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    Palacete das Laranjeiras

    Palacete das Laranjeiras
    XVIII
    Portugal
    Rua de São Pedro de Alcântara 75, 1200-040 Lisboa
    38.714639
    -9.144417
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    Título

    Afirmando-se como um interessante caso, o Palacete das Laranjeiras apresenta uma sobreposição de épocas.  Uma estrutura tardo-barroca dos finais do século XVIII recebe, na segunda metade do século XIX uma campanha de obras que imprimiu ao edifício uma tonalidade fortemente romântica. Do século XIX são também os interiores, onde se destaca uma pequena sala de fumo de decoração oriental.

     

    Inserido na malha urbana, o palacete das Laranjeiras localiza-se na freguesia da Encarnação, junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara, na margem sudeste do Bairro Alto. Está orientado pela fachada principal a Sudeste, de frente para o jardim António Nobre.

    O edifício está confinado lateralmente entre dois edifícios do mesmo quarteirão, a Noroeste e a Sudeste, e a duas ruas; na fachada principal, pela rua de São Pedro de Alcântara, e na fachada tardoz pela rua do Teixeira, a Sudoeste-Noroeste.

    O lote do terreno, com desenho quadrangular, é ocupado na totalidade pelo edifício, sendo os alçados laterais cegos.

    A morfologia do terreno é em declive muito ténue, em sentido ascendente, no alinhamento paralelo à fachada principal, de Sudeste para Noroeste.

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    A morfologia do edifício apresenta-se na composição dum paralelepípedo de planta rectangular e desenvolve-se em torno de um saguão interior. A cobertura tem várias águas em torno do saguão, duas de maior dimensão nos sentidos de sudoeste para a fachada principal e nordeste para a fachada tardoz. As restantes águas convergem para o saguão que por sua vez é encimado com uma cobertura de 4 águas e forma piramidal.

    O edifício organiza-se em 5 pisos, correspondendo ao 0, 1, 2, 3 e 4. A entrada faz-se pelo piso 0 na fachada principal a nordeste. A circulação vertical é repartida em 3 tipos de escadas com funções bem definidas. Uma de aparato, de comunicação direta com o vestíbulo, permite o acesso ao piso 1 (sobre loja) e piso 2 (nobre). Uma privada / serviço que interliga os pisos 1, 2 e 3, situada imediatamente após a caixa de escada de aparato. E uma de serviço, na zona tardoz do edifício que interliga o piso 0 ao piso 3. O acesso ao piso 4 faz-se no seguimento da escada de serviço por um lanço de escada único a uma só divisão (no topo da cobertura).

    A organização espacial dos pisos caracteriza-se por um desenho ortogonal com as divisões de maior dimensão voltadas para a fachada principal e as restantes, voltadas para as traseiras e em torno do saguão. Desta forma os eixos estruturantes da distribuição interior, assentam nas fachadas, principal e tardoz, nas comunicações verticais e no saguão, que é o eixo de correlação na distribuição interior da composição espacial.

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    O desenho da fachada principal, a Nordeste, é marcado por duas zonas no plano horizontal. A primeira zona corresponde aos pisos 0 e 1, sendo a marcação de vãos correspondida verticalmente, inclusive no piso 2 (nobre).

    O piso 0 tem quatro grandes portais com arco em asa-de-cesto, dois ao centro e um em cada extremidade da fachada, ladeados por uma janela de peito entre estes. Os dois portais centrais de acesso ao vestíbulo estão vazados numa parede que avança para a rua, marcando a varanda central do piso nobre. O tratamento desta parede corresponde a um aparelhamento de alvenaria regular com supressão da junta vertical, em prol da junta escavada pronunciada na horizontal. Este tratamento da alvenaria tem continuidade no remate curvilíneo do volume que avança para a rua e no fuste das pilastras que ladeiam a fachada até à cornija - varanda do piso 2. Todo o piso 0 é revestido de placas de pedra calcária.

    O piso 1 corresponde a três panos demarcados pela alvenaria já descrita, um central e dois laterais, cada um com duas janelas de peito com a cantaria de verga curva.

    A segunda zona corresponde ao piso 2, marcado por seis largos vãos e varandas correspondentes em ferro forjado. Seguindo a leitura inferior, duas centrais e com varanda mais saliente e duas de cada lado perfazendo seis.

    Os vãos apresentam-se no mesmo pano, em alvenaria rebocada, sendo as suas aduelas marcadas por desenho semelhante aos do piso 1, sendo que aqui são encimadas por frontão de calcário reforçando a verticalidade do piso e da fachada, rematada com cornija muito pronunciada, encimada de platibanda vazada em balaústres ritmados com plintos, tendo em cada uma das extremidades uma urna.

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    Fachada Posterior

    A fachada posterior tem o desenho mais austero com quatro pisos. O piso 0 é composto por seis portas simples com aduela em cantaria. Os pisos 1, 2 e 3 são marcados pelo ritmo das janelas de peito com emolduramento em cantaria.

    ANDRADE, José – A Face Humana da Toponímia de Ponta Delgada, Ponta Delgada, Câmara Municipal de Ponta Delgada, 2001.

    ARAÚJO, Norberto de – Peregrinações em Lisboa, vol. V, Lisboa, s.d.

    CABRITA, António Rei – Manual de Apoio à Reabilitação dos Edifícios do Bairro Alto, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1993.

    CARITA, Hélder – Bairro Alto: Tipologias e Modos Arquitectónicos, Lisboa, 1990.

    MENDONÇA, Isabel Mayer Godinho – “O fascínio do Oriente: salas chinesas em palácios de Lisboa no século XIX”, in Oitocentos. Intercâmbios culturais entre Portugal e Brasil, Rio de Janeiro, Edur-UFRRJ, Dezenove Vinte, tomo III, pp. 218-230, 2013.

    SILVA, Raquel Henriques da - Lisboa Romântica, Urbanismo e Arquitectura, 1777 - 1874 [texto policopioado], Tese dout. , História da Arte , Univ. Nova de Lisboa, Lisboa, 1997.

    VALE, Teresa e FERREIRA, Maria – Palacete das Laranjeiras, ficha IPA.00005060, IHRU, 1997. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5060

    Século XIX

    Inícios do século – construção do palacete, integrando casas nobres anteriores, por Manuel de Medeiros da Costa Canto e Albuquerque (1788/1847), 1º barão das Laranjeiras (título criado por decreto de 27 de Maio de 1836, da rainha D. Maria II), rico comerciante, terra-tenente e político liberal da ilha de S. Miguel, nos Açores, presidente da Junta Governativa das ilhas de S. Miguel e Santa Maria. As escadas de serviço e a caixa de escadas nobres, de configuração ainda pombalina, mostram uma estrutura idêntica a outros edifícios de residências nobres setecentistas, nomeadamente o palácio do Manteigueiro e o palácio de Barbacena.

    1881 / 1883 – decoração da sala chinesa, com muitas semelhanças com sala idêntica do palácio Praia e Monforte, em Lisboa, e a provável participação da mesma equipa de artistas. Era então proprietário do palacete António Manuel Medeiros da Costa Canto e Albuquerque, 2º barão e 1º visconde das Laranjeiras. As famílias proprietárias dos dois palácios eram oriundas de Ponta Delgada e tinham laços familiares.

    Século XX

    1935 – no palacete funcionava já o Tribunal do Comércio.

    CML: Arquivo de Obras, Proc. n.º 529

    Coordenação: Isabel Mendonça / Helder Carita

    Julho de 2014

     

    Autoria dos textos referentes aos campos da ficha:

    Alexandre Lousada – Pintura Decorativa / Azulejaria

    Isabel Mendonça – Estuques

    Lina Oliveira – Arquitectura (Fachadas, Cronologia, Bibliografia) / Decoração diversa

    Tiago Molarinho Antunes – Arquitectura (Enquadramento Urbano e Paisagístico, Morfologia e Composição) / Programa Interior

    Piso 0

    A planta do piso 0 divide-se em duas zonas. Uma central e a Sudeste, para a fachada principal, onde o vestíbulo faz a comunicação da rua com a escada de aparato e com duas divisões colaterais de profundidade igual à do vestíbulo. A da esquerda terá sido a cocheira e a da direita, onde o desenvolvimento do espaço rectangular é profundo, terá sido o lugar das cavalariças. A caixa das escadas de aparato situa-se ao centro do palacete, com o arranque pelo primeiro patamar, entre o vestíbulo e o saguão. A segunda zona, na parte noroeste do palacete, corresponde às divisões ortogonais, circundantes do saguão e voltadas para a fachada das traseiras. Esta zona comunica com o saguão e tem igualmente uma escada de serviço de desenho pombalino, que comunica com os pisos 1, 2 e 3. Na mesma zona, a Oeste do palacete, junto ao canto esquerdo da fachada tardoz, situava-se a cozinha primitiva, estando os seus indícios espaciais ainda presentes no local.

     

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    Piso 1

    Corresponde ao antigo quarto baixo. A organização interior corresponde a um conjunto de divisões ortogonais destinadas à família, situadas a Sudeste, abertas para a fachada principal e toda a zona nordeste junto à parede cega direita. Este alinhamento é reforçado por um corredor em “L” que interliga as divisões intercomunicantes. No canto esquerdo, a Oeste, na zona tardoz, situa-se uma copa. Entre a copa e a escada de aparato, situa-se uma escada de serviço / privada que comunica com o piso nobre e com o piso 3, antigo quarto alto. O acesso vertical destinado à circulação de serviços, de configuração pombalina, localiza-se na zona tardoz, após o saguão.

     

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    Piso 2

    Corresponde ao piso nobre e a organização espacial distribui-se entre as divisões de aparato, a copa, e as comunicações verticais ascendentes e descendentes. As divisões de aparato são todas intercomunicantes e situam-se junto à fachada principal e toda a zona nordeste, junto à parede cega direita. Existem ainda três corredores, um em “C” tombado, que comunica com as divisões de aparato, interligado com a escada de aparato e dois outros corredores que comunicam com os salões opostos, directamente da copa, no canto esquerdo, a Oeste da planta. A comunicação vertical de aparato tem comunicação com os pisos inferiores, a escada de serviço junto ao alçado tardoz no alinhamento do saguão comunica com todos os pisos com excepção do 4º e a escada privada com os pisos 1 e 3. Existe ainda um registo de uma escada de serviço, no alinhamento do corredor em “C” tombado, que ligava o piso de serviços ao piso nobre. O saguão mantém-se como elemento de centralidade, iluminando algumas das divisões nobres.

     

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    Piso 3

    O piso 3 é composto por um grande número de divisões, sendo algumas intercomunicantes e outras acedidas pelo corredor circundante.

     

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    Piso 4

    O piso 4 corresponde a uma só divisão acedida na zona tardoz por um único lanço de escada.

     

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    Piso 2, divisão 10

    Lambril de azulejos policromados de padrão pombalino da 2ª metade do século XVIII, delimitado por uma cercadura ornamental com óvulos.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Caixa da escada: Abóbada de arestas com panos decorados por conteados e enrolamentos vegetalistas; um florão no fecho da abóbada. Panos rectilíneos com molduras de perfil oval sublinhadas por arcos trilobados. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 1

    Tecto de um plano rectilíneo com rosácea central composta de acantos e bagas, emoldurada por hastes de roseiras entrelaçadas; a meio dos lados do tecto, reservas com enrolamentos vegetalistas; nos cantos, dentro de medalhões ovais, estão representados meninos entretidos em várias actividades, alegorias ao Comércio, à Agricultura, à Arquitectura e à Escultura; os fundos são densamente preenchidos por engradados com florzinhas. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 1, divisão 2

    Tecto de um plano rectilíneo com rosácea central de acantos, ladeada por enrolamentos vegetalistas dispostos no eixo longitudinal; em seu redor, dentro de seis reservas octogonais, estão representadas “brincadeiras de meninos”; os fundos são densamente preenchidos por engradados com florzinhas. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 1

    Tecto de um plano rectilíneo com rosácea central de acantos a meio de uma reserva de perfil contracurvado; em seu redor um friso de fitas entrecruzadas enlaçando cabeças de leões, plumas e folhas de acantos. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 2

    Tecto sanqueado. No pano central, dentro de reserva de perfil ovalado, uma rosácea de acantos rodeada de concheados entrelaçados; em seu redor vêem-se florões, cartelas de concheados e engradados com florzinhas; nos panos laterais repetem-se as cartelas de concheados a que se sobrepõem cartelas de enrolamentos flamengos com as iniciais entrelaçadas do nome do proprietário – “AM” (António Manuel de Medeiros e Albuquerque, 2º barão e 1º visconde das Laranjeiras) –, sustentadas por meninos aos pares. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 3

    Tecto sanqueado rodeado por cimalha envolvente, decorada com friso de folhas de água. O pano central, envolvido por toros enlaçados, é centrado por rosácea ladeada de enrolamentos de acantos. Nos panos laterais painéis rectangulares preenchidos por fitas entrelaçadas alternam com outros painéis decorados com plumas; os cantos são preenchidos por cartelas de concheados com bustos de homens barbados. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 4

    As paredes da sala chinesa são revestidas de estuques simulando um encanastrado. O lambril é decorado por uma grelha geométrica em estuque negro e dourado, a que se sobrepõe uma faixa decorada com cabeças de dragão e peónias. Uma grilhagem geométrica contorna os espelhos, prolongando-se até ao tecto. Tecto sanqueado, preenchido por várias faixas em estuque relevado com motivos geométricos pseudo-orientais, em dourado e castanho, aplicados sobre o mesmo fundo encanastrado das paredes da sala. A meio dos lados inclinados do tecto encontramos quatro painéis com cenas campestres e marítimas (reproduzindo ilustrações da obra “China in a series of views...” de George Wright), enquadradas por dragões em estuque dourado. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 5

    Tecto sanqueado. No pano central, enquadrado por uma moldura de óvulos e dardos, uma grande rosácea composta por motivos vegetalistas entrelaçados, concheados e engradados é envolvida por uma faixa com hastes de roseiras; a meio dos quatro lados dispõem-se cartelas de concheados. Os panos laterais são preenchidos por enrolamentos de acantos e fitas enlaçadas; nos quatro cantos pares de meninos seguram grinaldas de flores. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 6

    Tecto sanqueado, com rosácea de acantos dentro de moldura oval no pano central e um engradado de florzinhas preenchendo os panos laterais. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 7

    Sala de baile: as paredes são preenchidas por painéis emoldurados com frisos de óvulos e dardos, com bouquets de rosas, fitas e concheados na parte superior. Tecto sanqueado. No pano central, envolvido por moldura contracurvada de óvulos e dardos, uma reserva central ovalada densamente preenchida por motivos florais e engradados e outras reservas circulares com rosáceas de acantos e instrumentos musicais; fundos integralmente preenchidos por uma densa malha de engradados com rosetas e botões. Nos panos oblíquos laterais alinham-se as cartelas de concheados semeadas de engradados, os enrolamentos de acantos e os instrumentos musicais. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 8

    Tecto de um plano rectilíneo com rosácea central de acantos, a meio de uma reserva rectangular com moldura de óvulos e dardos; em seu redor, um friso de fitas entrecruzadas enlaçando folhas de acanto.  Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 4

    Sala chinesa: portas pintadas de vermelho, negro e dourado com motivos de chinoiserie entre colunelos de fundo negro com os mesmos motivos; lambris delimitados por faixas em relevo com dragões afrontados de caudas entrelaçadas, e pintados com caracteres chineses. Último quartel do século XIX.

     

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    Piso 2, divisão 9

    Parede com pintura decorativa da 1ª metade do século XIX. Composição centrada por uma coroa de flores oval com grinaldas e pássaros e, nos cantos das paredes, frisos de folhagens.

     

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    Piso 0, divisão 1

    Portal em arco pleno de enjuntas almofadadas e chave estriada flanqueado por pilastras de capitéis lisos emolduradas, com recorte em chaveta inferior com medalhão circular em relevo que se repete superiormente.

    Porta em madeira com decorações vegetalistas entalhadas e bandeira vazada por vitral em forma de leque, orlada por faixa decorada com séries de pequenas volutas.

    Puxadores de cristal com encaixes metálicos vegetalistas.

     

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    Piso 0, divisão 2

    Escadaria de pedra calcária com guardas e corrimões encaixados nas paredes laterais que apresentam molduras em forma de arcos plenos cegos.

    Arco em asa-de-cesto sobre pilastras dando passagem para corredor coberto com abóbada de aresta com elemento vegetalista em cada pano, emoldurada de estuques e centrada por florão.

    Caixa de escada de madeira com apoios em pilares quadrangulares que suportam lintéis sobre consolas volutadas e remate inferior lanceolado; as guardas são de ferro forjado com volutas curvas e rectas, gregas, elementos florais e geométricos.

     

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    Piso 2, divisão 4

    Sala revestida com grilhagens geométricas, nos lambris, sancas e tecto, portas pintadas de vermelho, negro e dourado com motivos de chinoiserie, entre colunelos de fundo negro com os mesmos motivos; lambris delimitados por faixas em relevo com dragões afrontados de caudas entrelaçadas, e pintados com caracteres chineses.

    No tecto apainelado de grilhagens geométricas decoradas com dragões, intercaladas por cenas figurativas em baixo-relevo, com cenas figurativas em paisagens urbanas chinesas, e florão central de onde pende um lustre de cristal.

     

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    Piso 2, divisão 10

    Escada de madeira com corrimão do mesmo material, percorrida por silhar de azulejos de padrão de motivos florais delimitado por cercadura de azulejos azuis e brancos com óvulos.

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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