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    Fazenda Boa Vista

    Fazenda Boa Vista
    Fazenda da Boa Vista
    XIX
    Entre 1830 e 1850
    Brazil
    Bananal - SP
    -22.6736758
    -44.2307483
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    A Fazenda Boa Vista está situada no município de Bananal, porção Paulista do Vale do Paraíba. Localiza-se as margens do antigo “Caminho Novo da Piedade”, estrada aberta ainda no século XVIII,  construída com objetivo de promover a ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo por via terrestre. 

    A fazenda se originou de uma sesmaria doada a Manoel Antônio de Sá Carvalho, porém a propriedade só começou a obter destaque durante a administração de Antônio Rodrigues Pinto, que impulsionou o desenvolvimento das terras com a introdução do cultivo de cana de açúcar e de anil. Apesar disso, o fausto só foi alcançado na geração seguinte, com a produção de café. A fazenda atingiu seu apogeu no século XIX  e se tornou a maior da região. O nome “Boa Vista” foi escolhido devido as belas paisagens que podem ser contempladas do imóvel, onde se tem uma ampla visão da Serra da Bocaina.

    O lote é cercado por muro baixo com portão de madeira, sendo o acesso à casa-grande demarcado atualmente por um longo caminho de terra rodeado por uma aleia de palmeiras imperiais, que se bifurca ao chegar mais perto da edificação. Durante o período cafeeiro, a senzala se dispunha em 2 blocos voltados um de frente para o outro, formando um pátio - corredor entre eles, onde ficava o terreiro. A casa grande foi locada logo atrás, no eixo central do terreiro, possibilitando uma ampla visão das construções de serviço, que atualmente não existem mais.

    A casa foi implantada em terreno em aclive e por isso a construção é assobrada na frente e térrea na parte de trás. O térreo abriga um porão alto, enquanto no pavimento superior se localizam os ambientes nobres.  A volumetria foi obtida a partir da adição de três prismas retangulares, atingindo uma planta em formato de U, propiciando a formação de um pátio interno ajardinado  nos fundos. O telhado é composto por telhas de barro do tipo capa e canal, arrematados por cornija simples que esconde os caibros. 

    Possui uma composição simétrica, marcada pela presença de treze vãos em cada pavimento. Todos os vãos possuem vergas retas e cercaduras de madeira na cor azul. No pavimento superior estão dispostas janelas duplas, que externamente se apresentam em guilhotinas envidraçadas, com madeira na cor branca e internamente possuem duas folhas de madeira na cor azul. No pavimento inferior, a porta e as janelas são de madeira de duas folhas na cor azul. Essa elevação era voltada originalmente para as senzalas e para o terreiro, possibilitando maior controle da produção no período cafeeiro. Com a demolição dessas instalações, atualmente a fachada principal se volta para uma aleia de palmeiras.

     

    As fachadas lateral esquerda e lateral direita seguem a mesma lógica da fachada frontal com relação as tipologias dos vãos, sendo encontradas, no pavimento superior, janelas de guilhotina envidraçadas, com madeira branca e cercaduras na cor azul, e no pavimento inferior, janelas e portas de madeira azul, com cercadura na mesma cor. As fachadas dos fundos, originalmente alpendradas, passaram por reforma, possuindo hoje fechamento em alvenaria e vedação com janelas de guilhotina brancas, com moldura azul.

    Escada de acesso

    O acesso principal se dá por meio de uma escada curvilínea de um lance, perpendicular a fachada, que se liga a um alpendre de madeira coberto com telhas do tipo capa e canal. Tal elemento não foi representado em pintura existente que retrata a Fazenda no século XIX, tratando-se possivelmente de alteração posterior. Esse alpendre, por sua vez se conecta à porta de entrada da casa, localizada no vão central da elevação frontal.

     

    Jardins

    A edificação é circundada por áreas gramadas, com destaque para o canteiro locado em frente à casa e para o jardim interno implantado nos fundos da construção. A aleia de palmeiras que demarca a entrada da residência foi inserida posteriormente.

     

    ALMEIDA, Diego Amaro.  Maria Joaquina de Almeida. Fazendeira de café no Vale do Paraíba. São Paulo: Puc- SP, 2014. Disponível em: < https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/12851>.  Acesso em: 29 nov. 2021.

    BENICASA, Vladimir. Fazendas Paulistas. Arquitetura Rural no Ciclo Cafeeiro. São Paulo: USP, 2007. Disponível em: < https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18142/tde-14032008-151048/publico/vladimir_benincasa_tese_vol1.pdf >. Acesso em: 25 nov. 2021.

    Fazendas Antigas. Fazenda Boa Vista, Bananal - SP.

    GAGLIARDI, Clarissa Maria Rosa. As cidades do meu tempo: A experiência do turismo em Bananal- SP. São Paulo: PUC, 2005. Disponível em : <http://www4.fe.uc.pt/fontes/trabalhos/clarissa_bananal_tese_mestrado.pdf> . Acesso em: 29 nov. 2021.

    LEMOS, Carlos. Casa Paulista. São Paulo: EDUSP,1999

    MORENO, Breno Aparecido Servidone. Demografia e trabalho escravo nas propriedades rurais cafeeiras de Bananal, 1830-1860.  São Paulo: USP, 2013. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-13112013-105241/publico/2013_BrenoAparecidoServidoneMoreno_VCorr.pdf>  Acesso em 29 nov. 2021.

    SANTOS, Camila. Laços cativos: uma análise demográfica da família escrava no plantel de Luciano José de Almeida- Bananal (1854-1882). São Gonçalo: UERJ, 2011. Disponível em: <https://docplayer.com.br/177093895-Camila-dos-santos-lacos-cativos-uma-analise-demografica-da-familia-escrava-no-plantel-de-luciano-jose-de-almeida-bananal.html > Acesso em 29 nov. 2021

    SANTOS, Marco Aurélio. Geografia da escravidão na crise do Império: Bananal, 1850-1888. São Paulo: USP, 2014. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-29092014-165602/publico/2014_MarcoAurelioDosSantos_VCorr.pdf >. Acesso em: 25 nov. 2021.

    1755- Manoel de Sá Carvalho falece, deixando a sesmaria que daria origem a Fazenda Boa Vista para Antônio Rodrigues Pinto, o mineiro de Baipendi.

    1780- Data estimada de início da construção do conjunto produtivo da fazenda.

    1785- Bananal é fundada através de escritura.

    1797- Antônio Rodrigues Pinto falece, deixando a propriedade para Luiz José de Almeida, marido de sua filha Ana Maria de Almeida.

    1806- Luiz José de Almeida falece.

    1823- Luciano José de Almeida, então com 27 anos, passa a ser o único dono da Fazenda Boa Vista, através de herança e de compras de direitos dos outros herdeiros.

    1830-1850- Período aproximado de construção da casa - sede da Fazenda.

    1832- Bananal é elevada à condição de Vila, através de Decreto Imperial.

    1849- Bananal é elevada à condição de cidade.

    1842- O Barão de Caxias, comandante das tropas da Corte se hospeda na Fazenda Boa Vista, junto com seu exército.

    1854- O Comendador Luciano José de Almeida falece, deixando a Fazenda Boa Vista para sua esposa, Maria Joaquina. No referido ano, a propriedade estava avaliada em 121:711$750 (cento e vinte e um contos, setecentos e onze mil e setecentos e cinquenta reis).

    1882- Falece Dona Maria Joaquina e a fazenda é herdada por Alexandrina, esposa do Comendador José de Aguiar Vallim. Com isso, o imóvel é vendido ao diplomata Plínio de Oliveira, passando aos seus filhos Luiz Eugênio Torres de Oliveira e sendo vendida posteriormente ao Dr. Aurélio Pires de Albuquerque.

    1913- Emile Levy adquire a Fazenda.

    1930- A Fazenda Boa Vista volta a ser propriedade da família Pires.

    1970- 2021- A propriedade passa a abrigar o Hotel Fazenda Boa Vista, tendo o mesmo uso até os dias de hoje.

     

    Luiz José de Almeida

    Luiz José de Almeida (1761- 1806), nasceu na cidade de Baependi, em Minas Gerais. Era filho do Alferes Pedro D’Almeida Leal e de Isabel da Silva Leme. Foi casado inicialmente com Ana Joaquina Nogueira, com quem teve dois filhos: Domiciana Maria da Conceição e Antonio José Nogueira. Seu segundo casamento foi com Ana Maria da Conceição Pinto, filha de Antonio Rodrigues Pinto, sesmeiro de Bananal e de quem herdou as terras da Fazenda Boa Vista. Tiveram um filho, Luciano José de Almeida. Luiz José impulsionou o desenvolvimento da Fazenda através do cultivo de anil e de cana de açúcar. Com seu falecimento em 1806, o imóvel foi herdado por seu filho Luciano José de Almeida, responsável pelo enriquecimento da propriedade.

     

    Luciano José de Almeida

    O Comendador Luciano José de Almeida (1797-1854), nasceu na sede da Fazenda Boa Vista, na cidade de Bananal, em São Paulo. Era filho de Luiz José de Almeida e de Ana Maria da Conceição Pinto. Aos 27 anos tornou-se o único proprietário da Fazenda Boa Vista através de herança e de compra de direitos dos outros herdeiros, convertendo-a em uma das maiores produtoras de café de São Paulo e uma das mais ricas da região. Além de ter sido um grande cafeicultor, também se destacou na política. Foi chefe do Partido Conservador de Bananal entre os anos 1840 e 1854, do qual também fazia parte o Comendador Antonio Barbosa da Silva e o comendador Manoel de Aguiar Vallim. Contrário a eles, estava o Partido Liberal, chefiado por seu irmão Comendador Antônio José Nogueira.

    Durante a Revolução de 1842, que ocorreu nos estados de São Paulo e de Minas Gerais, hospedou em um dos quartos da Fazenda Boa Vista Luis Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias, comandante das tropas do Exército Imperial, que passava pela região na tentativa de reprimir a revolta. Todo o restante do exército também ficou hospedado na propriedade. Por seu apoio ao governo imperial, recebeu a Comenda da Ordem de Cristo e a Comenda da Ordem da Rosa no Brasil.

    Foi casado com Maria Joaquina de Toledo Sampaio, com quem tinha, na época de sua morte, nove filhos vivos: Domiciana Maria de Almeida, casada com Manoel de Aguiar Valim; Placídia Maria de Almeida, casada com Pedro Ramos Nogueira; Francisca Carolina de Almeida, casada com Manoel de Freitas e Silva, Laurindo José de Almeida, Antonia Cândida de Almeida, Luiz Antonio de Almeida, Alexandrina de Almeida, Antonio Luiz de Almeida e Maria Luiza de Almeida, além de outros que faleceram na infância. Além dos já mencionados, teve um filho fora do casamento, enquanto ainda era solteiro, de nome Claudino José de Almeida, reconhecido por Luciano José, tendo tido direito a herança conforme os outros nove filhos legítimos.

    O casamento de sua filha Domiciana Maria de Almeida com Manoel de Aguiar Vallim foi sobretudo um ato político, responsável por unir as duas famílias mais ricas e influentes de Bananal, os Almeida Vallim. O Comendador Luciano José Almeida faleceu em 1854, deixando a fazenda Boa Vista para sua esposa Maria Joaquina de Toledo Sampaio. Na data de sua morte possuía 816 escravos, o que constituía 10,7 % do total de cativos de Bananal, dando a ele o título de maior escravista da região. Além disso, detinha 993.000 pés de café e as fazendas Boa Vista, Cachoeira, Córrego Fundo, Fazendinha, Campos da Bocaína e outros sítios. Um montante de seu patrimônio foi legado a Santa Casa de Misericórdia e as igrejas de Bananal. Em seu inventário, consta que o valor bruto dos bens deixados por ele foi de 2:505.744$513. A fazenda Boa Vista foi avaliada em 121:711$750.

     

    Maria Joaquina Almeida

    Maria Joaquina Almeida (1803-1882) nasceu na Vila de Taubaté, no estado de São Paulo. Era filha de Antonio José de Sampaio e Silva e de Anna Joaquina de Toledo, uma família abastada de agricultores, dona de grandes porções de terras no Vale do Paraíba. Casou-se- em 1925 com Luciano José de Almeida, passando a orientar a fabricação de móveis e a confecção dos tecidos na fazenda, acompanhando também o trabalho dos escravos. Possibilitava aos cativos a retirada de uma parte do lucro obtido pela venda dos produtos da fazenda.

    Tornou-se conhecida como a “Matriarca de Bananal”, apelido adquirido devido as ações de caridade que prestava aos necessitados. Manteve a Santa Casa de Misericórdia até a sua morte, além de auxiliar financeiramente nas reformas da igreja Matriz e nas festas do Padroeiro de Bananal, práticas que eram comumente descritas em jornais de época. Com a morte de seu marido Luciano José de Almeida, herdou um enorme patrimônio, incluindo a fazenda Boa Vista. Administrou a propriedade, os escravos e os negócios durante 28 anos. Durante esse tempo conseguiu ampliar a fortuna herdada do marido, além de manter todas as fazendas constituídas por ele. Maria Joaquina foi um raro exemplo de protagonismo feminino em meio a uma sociedade patriarcal, ultrapassando a esfera doméstica e adentrando o mundo dos negócios. Vivenciou o apogeu e o declínio do período cafeeiro, bem como o desmonte da sociedade escravocrata. Apesar de toda sua riqueza, era descrita como uma mulher simples e benemérita.

    Em 1876, Maria Joaquina recebeu homenagens pelos benefícios prestados à Vila de Bananal através de uma grande festa, onde foram recebidos muitos membros da elite local. Para este evento, foi produzido pelo artista Antônio Basílio Monteiro um busto de Maria Joaquina, que foi exposto no salão principal da Santa Casa de Misericórdia. Faleceu em 1882, deixando a fazenda Boa Vista para sua filha Alexandrina de Almeida Valim, esposa do Comendador José de Aguiar Vallim. Em seu inventário, os bens deixados se distribuem entre: ouro e joias, móveis, mantimentos, café colhido, animais e gado, porcos, escravos, terras, cafezal, roças, casas, dinheiro e apólices, dívidas ativas e adiantamentos de herdeiros, totalizando um montante bruto de 2:103:500$610. A casa grande da fazenda foi avaliada em 8:000$000.  Com seu falecimento, além da fortuna legada aos herdeiros, também deixou um considerável montante em apólices para a Santa Casa de Misericórdia.

    Pintura de Luciano José de Almeida. Coleção Conto Canta e Encanto minha terra. Ano desconhecido.

    Pintura de Maria Joaquina Almeida. Quadro a óleo de Barandier,1844. Coleção particular da família Almeida Vallim.

    Pintura da Fazenda Boa Vista em 1880, obra atribuída a Georg Grimm. Coleção de D. Dolores de Almeida Helou. 

    Notícia sobre o falecimento de Maria Joaquina de Almeida. Gazeta de Notícias- Ano VIII- Rio de Janeiro- 26/01/1882.

    Fotografias da Fazenda Boa Vista, 1955. Cedidas pelo Arquivo Central do IPHAN (Seção Rio de Janeiro). Caixa C-124.

      

    Planta de implantação esquemática que retrata a Fazenda Boa Vista durante o ciclo do café. Desenho de Osmar Cassiano Gomes,2005.

     

    Descrição da casa- grande segundo inventário de Maria Joaquina de Almeida, 1882.   Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes. Comarca: Bananal. Cartório: 1° ofício. Autuação: 04/02/1882. N° de ordem: 3725. Caixa: 183.

    "Uma casa de vivenda de sobrado com doze janelas e uma porta com escada em frente e cômodos nos baixos no pavimento térreo, toda assoalhada e forrada com uma varanda nos fundos servindo de sala de jantar."

     

    Inventário de Maria Joaquina de Almeida - 1882 ( Trecho referente a Fazenda Boa Vista)Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes. Comarca: Bananal. Cartório: 1° ofício. Autuação: 04/02/1882. N° de ordem: 3725. Caixa: 183.

    Coordenação: Ana Pessoa (FCRB), 2021.

    Pesquisa, texto e edição: Clara Albani Rezende (PCTCC/FCRB), 2021.

    Fotos: Paulo Victor Figueiredo Alves responsável pela página “Fazendas Antigas”, "Ruy Viaja", "Carrijo Turismo", "Guia do Vale", "Empresas do Vale", Rodrigo Teófilo, Vladimir Benincasa, Joel Junior, Maurício Fortunato.

     

    Programa geral, tipologia e planta

    A planta se apresenta em forma de U, criando um pátio interno nos fundos. As três faces internas desse pátio eram originalmente alpendradas, porém, após reformas feitas para viabilizar a transformação de uso, foram fechadas com alvenaria e janelas, criando um corredor interno. O acesso principal a casa se dá por meio de uma escada curvilínea perpendicular a fachada, que se liga ao alpendre e à área social. Também é possível acessar a área social através de uma escada existente no porão.  O programa da residência compreende setor social, comercial, íntimo e de serviço.

     

    Piso 0, porão

    O porão possui uma escada interna que leva ao vestíbulo (6), localizado no andar superior.

     

    Piso 1, área social 

    A área social compreende os ambientes mais nobres da casa, era onde ocorriam as festas e as recepções e por isso esses espaços receberam um alto tratamento decorativo.  É composta por sala de entrada (7), que dá acesso à sala de jantar (9), ao vestíbulo (8), à sala de estar (18) e  à capela (19),  tais cômodos possuem tetos trabalhados e assoalhos de táboas  largas. A capela é voltada para a sala de estar, que fazia as vezes de nave quando eram realizadas as missas. Delimitando a capela têm-se três portas, onde a porta central obtém maior destaque, uma vez que possui dimensões maiores e verga em arco pleno, diferente das demais, que possuem verga reta.

     

     

    Piso 1, área comercial

    A área comercial é composta por salão de visitas ou salão comercial (13) e por três alcovas (14, 15, 16). O salão de visitas costumava ser o espaço destinado a tratativa de negócios, o acesso a ele ocorre através da sala de entrada. Nas suas laterais se distribuem três alcovas, que eram destinadas à hospedagem de caixeiros viajantes.

     

    Piso 1, área íntima

    A área íntima é composta por dois quartos (10 e 11), que se localizam na parte lateral direita da casa. No quarto frontal (10), ficou hospedado Duque de Caxias, no ano de 1942.

     

    Piso1, sala de estar

    Forro em lambri de madeira pintado de branco e de azul claro, com encaixe saia e blusa e com molduras no perímetro.  No teto, dois medalhões de apoio para lustre na cor azul claro. Os lustres não são originais. Assoalho com tábuas largas de madeira. Bandeira das portas com pinázios em forma de leque.

     

    Piso1, sala de visitas

    Forro em lambri de madeira pintado de branco, com encaixe saia e blusa e com dois medalhões de apoio para lustre na cor azul escuro. Detalhes trabalhados no arremate do forro, na cor azul escuro. Os lustres não são originais. Assoalho composto por tábuas largas de madeira. Bandeira das portas com pinázios em forma de leque.

     

     

    Piso 1, área comercial

    Sofá

    Sofá de jacarandá com motivos florais, tendo encosto e assento de palhinha. Destaque para os entalhes em formas sinuosas, flores e folhas nas laterais e na parte frontal do móvel.

    Cadeiras medalhão

    Cadeiras medalhão, com braços e sem braços. Ambas com assento e encosto de palhinha. Pernas direitas em estilo cabriolet, possuindo curva e contracurva e sendo rematadas por pés de cachimbo. Pernas traseiras em sabre.

    Mesa Redonda

    Mesa com tampo redondo rematado por saia reta, apoiado sobre coluna central torneada. Base em estrutura trípode, finalizada por pés de garra animal.

    Mesa ondulada

    Mesa em estilo Louis Philippe, com tampo ondulado rematado por saia recortada. Estrutura com quatro pernas em forma de volutas, que se unem à base por meio de quatro traves entrecruzadas em diagonal, apresentando formas sinuosas, em curva e contracurva. Um elemento circular faz a junção das traves ao centro. Pés de cachimbo.

     

    Console Império

    Console padrão Primeiro Reinado, possuindo fundo vazado e tampo sustentado por volutas laterais que se ligam à base. Pés de garra animal.

    Espelho dourado

    Espelho grande com guarnição dourada. Esse exemplar ainda se encontra na fazenda Boa Vista atualmente. 

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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