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    Paço de Lanheses

    Paço de Lanheses
    XVIII
    Portugal
    Largo Cap. Gaspar de Castro 465, 4925-411 Lanheses
    41.734675155922l
    8.680670442476
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    Paço de Lanheses

          

    No conjunto de paços e grandes casas situadas na província do Minhoo Paço de Lanheses emerge por uma interessante tipologia de casa de pátio de recebimento associada com um programa em U com uma entrada de grande efeito cenográfico.  Factos que tornam a arquitectura desta casa de particular interesse, cruzam-se aqui duas tradições. Uma mais vernacular de pendor dinâmico e plástico concentra-se no núcleo de escadas rematado de frontão de forte sentido barroco. Em contraponto com o núcleo de entrada a fachada principal desenha-se com uma maior austeridade e rigor geométrico afirmando um pendor tratadístico que nos remetem para uma arquitectura chã promovida pela Aula de Fortificação de Viana do Castelo formada por Miguel de Lescole e Manuel Pinto de Vilalobos.

     

     

     

    Situado no vale do rio Lima, O Paço de Lanheses situa-se em zona rural nos arredores da aldeia de Lanheses com um enquadramento de grande qualidade paisagística. A nascente a casa é envolvida por uma mata que funciona como aproximação à casa. Do lado sul e poente a casa estendem-se campos de vinhedos.

              

     

     

    Paço de Lanheses é um magnifico exemplar de uma casa senhorial tardo-barroca, que apresenta planta em L, sendo composta por dois corpos articulados, desiguais, de dois pisos, com capela adossada no topo do corpo maior. Esta Casa Senhorial apresenta uma arquitectura onde se cruzam-se aqui duas tipologias. Uma mais cenográfica e de grande detalhe no trabalho da pedra, sobretudo no núcleo das escadas, que é rematado por um frontão de forte sentido barroco. Contudo, verificamos que a fachada principal é caracterizada pela sobriedade das linhas e rigor geométrico afirmando um pendor tratadístico que nos remetem para uma arquitectura chã promovida pela Aula de Fortificação de Viana do Castelo formada por Miguel de Lescole e Manuel Pinto de Vilalobos.

    Poderemos referir que Paço de Lanheses, acusa uma forte influência da arquitectura produzida por Manuel Vila Lobos, que foi engenheiro militar e arquitecto português muito activo em meados do século XVII, princípios do século XVIII.

        

     

    Portal de Entrada

    O solar de Paço de Lanheses, apresenta um amplo terreiro fronteiro, é fechado por um alto muro. Verificamos que o muro apresenta, no seu extremo direito, um crucifixo pétreo, evidenciando uma execução de cariz popular, típico da arquitectura religiosa barroca do Alto Minho, assim como dos lados, dois pináculos completam a decoração.

    De cada lado do portal esse muro é rasgado por janelas gradeadas com "banquinhos namoradeiros". Visualizamos um imponente portão de entrada, encimado por um escudo esquartelado, com as armas dos Abreus, Castros e dos Pereiras.

        

     

    Pátio de recebimento

    Com um grande portal inserido num alto muro, este espaço configura-se com uma importante função, não só de entrada da casa, mas como de espaço de sociabilização, funcionando como uma grande sala ao ar livre. Como o termo sugere, “o pátio de recebimento” está intimamente ligado ao facto de este espaço se constituir como um lugar onde se recebe, conotando uma dimensão ritual marcada por normas de cortesia, fortemente codificadas entre os séculos XVI e XVII.

    Nos finais do século XVI, Francisco Rodrigues Lobo, no seu livro a Corte na Aldeia, dá-nos, no Diálogo XII, um panorama muito detalhado das diferentes formas de cortesia, de que o “recebimento” era parte integrante[1]., descriminando o autor que: “ a visita tem três termos de cortesia, que são o recebimento, o assento e o acompanhamento da despedida”.

    O pátio de recebimento conota uma estrutura arquitectónica com um aparato formal dado não só pelas dimensões, mas sobretudo pela presença de largas escadarias de pedra ou varandas de colunas debruçadas sobre este espaço. Escadarias, varandas e alpendres dotam este espaço, por sua vez, de um sentido de sala de espectáculo funcionando a varanda do Paço de Lanheses como um camarote onde senhores e família assistiam aos diversos rituais e festas que pontuavam ao longo do ano o quotidiano da casa.

    [1] LOBO, Rodrigues, A Corte na Aldeia e Noites de Inverno [ 1ª1619], Lisboa, Ed. Sá da Costa, vol. II,  Diálogo XII, p.42.

      

     

     

    Relativamente à fachada principal, Paço de Lanheses apresenta uma composição muito original com núcleo de entrada recuado em relação ao plano da fachada.

    Fachada principal marcada por dois corpos laterais, simétricos, ritmados por pilastras, enquadrando um outro recuado, com escadaria nobre, frontal, e varanda alpendrada, sustentada por colunas toscanas, de secção circular, e prismáticas, cantonais, sobre pedestais prismáticos, sendo rematada, no eixo, por frontão com pedra de armas.

          

     

     

    Pormenores da Fachada Principal 

    Identificamos e evidenciamos alguns pormenores da fachada principal de Paço de Lanheses, onde se destaca a sobriedade das linhas e simetria dos corpos, em contraste com alguns elementos da fachada, onde sobressai um extraordinário detalhe no trabalho da pedra.

    A sobriedade das linhas na fachada principal, com o contraste do detalhe do trabalho da pedra, como exemplifica este fontanário de excelente execução, com remate superior semicircular, concheado, com torneira inscrita em carranca, sobre pia rectangular.

                  

     

    Outros Pormenores

    Outros pormenores da fachada principal, onde se denota um forte sentido cenográfico no trabalho da pedra, sobretudo na escadaria nobre, fontanário, e o brasão da varanda da entrada principal com pedra de armas dos Castros e Pereiras.

            

     

    Capela Palatina

    Em paralelo com a torre e o pátio murado, a capela palatina constitui um elemento estruturante e caracterizador da casa senhorial ao longo de séculos. Para além do seu significado estético, a importância que a capela adquire nas morfologias arquitectónicas transparece como um privilégio senhorial que entronca numa tradição medieval. A sua característica principal é a existência de uma tribuna ao nível do primeiro andar, comunicando directamente com o andar nobre do paço, permitindo ao senhor e respectiva família assistir às cerimónias separado dos súbditos. Nas suas origens, a capela palatina era um privilégio real e terá sido introduzida pelos monarcas Suevos, em consonância com a sua concepção de poder e responsabilidade régios, em que o rei tinha o dever de oficializar e interceder junto de Deus pelo seu povo.

    Capela terminada em frontão triangular, com portal de verga recta encimada por nicho e óculo polilobado, ladeado por dois eixos laterais, de janela e cartela, tendo no interior retábulo rococó. Na fachada da referida capela ostenta duas cartelas, estando a da esquerda inscrita com: "LOU/VADO. SE/IA. O. SANTI/SSIMO. SA/CRAMEN/TO" e a da direita com: "O. MA/RIA. CONC/EBIDA. SEM / PECCADO R/0GAI POR / NOS

            

     

    Alpendre

    Acedemos ao alpendre desta magnifica Casa Solar, através de uma escadaria em granito, que é ladeada por um imponente e magnifico corrimão também ele em granito.

    Em contraponto com um desenho relativamente sóbrio e depurado dos alçados da casa, o alpendre concentra um conjunto de elementos formais e decorativos que conferem a esta estrutura uma tipologia pouco comum de forte pendor barroco. A sua originalidade resulta da articulação de uma larga varanda de colunas toscanas com um lance de escadarias centrais marcadas, no seu início, por elegantes guardas em volutas de granito. Com um largo patim de três degraus no seu início, estas escadarias são rematadas no piso nobre por duas colunas suportando um arco abaulado encimado ao centro com brasão de armas que, ladeadas por dois pináculos acentuam a todo o conjunto, um clima engalanado de vertente ritualista e barroca.

          

     

    Varanda Alpendrada

    Nesta lindíssima casa nobre tardo-barroca, de planta em L, vamos encontrar uma varanda alpendrada. Articulada com as escadarias de entrada, a varanda alpendrada do Paço de Lanheses destaca-se como um dos elementos arquitectónicos mais originais desta casa. Marcada por uma sequência de colunas dóricas em granito suportando uma forte arquitrave e assentes sobre um parapeito de pedra, esta varanda de linhas clássicas desdobra-se em U com um corpo central ligado por dois corpos simétricos.  Recuada em função da fachada toda a varanda é concebida na sua ligação com o pátio de recebimento funcionando mais, como uma espécie de camarote ou frisa de teatro para ser vista para quem chega, que como usufruto da paisagem.  Articulada com as escadarias aqui se colocava o senhor da casa e a sua família nos diversos rituais associados às entradas e saídas de visitas, mas sobretudo nas várias festividades que, ao longo do ano, tinham lugar no pátio da casa e que ligavam toda uma larga comunidade de senhores, familiares e criados.

            

     

     

    Na casa senhorial de Paço de Lanheses, vamos encontrar a fachada posterior, onde é visível a articulação dos diferentes corpos, rasgada, no piso térreo, por porta de verga recta e quatro janelas rectangulares jacentes, com chanfros, e no 2º piso por janelas beiral. No extremo oeste surge escadaria pétrea, de lanço único, de acesso à varanda com parapeito de pedra, com duas portas de verga recta. 

    A fachada posterior estabelece como podemos visualizar uma íntima ligação com o jardim e o pomar do Solar de Paço de Lanheses, espaços que marcam a beleza da natureza, e onde confluem para uma bela ligação com a paisagem natural da zona.

              

     

    Pormenores das Fachadas Secundárias

    Exemplificamos alguns pormenores das fachadas secundárias, onde se salientam as janelas de peitoril com caixilharia de guilhotina, janelas rectangulares e óculo quadrilobado.

     

              

     

    O Jardim

    Ao visualizarmos o jardim de Paço de Lanheses verificamos que é ornamentado com buxo, ou seja o típico e pequeno arbusto de origem europeia, que se tornou clássico na decoração de zonas ajardinadas. A sua principal utilização é como planta ornamentar os jardins, onde é utilizada para topiaria (a arte de embelezar os jardins, dando às plantas diversas configurações). No jardim de Paço de Lanheses, verificamos uma ornamentação com uma configuração sóbria e simples, através do buxo, todavia, este espaço verde é enriquecido com a beleza de um magnifico pomar, tão ao gosto deste tipo de casas senhoriais da época.

            

     

    AFONSO, Marília, Prazeres do Minho - A arte de bem receber em cinco casas de família, in Casas de Portugal, n.º 27 - Agosto / Setembro, Lisboa.

    ALMEIDA, José António Ferreira de (org.), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976.

    AZEREDO, Francisco de, Casas Senhoriais Portugueses, Braga, 1978.

    CARITA, Hélder e CARDOSO, António Homem, A Casa Senhorial em Portugal, Lisboa,2015.

     

    1ª metade do Século XVI – Temos o núcleo primitivo,e como prova encontramos, uma porta de desenho manuelino situada junto da capela.

    1736 – José Pereira de Brito e Castro (1692-1753), senhor do Paço de Lanheses. Proprietário que realizou as primeiras obras de remodelação do Paço de Lanheses.

    2ª metade do século XVIII -Francisco de Abreu Cirne de Pereira de Brito, senhor de Paço de Lanheses, filho de José Pereira e Castro, continuou a realizar obras de melhoramentos no Paço.

    Finais do século XVIII / Princípios Século XIX -   Neste período temos como proprietário do Paço de Lanheses, Sebastião de Abreu Pereira Cirne Peixoto, 1º senhor de de Vila Nova de Lanheses e capitão-mor das ordenanças desta mesma localidade.

    1818  -  A quinta e a casa passa a tornar-se pertença da família Almada, oriunda de Lisboa, através do casamento de  D. Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixot (senhora do Paço de Lanheses), filha única de Sebastião de Abreu Pereira Cirne Peixoto, 1º senhor de de Vila Nova de Lanheses, com o morgado D. Antão José Maria de Almada,2º conde de Almada e 14ª conde de Abranches.

    Desta forma foi possível unir o senhorio de Lanheses e comendas de Vila Franca e de Ferreira do Zezere, que D. Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto trazia como dote, aos do Pombalinho (Soure) e dos Lagares de El`Rei (Lisboa) que a família dele tinha há muito.

     1835 – Por lei liberal, todos estes vínculos foram extintos na data indicada, contudo a posse das suas quintas e casas mantiveram na família Allmada, como é o caso do Paço de Lanheses.

     

    Postais:

              

    Fig.1 - Postal que exemplifica estrada para o Paço de Lanheses

    Fig.2 - Casa do Paço de Lanheses e caminho do buxo

    Fig.3 - Fonte da Estrada

    Fig.4 - Portão e Capela de Paço de Lanheses

    Fig.5 - Fachada principal de Paço de Lanheses

     

    Revista “Panorama – Revista Portuguesa de Arte e Turismo, nº21. Junho 1944 / Hemeroteca Municipal de Lisboa”:

          

     

    Nota

    Coordenação - Helder Carita

    Texto:Helder Carita e Bolseira Magda Salvador

    Fotografia: Helder Carita e Tiago Molarinho Antunes

     

     Piso o

    Constactamos que a arquitectura de Paço de Lanheses é setecentista, contudo no piso térreo, encontramos este elemento, esta magnífica porta quinhentista, que evidencia um corpo mais antigo integrado no resto do edifício.

        

     

     

    Piso 1

    O espaço interior deste magnifico Paço, é divido em duas zonas, uma área reservada ao turismo e outra área mais privada e residência dos proprietários do Paço.

    O interior de Paço de Lanheses é rebocado e pintado de branco e de pavimentos soalhados, dividindo-se em vários espaços de convívio, no qual se verifica que as suas características originais foram mantidas. Encontramos assim várias salas, com diferentes tipologias e graus de privacidade, quartos, cozinha e casa de banhos. Contudo, iremos destacar sobretudo as várias salas e as suas características , alguns dos lindíssimos quartos e o interior da Capela desta casa senhorial.

     

     

    Casa de Jantar

    Ao percorrermos o piso nobre do Paço de Lanheses, vamos descobrir conforme referido anteriormente, vários espaços de convívio, como é o exemplo desta magnífica Casa de Jantar, que mantém as caraterísticas originais da época.  Salienta-se assim, nesta Casa de Jantar, tecto em masseira, pavimento de tábua corrida, portas com fechaduras com interessantes espelhos metálicos e, encastrados nas paredes, armários com portas embutidas e ferragens douradas, assim como as “conversadeiras “nas janelas.

            

        

     

     

     

    Sala da capela

    Através da Sala da Capela,  acedemos ao coro-alto, com a qual também comunica por intermédio de uma tribuna de crivos. Este espaço do  piso nobre do Solar de Paço de Lanheses, possui um nicho, de parapeito saliente, com remate em arco abatido, assente em pilastras rematadas por pináculos, sendo encimado por cruz sobre acrotério, albergando imagem em pedra. Quanto ao retábulo é de estilo rococó, seguindo as normas pombalinas, do pós-terramoto.

     

     

    Sala Vaga (ou Vestíbulo de Entrada)

    No interior do Paço de Lanheses, encontramos várias salas, com diferentes tipologias e funções, sobretudo no que diz respeito à socialização e aos graus de privacidade.

    Encontramos assim no piso nobre, a Sala Vaga, que se pode designar por sala de entrada, sendo também conhecida como sala de espera.Esta sala comunica directamente com a “Sala Grande” ou “Salão”, evidenciando uma progressão no sentido de níveis crescentes de privacidade.

          

     

     

     

    Sala de Passagem

    A Sala de Passagem do piso nobre de Paço de Lanheses, tal como o seu nome indica, trata-se de uma sala que estabelece a comunicação ou a distribuição para os espaços interiores mais íntimos, que são os quartos. Realça-se uma vez mais o tecto em masseira e o soalho em tábua corrida.

        

     

     

    Salão

    Ainda no piso nobre deparamo-nos com este espaçoso e bonito “Salão” ou “Sala Grande”, uma vez mais com tecto em masseira, mas neste caso pintado de branco, com orlas e moldura central pintados a castanho, e soalho em tábua corrida. No Salão do Paço de Lanheses visualizamos, lindíssimo mobiliário da época, um magnifico lustre, placas de luminárias, elementos e características deste espaço interior e outros do Paço, no qual se verifica que foram mantidas as características originais, fazendo-nos sentir a sua história e vivências.

              

      

     

     

    Quartos

    A realçar alguns dos quartos que se encontram no piso nobre do Paço de Lanheses. 

              

     

     

     

     

    Interior da Capela

    A capela possui interior de espaço único, com paramentos rebocados e pintados de branco, pavimento em lajes graníticas e tecto em falsa abóbada de berço em estuque, sobre cornija, ostentando, centralmente, cartela pintada com o brasão dos Almadas.

    A Capela-mor apresenta um arco de volta perfeita assente em pilastras, integrando o retábulo, de planta rectangular, em talha policromada de marmoreados fingindos de tons de azul, com tribuna central de perfil curvo, envolvido por friso terminado em volutas interrompidas por querubim, altar em forma de urna, decorado com concheados e acantos.

              

     

     

     

    Mobiliário

    Relativamente ao mobiliário que se encontra no piso nobre de Paço de Lanheses, encontramos exemplares magnificos, quer nas diferentes salas aqui destacadas, quer nos quartos. Contudo identificamos  apenas  alguns assentos típicos da época e uma arca.  

    Desta forma,  destacamos na Fig.1 um banco da sala vaga com o brasão das armas , na Fig.2 e Fig.3, temos um canapé  que se encontra no Salão do Paço, do século XIX. A referir que o canapé era uma assento com uma decoração mais complexa sobretudo  nos espaldares diferenciados que formam as costas dos mesmos, como se de cadeiras se tratassem.  Este assento apresenta coxim de grade geralmente amovível, que poderia ser coberto de couro, de tecido, ou de palhinha, material este muito usado a partir do terceiro quartel do século XVIII.

    A realçar que este móvel que é resultante da adaptação do banco de átrio seiscentista parece não ter sido nomeado sempre do mesmo modo. No ínicio do século XVIII chamou-se a este assento colectivo, banco preguiceiro, depois passou a diferenciar-se o canapé do preguiceiro por o último apresentar assento mais fundo.

    E por fim destacamos na Fig.4 um arca que se encontra na sala de passagem do Paço, do século XVII. A salientar que entre os móveis de guardar encontramos sobretudo, na segunda metade do século XVII, as arcas e os contadores. Realçamos  a arca , móvel bastante tradicional, que continuou a servir para a arrumação caseira, mesmo depois da maior divulgação dos armários. Tantos as das dispensas como as das roupas eram lisas sem decoração,  a não ser os elementos que encontamos da ferragem limada ou estanhada ou dos pregos de cabeça ornamentada.

          

     

     

    Equipamento Diverso

    Relativamente aos equipamentos destacamos alguns elementos da Casa Senhorial, temos assim na Fig.1 um bufete, na Fig.2 uma caixa de faqueiro do século XVIII, na Fig.3 uma placa de luminária e por fim na Fig.4 um medalhão em prata.

     

          

     

     

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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