ernesto Henriques Seixas a Fábrica de Metalurgia Seixas. Foram então construídos pavilhões e armazéns no prolongamento do pátio, no local das antigas cocheiras, demolidas na altura.

    1930, 15 de Abril ­ a Câmara Municipal comprou o palácio e anexos por 4.000 contos, para aí instalar um matadouro, projecto nunca concretizado; instalação no local da Estação de Limpeza Oriental.

    1933, 4 Maio ­ o Asilo da Mitra foi instalado nos barracões da extinta Fábrica Seixas.

    1934, inícios ­ obras de reconstrução do piso inferior para instalação da Biblioteca Municipal do Poço do Bispo, segundo projecto do arquitecto Fiel Viterbo: desapareceu então a antiga cozinha e foi demolida a capela de planta elíptica, adossada do lado norte, cujo recheio foi devolvido ao patriarcado, excepto os painéis de azulejo, transportados para o Palácio Galveias e hoje no Museu da Cidade.

    Década de 40 ­ construção de um torreão no muro do pátio.

    1941 ­ instalação do Museu da Cidade.

    1942 ­ remodelação do pátio de acesso, após demolição de um edifício em ruínas anexo, conforme projecto dos arquitectos António Ribeiro Martins e Henrique Taveira Soares.

    1973 ­ o Museu da Cidade deixou as instalações no palácio da Mitra, transferindo-se para o palácio Pimenta. O andar térreo foi então cedido ao grupo “Amigos de Lisboa” para instalação da sua sede e biblioteca e o andar nobre destinado aos serviços de protocolo da Câmara Municipal de Lisboa.

    Séc. XXI

    2003 ­ os “Amigos de Lisboa” deixaram o edifício.

    2008 ­ parte do piso nobre foi cedido à ANAFRE.

    CML: Departamento de Administração do Património Imobiliário, Arquivo de Obras, Processo n.º 41.556

    CML: Arquivo Fotográfico, Fotografias A 5871, P 5979, A 21.613

    Notariado da C.M.L., Livro de Notas 238A e 11 A

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Alexandre Lousada – Azulejaria / Pintura Decorativa

    Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia) / Decoração diversa

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

    Piso 0

    Este piso situa-se elevado em relação à rua, sendo a sua altura vencida por uma escadaria exterior. A sua organização compreende uma zona privada junto à fachada oeste, voltada para o rio Tejo.

    Ao centro situa-se o acesso ao palácio pela fachada sul, por um lanço de escadas e pequeno vestíbulo. Nesta zona encontram-se três divisões ortogonais, intercomunicantes com as divisões a Este e a um corredor que comunica com a caixa de escadas de aparato e acede às divisões junto à fachada oeste.

    A Oeste situam-se três divisões intercomunicantes, correspondentes a uma zona de serviços, com janelas de grande dimensão, sobre-elevadas ao piso. Junto a esta fachada, por baixo da caixa de escadas de aparato, situa-se uma divisão que, pelas dimensões reduzidas, terá sido ocupada por serviços, em ligação com o exterior, onde grande parte dos serviços deste palácio se situava, num conjunto edificado destruído em 1934.

     

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    Piso 1

    O andar nobre do palácio da Mitra situa-se num primeiro piso bastante elevado e está rodeado em todas as fachadas por vãos. Nas fachadas Este, Sul e Oeste as janelas são de sacada. A fachada Norte apresenta um conjunto de cinco vãos de comunicação com um jardim, sobre-elevado em relação às restantes fachadas.

    A sua organização interior é marcada por sete divisões ortogonais e intercomunicantes, dispostas em comunicação directa com as quatro fachadas. A zona central contém uma divisão oval e um corredor que comunica com a caixa de escadas de aparato. Junto a este corredor situa-se uma escada de serviço de acesso à cobertura, sendo que aqui poderia ter existido igual comunicação com a zona de serviços do piso inferior.

    A caixa de escadas nobres tem a configuração de “escadas reais”. Através do patamar intermédio central, fazia-se outrora a comunicação com a tribuna da capela, de planta elíptica, destruída em 1934, através de uma porta ainda existente, entretanto encerrada. Na sala vaga existe ainda um vão de acesso a um varandim que permitiria a comunicação com um outro edifício do conjunto, já demolido, situado a Sul, que juntamente com um outro, a Sudoeste, originava o pátio murado na entrada nobre do conjunto edificado do palácio da Mitra.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco de meados do século XVIII. Painéis com cenas de caça ao javali, veado e urso. Painéis com cenas de frades em paisagens campestres. Cercadura com elementos geométricos e vegetalistas, urnas, conchas, mascarões e “asas de morcego”.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com balaustradas e urnas em trompe l’oeil sobre paisagens campestres, delimitados por um remate com elementos geométricos e vegetalistas, mascarões e gradinhas.

     

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    Piso 0, divisão 3

    Lambril de azulejos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por uma cercadura com enrolamentos vegetalistas e mascarões. Rodapé com um friso ornamentado com florões.

     

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    Piso 0, divisão 4

    Lambril de azulejos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por uma cercadura com enrolamentos vegetalistas. Rodapé com um friso ornamentado com florões.

     

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    Piso 0, divisão 5

    Lambril de azulejos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por uma cercadura com enrolamentos vegetalistas e mascarões. Rodapé com um friso ornamentado com florões.

     

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    Piso 0, divisão 6

    Lambril de azulejos em azul e branco de “figura avulsa” da 1ª metade do século XVIII, delimitados por uma cercadura com elementos em curva e contracurva e flores quadrilobadas. Rodapé com um friso ornamentado com florões.

     

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    Piso 0, divisão 7

    Lambril de azulejos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis ornamentados com albarradas, delimitados por uma cercadura com enrolamentos vegetalistas e mascarões. Rodapé com um friso ornamentado com óvulos.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Lambril de azulejos policromados figurativos e ornamentais da 1ª metade do século XVIII. Painéis com balaustradas e urnas em trompe l’oeil sobre paisagens campestres e cena sobre a construção de um edifício. Painéis com uma composição composta por ferroneries, pássaros, grifos, folhagens, flores e grinaldas, delimitados por uma cercadura com elementos vegetalistas, conchas e um friso de óvulos. Painéis com figuras alegóricas com as inscrições “Fogo”, “Terra”, “Água” e “Ar”.

     

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    Piso 1, divisão 2

    Lambril de azulejos em azul e branco da primeira metade do século XVIII. Painéis com uma composição composta por enrolamentos vegetalistas, flores, mascarões, carrancas e sanefas, delimitados por uma cercadura com elementos vegetalistas, cartelas, conchas e um friso de óvulos.

     

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    Piso 1, divisão 3

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas em paisagens campestres e fluviais, enquadrados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, geométricos, vegetalistas, cabeças de anjo, mascarões, carrancas, grinaldas, conchas, florões e óvulos.

     

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    Piso 1, divisão 4

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com uma composição composta por ferroneries, pássaros, folhagens, flores, sanefas, carrancas e medalhões com retratos, delimitados por uma cercadura com elementos geométricos, folhagens e mascarões.

     

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    Piso 1, divisão 5

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas de caça e cenas em paisagens campestres e fluviais, delimitados por um enquadramento ornamental com elementos arquitectónicos, elementos vegetalistas, cabeças de anjo, mascarões, grinaldas e cartelas.

     

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    Piso 1, divisão 6

    Lambril de azulejos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com uma composição composta por enrolamentos vegetalistas, flores, mascarões, carrancas e sanefas, delimitados por uma cercadura com elementos vegetalistas, cartelas e um friso de óvulos.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Tecto em caixotões com pintura decorativa do século XVIII. Decoração composta por rosetas, folhagens estilizadas e conchas em trompe l’oeil. Pintura heráldica, com a seguinte composição: escudo de formato ovado, com armas plenas de Almeida (de vermelho, seis besantes entre uma dobre-cruz, tudo de ouro), assente sobre uma cartela de volutas e concheados de ouro, tendo sotopostos um ramo de palma e outro de carvalho, ambos de verde e passados em aspa; o escudo é encimado por uma cabeça de querubim com coronel de nobreza, tudo de ouro, por sua vez encimada por uma tiara de prata guarnecida de duas fiadas de pedras preciosas e com suas fíbulas de vermelho (note-se que a coroa do querubim constitui assim, de certo modo, a primeira das três que formam o triregnum pontifício). Este conjunto heráldico corresponde às armas do cardeal D. Tomás de Almeida, primeiro Patriarca de Lisboa

     

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    Piso 1, divisão 2

    Tecto em caixotões com pintura decorativa do século XVIII. Decoração composta por rosetas, folhagens estilizadas e conchas em trompe l’oeil.

     

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    Piso 1, divisão 3

    Tecto em caixotões com pintura decorativa do século XVIII. Painel central com um florão enquadrado por elementos vegetalistas estilizados e folhagens e, nas extremidades, com conchas. Painéis nos planos esconsos, no topo e cantos com rosetas, folhagens, elementos vegetalistas estilizados e conchas.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Escadaria de dois lanços e dois patamares, com corrimões e guardas de pedra calcária de balaústres, com bojos colocados em posição alternada, apoiados em pilares paralelepipédicos moldurados sobre plintos lisos.

    Porta de moldura pétrea em arco pleno sobre pilastras, encimadas por mísulas em forma de estípite decoradas com série de cartelas escalonadas em relevo, inferiormente rematadas com borla.

    Porta em arco rebaixado envolto e encimado por moldura recortada de segmentos curvilíneos com pequenas gotas laterais e remate contracurvado.

    Ferragem de puxador com elementos vegetalistas e volutas.

     

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    Piso 1, divisão 2

    Lareira de mármore branco sobre plintos negros, com pés-direitos decorados na frente com relevos apainelados geométricos, acantonados de rosetas e pedra superior com cercadura concheada e centrada por cartela elíptica de moldura recortada com volutas, inferiormente rematada por pequena mísula. Nas bases, cartelas com enrolamentos. Peças metálicas interiores com composições de volutas e concheados.

     

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    Piso 1, divisão 4

    Tecto de masseira apainelado em cinzento-claro com molduras brancas com apontamentos de ornatos concheados em dourado e verde e círculos dourados tendo ao centro grande florão recortado com motivos vegetalistas, volutas e concheados em dourado e verde.

     

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    Piso 1, divisão 5

    Tecto de masseira apainelado em creme com molduras brancas parcialmente preenchidas com florões de concheados e ramagens estilizadas e recortadas em castanho, dourado e verde, acantonados com círculos dourados, com grande florão prismático central com folhagens, volutas, cornucópias de anéis rodeando um girassol.

    Lareira de mármore branco com pés-direitos decorados na frente com relevos apainelados geométricos, acantonados de rosetas e pedra superior com cercadura concheada e centrada por cartela elíptica de moldura recortada com volutas, inferiormente rematada por pequena mísula. Nas bases, cartelas com enrolamentos.

     

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    Piso 1, divisão 6

    Ferragens de fechaduras em forma de cartelas recortadas com volutas e elementos vegetalistas.

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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