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    Casa Grande de Vilar Maior

    Casa Grande de Vilar Maior
    Casa Rebocho
    XVIII
    Portugal
    Largo das Portas, Vilar Maior, Sabugal
    N 40 28.452'
    W 006 56.366'
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    Constituindo-se como uma casa nobre de médias proporções, a Casa Grande de Vilar Maior apresenta no conjunto uma rara unidade arquitectónica a que se associa uma invulgar colecção de tectos pintados, qualidades que colocam esta casa como um caso singular na história da casa senhorial em Portugal. Ao facto dos seus interessantes tectos, a casa apresenta-se num excepcional estado de conservação tendo sofrido poucas transformações tanto ao nível das fachadas como em todo o seu programa interior

     

          

    Situada num largo mesmo à entrada da vila, a Casa Grande de Vilar Maior apresenta um envolvente tanto urbana como paisagística de grande unidade e coerência formal. Com uma segunda casa senhorial em frente, da família (Quevedo Pessanha), cada casa é envolvida por um arvoredo pontuado de árvores de fruto que, subindo pelas duas vertentes,  conferem a toda a envolvente um clima de rara qualidade paisagística.

     

             

     

           

    Com um grande portal situado num dos extremos da fachada principal, a Casa Grande de Vilar Maior apresenta-se como uma tipologia mista que agrega uma estrutura mais arcaizante na tradição do pátio de recebimento a que se associa um corpo rectangular de características setecentistas.  Rematado por telhado de quatro águas com  um programa de  dois pisos, o conjunto é marcado centralmente por um núcleo de escadas exteriores em granito de largas

     

              

    A fachada principal é marcada por um grande portal armoriado que enquadrada lateralmente o corpo setecentista da casa. com dois pisos, a fachada é marcada pela presença de uma larga escadaria de granito que correndo lateralmente forma um patamar central de acesso ao interior da casa. ao nível do piso nobre a fachada recebe uma sequência de janelas de peito emolduradas por granito ligadas entre si por uma forte cornija.  estendendo-se a toda a largura do edifício esta cornija confere-lhe unidade e uma nota erudita à fachada que apresenta uma sequência de cinco janelas de peito  rematadas por verga curva que em sintonia com a verga da porta principal nos remetem para uma estética da segunda metade do século xviii. ao nível do piso térreo três largas portas que davam acesso as zonas de serviços e arrecadação referidas tradicionalmente como “logeas”. junto do início das escadas, o portal daria acesso as cavalariças, o portal por baixo do patamar daria acesso a cocheiras e o portal mais pequeno seria das logeas onde em grandes arcas se guardavam os cereais.

     

     

              

    Em quase oposição à fachada principal a fachada do tardoz da casa presenta uma estrutura complexa que evidencia uma zona mais antiga da casa anterior ao século XVIII.  Nestas características está a parede curva envolvendo escada de caracol com claras influências na arquitectura medieval. Em sequência às escadas rasga-se um alpendre com um passadiço de ligação à horta e lateralmente abrindo-se com escadaria de pedra de acesso ao piso térreo.

     

    Pátio de Recebimento

          

    Precedido por grande portal armoriado, é no pátio que a casa sugere uma zona mais antiga, podendo recuar ao século XVI ou XVII. Na nossa interpretação trata-se de um pátio de recebimento dos séculos XVI ou XVII, que teria um alpendre de entrada da casa na actual zona do passadiço e que terá perdido funções nas grandes reformas do século XVIII.  A memória do pátio de recebimento ficou expressa na grandeza do portal adequada a funções de representação que se foram perdendo nas grandes obras do século XVIII.    

     

     

              

    Concentrada na fachada de entrada a casa apresenta um conjunto de detalhes arquitectónicos que nos permitem situar o corpo principal da casa voltado sobre o terreiro no século XVIII. O portal de aparato sugere, nas suas linhas uma tendência barroca de meados do século XVIII enquanto o corpo central sugere uma fase tardia da segunda metade do século XVIII pelas suas janelas de peito com vergas curvas

     

    Cronologia e proprietários

    Sec. XV-  a pedra do couto de homiziados com as armas reais de D. Afonso V. 

    1795 Foi solar dos Figueiredo Telles  capitães-mores de Vilar Maior , ligados a D.Gaspar do Rego da Fonseca, Bispo do Porto

     1811 - entrou na posse da casa Caetano de Albuquerque, mas que nunca chegou a habitar a Casa.

    1854 – compra da casa pelo  Brigadeiro João António Jakou Rebocho, Ajudante deOrdens de El-Rei D. Miguel, Barão de Mirandela e herói das Campanhas  Peninsulares. 

    1984 – Obras de restauro

     

                

     

     
     

                

     

    Programa geral do piso nobre

              

    Na sua estrutura global o piso nobre é constituído por um corpo rectangular onde se situam os compartimentos de maior representação ligado por uma galeria, em forma de corredor, a uma zona de caracter mais rústico desenvolvendo-se à volta de um pátio. Com funções múltiplas e, variando conforme a época, o conjunto à volta do pátio poderá ter servido a partir do século XVIII com funções de zona de habitação secundária, referida na época por “quarto” . O corpo setecentista do piso nobre caracteriza-se por uma zona correndo ao longo da fachada principal constituída por uma sequência de salas ligadas entre si por uma sequência de portas colocadas no mesmo eixo central que em francês toma o nome de “enfilade” e que vemos em Portugal ser referido como galeria. Esta galeria inicia-se pela “sala vaga”.

     

     

    Sala Vaga

     

          

    Marcada por uma sequência de portas era neste espaço que as pessoas eram recebidas e onde as personagens mais ilustres esperavam antes de serem encaminhadas, conforme a situação, para as diferentes partes da casa. A sala vaga tinha assim maiores proporções em comparação com a sala de entrada que divulgando-se nos finais do seculo XVIII perde importância e por isso diminui de proporção. No caso da Casa Grande de Vilar Maior este compartimento recebe tratamento especial com tecto de caixotões pintados sendo provida com várias portas de ligação a diferentes zonas da casa.   

     

     

    Salla

             

    De maiores proporções e na sequência da “sala vaga”, a salla referida, também, por sala grande era o maior compartimento da casa servindo para zona de recepção em momentos mais formais. De acordo com as suas funções o compartimento recebe um tecto de caixotões pintado que lhe confere solenidade.   

     

     

    Antecâmara

            

    Situada na sequência da salla grande e situada, muitas vezes, num canto da casa com vista para dois lados a antecâmara era um espaço com um certo grau de intimidade que acumulava funções de estar, no dia a dia, como de visitas.  Esta sala apresenta um magnífico tecto com pinturas rococó com medalhão central de grande efeito decorativo

     

     

    Casa de Jantar

          

    Em estreita ligação com a  cozinha  e com ligação directa com a Salla a casa de jantar sugere corresponder ao programa distributivo e ao conjunto de grandes obras efectuadas na segunda metade do século XVIII  

     

     

    Gabinete

            

    Por natureza o gabinete tinha funções de uso mais masculino sendo aqui que o dono da casa podia receber visitas de caracter mais coloquial afastado da zona mais feminina da casa ligada, por sua vez, com a antecâmara, mais recatada e situada na zona oposta.

     

    Biblioteca

           

    Em clara sintonia com o gabinete, a biblioteca é um compartimento que vemos divulgar-se, sobretudo, no século XIX acumulando funções tanto de arquivo da casa como sala de estudo. No caso da casa Grande de Vilar Maior este compartimento recebe ao centro uma grande mesa de abas adequada a funções múltiplas de estudo e leitura.

     

     

    Corredor

      

    Embora raros até ao século XVIII, encontramos refências documentais a corredores desde o século XVI estabelecendo ligação entre zonas de caracter mais social com outras de serviços ou de apoio à casa. 

     

     

     

     

    Decoração aplicada

            

    Um das características mais interessantes da Casa Grande de Vilar Maior são os seus tectos onde se destaca o tecto da antiga antecâmara com pinturas rococó da segunda metade do século XVIII

     

     

    Decoração móvel

            

    No seu conjunto a Casa Grande de Vilar Maior apresenta um interessante conjunto de móveis  onde se destaca uma interessante coleção de mesas e bufetes distribuidas por vários compartimentos da casa

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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