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    Palácio Barbacena

    Palácio Barbacena
    Palácio dos Condes de Barbacena
    XVIII
    Portugal

    Manuel da Costa Negreiros (arquitecto), Francisco Vieira "o portuense" e José António Narciso (pintores)

    Campo de Santa Clara 133, Lisboa
    38.715822
    -9.125492
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    Constituindo-se como um exemplo de palácio barroco, o Palácio Barbacena emerge como um caso peculiar pela sua estética joanina, assinalada na sua fachada com dois pisos nobres de clara influência italiana. A par da sua composição arquitectónica, o palácio é marcado por uma requintada pormenorização que revela a personalidade do autor do projecto que, pelas Memórias de Cyrillo, sabemos ter sido arquitecto Manuel da Costa Negreiros. Com um invulgar e complexo programa de escadas, o palácio guarda uma colecção de azulejaria joanina de meados do século XVIII, que se distribui pela escadaria nobre e salões do piso nobre.  No âmbito da pintura e das artes decorativas, salienta-se o tecto do salão nobre atribuído a Francisco Vieira "o portuense" e a José António Narciso.  

     

    A inserção do palácio dos Condes de Barbacena na malha da cidade de Lisboa confina-o à tipologia urbana. Ocupa hoje um lote trapezoidal, na freguesia de São Vicente de Fora, com fachada para o Campo de Santa Clara.

    Está implantado na morfologia do lote de acordo com duas pendentes, a do Campo de Santa Clara, que pela fachada principal desce de Oeste para Este, e a da rua da Verónica, na fachada lateral nascente, que desce de Norte para Sul.

    Encontra-se confinado a Oeste e Norte entre dois edifícios de habitação.

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    A morfologia do edifício corresponde a um prisma regular definido por um volume maciço em “U”. A cobertura, em telha de canudo, corresponde a conjuntos de duas águas, verificando-se a articulação com duas torres trapeiras de duas águas, nas extremidades da fachada principal. O corpo a Noroeste, destinado a serviços, tem actualmente cobertura em terraço, em virtude das alterações que esta parte do palácio sofreu. Neste corpo mantém-se ainda a estrutura do saguão primitivo, reservado às zonas de serviços.

    A organização espacial do edifício é composta por cinco pisos, sendo o último reduzido a dois torreões fundidos com a cobertura, nas extremidades da fachada principal. A sua interligação realiza-se através de uma caixa de escadas de aparato e duas de serviços, estando uma destas, actualmente, situada no pátio interior. A escada de aparato interliga os pisos 0, 1 e 2; a escada de serviço, no exterior, une os pisos 0, 1 e 2, e a escada de serviço, no interior, situada na zona nascente do palácio, faz a comunicação entre os pisos 2 e 3.

    As intervenções que o edifício sofreu dificultam a sua leitura. A zona de aparato é clara pela sua organização espacial e as zonas de serviços mantêm ainda alguns indícios ligados às funcionalidades que estes espaços comportam. A zona particular reservada ao espaço familiar apresenta grandes dificuldades de clarificação na totalidade do conjunto, sendo que este ocupa habitualmente o piso abaixo do nobre, neste caso o piso 1 (antigo quarto baixo).

    As zonas de aparato, claramente identificadas pelos revestimentos decorativos e características espaciais, situam-se no piso 2 e no acesso ao mesmo, vestíbulo e caixa de escadas. A zona privada situa-se no piso 1, nas divisões junto às fachadas; três destas divisões junto à fachada principal estão hoje fragmentadas em divisões rectangulares. É ainda possível que parte do piso 3 e os torreões do piso 4 fossem ocupados por familiares. As zonas de serviços situam-se no piso térreo (cocheira), no piso 1 (cozinha) e no piso 3 (cómodos).

    A escada de aparato do palácio encerra-se num prisma rectangular e tem um desenho diferente em cada um dos pisos. Esta forte presença visual corresponde a um jogo de volumes, com os lanços da escada de largura constante. Entre o piso térreo e o piso 1 a escada tem quatro lanços e diferentes dimensões de pé direito e número de degraus. Esta caixa de escadas comporta ainda um corredor, no piso 1, acedendo a um novo e diferente jogo de lanços, agora repartidos em três partes, mantendo sempre igual largura.

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    Frontaria voltada para Sul, para o Campo de Santa Clara, composta por três panos, sendo o central mais extenso e os laterais mais estreitos, inscritos em amplos cunhais de aparelho almofadado regular, com três pisos separados por frisos em ressalto e uma mansarda um pouco recuada sobre um primeiro beiral sustentado por cornija.

    No pano central, a organização dos vãos é simétrica, partindo de um eixo marcado por uma janela de moldura rectangular, com ombreiras sobre gotas e superiormente prolongadas, formando uma bandeira em arco rebaixado de extradorso recortado, com pedra de fecho estriada. Segue-se para cada lado uma porta em arco rebaixado, encimada por espelho apainelado de onde sobressai pedra de fecho sobre gotas, decorada com um acanto e duas mísulas de volutas com mascarão frontal e ainda duas janelas iguais à central.

    A pedra de fecho e as mísulas dos dois portais do piso térreo suportam duas janelas de sacada, no 2º piso, com varandins de ferro, que flanqueiam uma janela de onde pende uma pedra de armas. Estas são ladeadas por mais duas janelas, todas de moldura em arco rebaixado, centrado por pedra de fecho perfilada e perifericamente unido a consolas que sustentam as sete janelas de sacada do 3º piso, no eixo das inferiores. As janelas, em arco rebaixado, são encimadas por espelhos com molduras de cantos curvos onde se inscrevem pequenos medalhões circulares, sob cornijas contracurvadas apoiadas em pequenas mísulas vegetalistas.

    Os panos laterais são idênticos, abrindo-se, no 1º piso, uma porta em arco rebaixado reentrante, encimada por óculo elíptico; no 2º piso, uma janela de sacada igual às do pano central; no 3º piso, uma janela semelhante às do pano central, mas encimada por uma mísula em voluta e duas estriadas, formando o apoio de uma cornija contracurvada. Esta janela é flanqueada por estípites encimadas por ábacos que sustentam um entablamento, ao nível da 1ª cornija de remate da fachada. O entablamento é composto por friso de tríglifos e cornija em ressalto que serve de balcão à janela de sacada da mansarda, provida de guarda de ferro, emoldurada em arco contracurvado com fecho estriado, encimado por cornija em cortina.

    Remate em cornija sob beiral.

    Fachada oeste adossada a edifício.

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    Fachada este

    Voltada à rua da Verónica, com suave inclinação ascendente para Norte, originando um embasamento escalonado ao correr da fachada, que possui quatro panos, estando o extremo da esquerda inscrito no cunhal e os restantes divididos por pilastras de almofadas, com três andares separados por frisos salientes.

    O pano lateral esquerdo apresenta um arco cego rebaixado, encimado por óculo elíptico também cego, a marcar o piso térreo, sendo os restantes pisos iguais aos dos panos extremos da frontaria, incluindo a mansarda.

    Nos dois panos centrais abrem-se, em cada um, três janelas em arco rebaixado, no 1º piso, e no 2º e 3º pisos, janelas, respectivamente, de peito e de sacada, iguais às dos mesmos pisos da frontaria, sendo as superiores encimadas por pequenas janelas de peito em arco rebaixado, sob cornijas diminutas com o mesmo perfil.

    O pano extremo da direita é mais estreito, da mesma largura do cunhal, tendo no 1º piso uma janela de moldura rectangular e no 2º e 3º pisos uma janela igual à dos cunhais, a superior encimada por pequena janela idêntica às dos panos centrais.

    Remate em cornija dupla sob beiral duplo.

    Fachada norte adossada a edifício.

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    ARAÚJO, Norberto de – Inventário de Lisboa, fasc. IV, Lisboa, 1946.

    BERGER, Francisco José Gentil - Lisboa e os Aquitectos de D. João V, Edições Cosmos, Lisboa, 1994.

    BIRG, Manuela – “Palácio de Barbacena”, in Dicionário da História de Lisboa (dir. de Francisco Santana e Edurado Sucena), Lisboa, Carlos Quintas e Associados, 1994, pp. 141-142.

    MACHADO, Cirillo Volkmar – Collecção de Memórias relativas às vidas dos pintores, e escultores, architectos, e gravadores portuguezes, e dos estrangeiros, que estiverão em Portugal (...), Lisboa, Imprensa de Victorino Rodrigues da Silva, 1823.

    MACHADO, João – Palácio dos condes de Barbacena, ficha IPA.00012719, IHRU, 2005. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=12719

    Séc. XVIII

    2ª metade – o palácio, projectado pelo arquitecto Manuel da Costa Negreiros, foi mandado construir por Luís Xavier Furtado de Mendonça, 4º visconde de Barbacena.

    Séc. XIX

    1824 – após a morte do último conde de Barbacena, Francisco Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, sem descendência, o edifício foi vendido ao patriarca de Lisboa, D. Manuel Bento Rodrigues, que nele realizou diversas obras de beneficiação.

    Séc. XX

    1925 – o Ministério do Exército comprou o palácio, que passou a funcionar como Messe dos Oficiais.

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Alexandre Lousada – Azulejaria

    Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia) / Pintura Decorativa / Decoração diversa

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

    Piso 0

    Este piso térreo comunica directamente com o Campo de Santa Clara. Trata-se de uma zona quase exclusivamente de serviços com a excepção do vestíbulo e das escadas de aparato que comunicam com os pisos superiores.

    As divisões são ortogonais e intercomunicantes. A Oeste encontramos a cocheira em comunicação com a rua e um extenso corredor que liga o pátio com a cocheira, o saguão e o vestíbulo. A Norte duas grandes divisões indiciam as cavalariças. Toda a zona Este sofreu grande transformação nos seus interiores, impedindo hoje a sua identificação espacial.

     

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    Piso 1

    Este piso, hoje alterado com diversas divisões de acordo com a sua actual ocupação, permite ainda a leitura da sua organização primitiva, a identificação do antigo quarto baixo do palácio, onde parte da família residia.

    Verifica-se um conjunto de divisões ortogonais e intercomunicantes junto à fachada principal, que, pela sua dimensão, espacialidade e localização, demarcam uma ocupação nobre de cariz privado. A Oeste, o saguão e um extenso corredor comunicam com uma parte da antiga cozinha, sendo que esta teria que comunicar com o exterior, eventualmente para o pátio e saguão.

    Ao centro situa-se a caixa de escadas nobres, que neste piso organiza um trajecto sinuoso, moldando a forma espacial da escada nobre com diferentes patamares, lanços e percurso.

    As zonas este e norte compreendem divisões intercomunicantes e ortogonais, que pela sua localização junto à fachada lateral correspondiam a uma zona privada da família.

     

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    Piso 2

    O piso nobre, situado no 2º andar do palácio, tem igualmente diversas alterações que o desvirtuaram da sua espacialidade inicial. Algumas alterações espaciais que adulteraram a organização primitiva do piso nobre estão marcadas a cinza.

    A escada nobre, ao centro, acede a um patamar junto às divisões de aparato com que comunica. Por este patamar a comunicação faz-se para ambos os lados, por divisões intercomunicantes, formando um linha de comunicação em toda a extensão do palácio.

    Junto à fachada principal, as divisões são de aparato, intercomunicantes e ortogonais. A divisão de grandes dimensões, a Oeste, junto à fachada principal, terá correspondido a duas divisões, conforme a reconstituição conjectural apresentada no desenho. Da mesma forma as divisões junto à fachada este seriam intercomunicantes e reservadas à zona privada. O andar apresenta a particularidade de ter nas duas fachadas um conjunto ininterrupto de janelas de sacada.

    Toda a zona oeste foi profundamente alterada, pelo que se torna inconclusiva a sua organização original, sendo que a sua ocupação poderá, pela sua localização, ter sido zona de serviços.

     

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    Piso 3

    Este piso corresponde a uma zona de aposentos designada de quarto alto, sendo hoje pouco clara a fidelidade espacial da sua configuração original. Comunica com o piso inferior por um lanço de escadas, a Este, na intersecção de dois corredores centrais ao andar, desenhando um “L”.

     

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    Piso 4

    O último andar é unicamente ocupado por duas divisões que surgem como duas grandes janelas trapeiras com sacada, em forma de torre, na fachada principal.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com figuras de convite, cenas de caça e galantes em paisagens campestres e marinhas, delimitados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, grinaldas, cabeças de anjo e conchas.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas de caça e galantes em paisagens campestres e marinhas, delimitados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, grinaldas, cabeças de anjo e conchas.

     

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    Piso 2, divisão 1

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painel com cena galante, delimitado por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, grinaldas, cabeças de anjo e conchas. Remate superior recortado, com uma reserva com um escudo, arco e flecha, enquadrada por uma moldura de óvulos, elementos arquitectónicos, escamas, cabeças de anjo e concha.

     

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    Piso 2, divisão 2

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas galantes em paisagens campestres, delimitados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, putti, cartelas, cabeças de anjo e conchas. Rodapé ornamentado com flores estilizadas.

     

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    Piso 2, divisão 3

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco de meados do século XVIII. Painéis com cenas religiosas, delimitados por uma moldura em trompe l’oeil ornamentada com elementos vegetalistas, florões e “asas de morcego”. Entablamento com uma composição ornamental composta por elementos arquitectónicos e vegetalistas, reservas com gradinhas e ao centro um medalhão com atributos religiosos, enquadrado por uma cartela com concheados, putti e uma cabeça de anjo.

     

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    Piso 2, divisão 4

    Lambril de azulejos figurativos em azul e branco da 1ª metade do século XVIII. Painéis com cenas galantes, delimitados por uma cercadura ornamentada com elementos arquitectónicos, vegetalistas, putti, cartelas, conchas, cabeças de anjo, escamas, mascarões e cornucópias com flores. Rodapé ornamentado com flores estilizadas.

     

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    Piso 2, divisão 3

    Pintura de tecto representando um Sol humanizado em dourado, sobre fundo creme.

     

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    Piso 2, divisão 4

    Tecto com pintura perspectivada de temática mitológica, circundado por entablamento arquitectónico fingido, decorado com emblemas de troféus entre mísulas volutadas, onde se apoia balaustrada centrada por frontões de volutas a envolver elementos esféricos, encimados por vasos floridos.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Sanca em cornija de pedra, formando um arco pleno filetado com abas laterais sobre mísulas e centrado por chave estriada, acompanhando a curvatura da penetração de abóbada.

    Junto de cada canto, duas portas de molduras rectangulares de pedra calcária, de cantos superiores recortados e prolongadas em grandes janelões emoldurados em arco pleno perfilado, com abas laterais, sobre pilastras e centrados por chaves estriadas.

    Grande arco de pedra calcária sobre pilastras duplas formando ângulo, as periféricas encimadas por consolas de volutas que flanqueiam o arco, de intradorso pleno e extradorso rebaixado provido de chave estriada, tudo rematado por uma cornija contracurvada, lateralmente prolongada em segmentos côncavos rematados por esferas.

    Janela em madeira com bandeira envidraçada em arco pleno.

     

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    Piso 0, divisão 2

    No interior da pequena divisão, colunas embebidas nos cantos com capitéis, que apoiam, na parede fronteira e esquerda, um arco pleno perfilado de pedra e, na da direita, um arco maior de pedra sobre pilastras que abre para a escada.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Escadas e patamar marcados por grandes arcos de pedra sobre pilastras que suportam as abóbadas de aresta; nas paredes os arcos são apenas perfilados.

    Janela de moldura em arco rebaixado.

    Corredor abobadado de arestas, com apoios em arcos de perfil rebaixado sobre pilastras.

    Portas de moldura rectangular com recortes laterais providos de pequenos pingentes, em forma de borla com remate em voluta.

     

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    Piso 2, divisão 1

    Guarda da escada de metal entre pilares de pedra filetados.

    Duas portas molduradas de pedra, encimadas por espelho lateralmente curvo e duplamente perfilado, rematado por cornija angular sobre pequena cartela circular de volutas.

    Janelas de moldura rectangular de pedra, superiormente recortada e rematada com concheado sobre pedra de fecho estriada, parapeito centrado por medalhão circular, as ombreiras encimadas por pequenas pinhas e inferiormente rematadas por gotas.

    Porta com moldura idêntica à das janelas.

     

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    Piso 2, divisão 3

    Pequeno retábulo de talha dourada e pintada, ladeado de pilastras e colunas pseudo-salomónicas sobre consolas decoradas com querubins, onde se apoia um frontão de segmentos interrompidos, volutados, rematado por florão sobre um medalhão elíptico com estrela, a encimar um arco rebaixado de volutas e folhagens cingidas por cartela de forma auricular; ao centro, sob um pequeno baldaquino, a imagem de S. Jorge enquadrado por motivos concheados, auriculares, vegetalistas e florais sobre um supedâneo em forma de taça revestida de folhagem e decorada com volutas; nos panos laterais e intradorso do arco, pinturas de motivos geométricos imitando pedra; nas pilastras periféricas, pequenos nichos com imagens de santos; ao centro, moldura rematada em arco de cortina, sobrepujado por pequenas imagens e contendo painéis delimitados por estípites decoradas com festões pendentes com motivos vegetalistas, florais e auriculares de talha dourada, a enquadrar um crucifixo com embutidos de madrepérola.

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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