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    Palacete Bolonha

    Palacete Bolonha
    XX
    1905-1908
    Brazil

    Engenheiro Civil Francisco Bolonha; nasceu em 1872 em Belém do Pará e aos 18 anos entrou para Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde se formou em engenharia. Após sua formatura viajou para a Europa, recebendo influência das inovações no uso do ferro e de tecnologias hidráulicas; ao voltar para o Brasil aplica esse conhecimento em obras públicas e palacetes particulares. O engenheiro faleceu em 1939 aos 67 anos.

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    Localizado na esquina da Avenida Governador José Malcher (antiga São Jerônimo) e Travessa Dr. Moraes, distante uma quadra da Praça da República e a outra, da Avenida Nazaré. O lote foi dividido longitudinalmente por uma via, a Passagem Bolonha, onde foram construídas as casas da Vila Bolonha. Dispondo de um grande terreno, Bolonha criou uma rua particular (hoje de circulação pública), onde distribuiu as casas que compunham o conjunto, locando sua própria casa numa solução em altura. O prédio se volta para o interior, sem jardins nem áreas livres, deixando a vista e os benefícios da ventilação apenas para a torre.

    Em razão do seu extenso e singular programa de necessidades para o lote a ele destinado (frente, 14m; lateral esquerda, 71,04m; lateral direita, 87m e travessão nos fundos com 20,50m) é uma construção verticalizada e as funções sociais, intimas e de serviços, foram alocadas em pavimentos: o pavimento térreo é destinado às áreas de serviços e dependências de empregados; 1º pavimento é  voltado para a função social do palacete sendo, portanto, a área de maior prestígio; os 2º e 3º pavimentos são destinados à família e onde se encontram os ambientes íntimos. Além disso, possui dois acessos e circulações distintas: social, para uso dos familiares e de visitantes e a entrada de serviços, para uso dos empregados.

    O acesso principal do palacete fica no encontro da Avenida Governador José Malcher com a Passagem Bolonha, a ornamentação externa caracteriza os pavimentos e evidencia a separação das suas funções. O térreo possui função de serviço e por isso seu revestimento faz referência à pedra como um material rústico e suas aberturas são mais simples. O primeiro pavimento de uso social possui aberturas em arco pleno e ornamentação mais contida que os pavimentos superiores, ainda assim revela ares de imponência por conta dos cantos em relevo com bossagem em massa, colunas da entrada de estilo clássico, guarda corpos com balaústre e nichos para estátuas.

    O segundo e o terceiro piso possuem a mesma função; por isso tem a mesma decoração, o revestimento é simples e liso em contraste com a grande quantidade de ornamentos em estuque que emolduram as aberturas com diferentes temas, com abundância de formas florais e cenas mitológicas. As esquadrias de madeira com bandeira superior de vidro são dotadas do monograma FB do engenheiro Francisco Bolonha, e as estruturas de sustentação em mão francesa possuem forma de volutas barrocas.

    No quarto e ultimo pavimento ficam as mansardas e um mirante, sendo a cobertura do torreão em ardósia, telhas francesas com elementos pontiagudos na extremidade das cumeeiras são conectados por ornamentos de ferro fundido.

    A fachada eclética reúne uma grande quantidade de ornamentos e diferentes estilos, sem deixar de apresentar uma unidade harmônica e um modelo singular na região.

     

    As fachadas secundárias são muito mais singelas em relação a ornamentação e quantidade de aberturas, o revestimento liso é interrompido por varandas cobertas e corredor de janelas.

    Os elementos em ferro fundido presentes nos gradis e dutos de águas pluviais são trabalhados em formas orgânicas baseado no art – nouveau.

    ARRAES, Rosa. A função social das decorações e seus ornatos dos palacetes na Belle époque da Amazônia. In: MENDONÇA, Isabel; CARITA, Hélder; MALTA, Marize. A Casa Senhorial em Lisboa e no Rio de Janeiro: Anatomia dos Interiores. Instituto de História da Arte Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa / Escola de Belas Artes Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2014.

    BELÉM. Fundação Cultural do Município. Projeto de restauração do Palacete Bolonha – Diagnóstico do estado de conservação, pesquisa histórica, tipológica e estilística, cronologia das intervenções, identificação de materiais e sistemas construtivos, autenticidade e unidade artística, análise do entorno. Documentação Fotográfica. Mapeamento de danos.

    COIMBRA, A. M. A cidade como narrativa: Francisco Bolonha e o papel da arquitetura e da engenharia no processo de modernização da cidade de Belém – 1897-1938. 2014. 290. Dissertação de Mestrado – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2014

    LOBATO, Célio Cláudio De Queiroz; ARRUDA, Euler Santos; RAMOS, Aurea Helyette Gomes. Palacete Bolonha: uma Promessa de Amor. 1 ed. Belém, Pará: EDUFPA, 2007. 117 p.

    MIRANDA, Cybelle Salvador; CARVALHO, Ronaldo. N. F. Marques de; LEAL, Larissa Silva. Palacete Bolonha Enobrecimento e as alusões aos temas clássicos da mitologia greco-romana. ARQUITEXTOS (SÃO PAULO), v.233, p.1 - , 2019.

    MIRANDA, Cybelle Salvador; CARVALHO, Ronaldo. N. F. Marques de.; LEAL, Larissa Silva. INTERIORES A BRANCO E DOURADO: O ENOBRECIMENTO E AS ALUSÕES AOS TEMAS CLÁSSICOS DA MITOLOGIA GRECO-ROMANA NO PALACETE BOLONHA, BELÉM-PA In: V Colóquio Internacional – A Casa Senhorial: anatomia dos interiores, 2019, Fafe. Actas do V Colóquio Internacional A Casa Senhorial: Anatomia de Interiores. Fafe - Portugal: Câmara Municipal de Fafe, 2019. v.1. p.281 – 299.

    1905: Início da Construção

    1908: Finaliza a construção e passa a ser a residência de Francisco Bolonha com sua esposa.

    1938: Morre Francisco Bolonha

    1938: Sr. Armando da Silva Chermont compra a edificação em um leilão realizado a mando da viúva de Bolonha para liquidar as contas deixadas após sua morte.

    1944: Enéas Lalor Barbosa Compra a edificação.

    1974: A Edificação é traspassada para a Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém – CODEM

    1975: Através de um termo de permuta, a edificação é transferia para a Prefeitura Municipal de Belém – PMB.

    1982: Em 02.07.1982 foi tombado pelo Departamento de Patrimônio, Artístico e Cultural do Governo do Estado do Pará (DPHAC).

    Coordenação: Ana Pessoa (FCRB) 

    Textos: Professora Cybelle Miranda, Bolsista de Iniciação Científica Raíssa Araújo e Arquiteta Ailla Raiol

    Elaboração de plantas: Raíssa Araújo

    Edição imagem e textol: Sávia Pontes Paz (Pibic/FCRB)

    Fotografias: Arquiteta Mestre Vithoria Carvalho da Silva, Professora Drª Cybelle Miranda e Fernando Sette Câmara.

    Programa geral, tipologia e planta

    O Palacete Bolonha tem suas funções distribuídas no térreo e em quatro pavimentos, com dois tipos de acesso: o social e o de serviço. O amplo programa de necessidades possui vários compartimentos voltados para atividades específicas, concomitantemente os ambientes são bem integrados através de aberturas entre os cômodos, de forma que a maioria destes possui mais de um acesso. As aberturas se dividem em varandas cobertas, balcões e janelas com venezianas e vidro que permitem a ventilação e iluminação natural.

     

    Piso 0

    O térreo é o piso com maior área do palacete e é formado pelos ambientes com função de serviço como a cozinha, o depósito de lenha e a sala de engomar. A dependência dos empregados se divide em um quarto, sala de estar dos empregados e sala de refeições com a decoração semelhante a da sala de jantar do primeiro andar. O térreo também abrigava a cisterna, a caldeira para água quente e um refrigerador elétrico americano que além de manter os suprimentos do palacete podia servir para comércios da redondeza. A comunicação com o primeiro pavimento era feita através de uma escada helicoidal, e havia um pequeno elevador de carga usado para transportar refeições. 

     

    Piso 1

    O acesso nobre é feito por uma escada cujo primeiro patamar é pavimentado em pastilhas formando mosaico com o monograma FB conduzindo ao primeiro pavimento, sendo o patamar decorado com mosaico representando um cão negro com a inscrição Cave canem (Cuidado com o cão).

    Duas portas se abrem, uma para a sala de visitas e outra para a sala de música, o ambiente ornado em estuque com alegorias ao tema musical e romântico com inspiração da estética art nouveau, recebia saraus e outras reuniões.

    Entre a sala de música e a sala de almoço situa-se o hall da escada social de mármore com arranques em forma de leão. A sala de almoço é conectada a sala de jantar, com as paredes brancas recobertas de azulejos com as iniciais FB em dourado, e um painel de cerâmica e estuque com temas mitológicos de celebração.

    A sala de jantar, ou sala de banquetes é o ambiente mais formal, sua imponência se reflete nas paredes revestidas com painéis de madeira e entalhes dourados, assim como a sala de música, possui uma pequena varanda que proporciona privacidade e um lugar para fumar.

    O hall de circulação da escada de serviço – uma escada helicoidal de ferro fundido com entalhes de motivo fitomórfico – é revestido das paredes ao forro com azulejos com imagens de rosas de todo ano, parte do piso é de blocos de vidro apoiados em vigas de aço que permitiam a iluminação do térreo.

     

    Piso 2

    O segundo pavimento é uma transição entre a função social e íntima, a sala de vestir feminina é um cômodo decorado para a senhora Alice Bolonha e a decoração é semelhante à da sala de música, com aplicações em estuque que se voltam para a ideia de beleza, conectado a ele está uma sala de costura. Existe também o salão e sala de roupeiros masculinos e o terrace, uma varanda fechada e longa que ilumina os cômodos internos e serve como hall da circulação vertical.

    O andar também possui uma sala de banhos de luxo, com piso de mármore preto e branco, louça sanitária importada e um sistema de ducha acoplada à banheira de mármore.

     

    Piso 3

    O terceiro pavimento é o mais reservado e onde ficam os quartos do casal com piso em madeira acapu e pau amarelo, além de outro quarto auxiliar, um lavabo de mármore, uma capela e a biblioteca que possui um mezanino de madeira e forro de estuque, em que os objetos e mobiliários da foto não são originais. Há também um banheiro e o terrace.

     

    Piso 4

    Área usada como depósito e acesso às mansardas e ao mirante, possui forro de ripas vazadas e claraboia em vidro permite a entrada de luz.

     

    Piso 1, divisão 7 - Hall social

    Azulejos que revestem a superfície das paredes e do forro do hall social com motivos florais em guirlandas de rosas do todo ano com as cores, verde, azul, rosa, marrom e branco.

     

    Piso 1, divisão 8 - Sala de almoço

    Azulejos presentes nas paredes da sala de almoço, com monogramas "FB" do proprietário. Os azulejos foram importados da Europa, assim como os mestres pedreiros especialistas que ficam a colocação.

     

    Piso 1, divisão 11 - Banheiro social

    Azulejos com motivos vegetais de plantas e animais presentes em paisagens aquáticas, nas cores verde, azul, branco e preto que fazem referência a função do espaço.

     

    Piso 1, divisão 10 - Sala de Música

    Os ornamentos em estuque na sala de música apresentam uma riqueza visual e linguística, os elementos que mais se repetem são os temas naturais e mitológicos através de motivos fitomórficos e figuras simbólicas.

    As aberturas são emolduradas por entalhes em forma de ramos de flores e entre os vãos se localizam elementos que fazem referência ao tema musical, duas figuras femininas ladeiam a abertura de uma varanda portando instrumentos musicais, elas podem ser identificadas como Érato e Terpsícore, musas da mitologia grega que são comumente retratadas portando liras e coroas de flores, há ainda entalhes em forma de instrumentos musicais arrematados por guirlandas de flores e conchas, elemento comum para representar a deusa Vênus. Em uma das aberturas principais da sala o vão é trabalhado com um entalhe em arco em forma de uma guirlanda de flores que se desprende da superfície dando a sensação de leveza e vida dos elementos, partes dos entalhes são destacadas em dourado chamando atenção para os detalhes.

     Estes elementos fazem referência a feminilidade e música o que mostra que a sala é uma homenagem à senhora da casa.

     

    Piso 1, divisão 1 - Circulação

    Painel de quatro peças com moldura em material cerâmico, seus relevos retratam as cenas de celebração em banquete com as figuras do deus Baco da mitologia grega e crianças portando instrumentos musicais e cachos de uva, existem mais painéis com o mesmo tema ao longo do corredor e na sala de almoço.

     

    Piso 1, divisão 8 - Sala de almoço

    Forro com estuques do tipo geométricos com a repetição das formas de quadrados preenchidas com linhas orgânicas e contornadas por elementos circulares florais, semelhantes ao arranjo de azulejos.

     

    Piso 1, divisão 4 - Circulação

    Uma versão mais simples da ornamentação da sala de música, os temas florais se repetem com guirlandas de flores contornando a superfície parietal, que tem em sua base painéis de madeira, com pequenas pilastras semelhantes a colunas clássicas, o rendilhado do rococó e rostos femininos usando coroas.

     

    Piso 2, divisão 2 - Quarto de Vestir Feminino

    O quarto de vestir feminino se assemelha a sala de música pela abundância de elementos, o forro é ricamente ornamentado por guirlandas de flores e figuras de anjos no centro e nas extremidades do conjunto. Nas paredes se repete o uso de elementos fitomórficos e se destacam camafeus com figuras mitológicas de Vênus e Marte, conhecidos na mitologia grega como amantes, ladeando as aberturas estão painéis retangulares com temas mitológicos e celestiais, com figuras femininas tocando instrumentos musicais e cercadas por anjos, sob os painéis estão as figuras de cariátides posicionadas como sustento dos painéis.

     

    Piso 3, divisão 3 - Quarto de dormir

    As extremidades do forro são decoradas com rendilhado dourado, e no centro se repete o motivo floral com guirlandas de flores. Assim como no quarto de vestir, os acessos são ladeados por painéis com desenhos de alto relevo de figuras clássicas.

     

    Piso 3, divisão 8 - Capela

    Forro emoldurado com detalhes em dourado e entalhes em formas de arabescos.

     

    Piso 3, divisão 10 - Biblioteca

    Na biblioteca as paredes recebem ornamentos em forma de fita com desenhos de alto relevo de rosas, o forro recebeu um círculo de guirlandas de flores e uma coroa de flores no centro.

    A biblioteca compõe-se por um mezanino executado em madeira e sua escada possui guarda-corpo composto por balaústres torneados, bem como há uma pequena sacada localizada na fachada principal da edificação. Este ambiente era de uso quase que exclusivo de Francisco Bolonha, podendo ser considerado também seu escritório particular.

    Existem dois painéis em estuque similares na biblioteca: um encimando a porta que dá acesso à sacada e outro no topo da porta voltada para a entrada do Palacete. O primeiro painel em estuque apresenta nove figuras femininas de mãos dadas. Cinco estão de costas e movimentando-se para o lado esquerdo, quatro figuras estão de frente e andando para o lado direito, estas portando asas. O fundo do painel é demarcado por pilastras caneladas pintadas em dourado. 

    As nove figuras representam o número da sabedoria e as asas podem significar liberdade, associada a biblioteca como templo do saber. Esse painel simboliza a passagem do tempo e a ascensão do conhecimento que proporciona a evolução dos seres humanos.

    O segundo painel da biblioteca fica localizado na parede lateral, e apresenta cinco figuras femininas com asas, das quais três estão voltadas para o lado esquerdo e duas figuras voltadas para o lado direito. Este painel tem o significado similar ao do primeiro, a exaltação da sabedoria adquirida neste ambiente. 

    Piso 0, Entrada

    Patamares da escada de acesso principal: Mosaico de pastilhas nas cores verde, azul, branco e amarelo com as iniciais de Francisco Bolonha. Piso de pastilhas com mosaico na figura de um cão preto e a frase “cuidado com o cão” em latim, emoldurado por mosaicos de formas geométricas.

     

    Piso 0, divisão 11 - Cozinha

    Coifa revestida de azulejos lisos brancos e azulejos de forma hexagonal azul e branco sustentada por mão francesa em ferro fundido adornado com formas de flor-de-lis.

     

    Piso 1, divisão 2 - Sala de Jantar

    A sala de jantar ou sala de banquete tem sua superfície parietal completamente revestida por painéis de madeira a boiserie com moldura em dourado e entalhes de guirlandas de flores. O piso é pavimentado em pastilhas cerâmicas hexagonais nas cores branco, amarelo, laranja, e azul compondo formas geométricas.

     

    Piso 1, divisão 6 - Hall da escada social

    Piso em mármore preto e branco, arrematado por gregas. Arranque de mármore em forma de leão, parte da escada social que foi removida durante o processo de restauração, atualmente os arranques retornaram à escada, que foi refeita em 2020.

     

    Piso 1, divisão 8 - Sala de almoço

    Piso de pastilhas com mosaicos em forma de leque branco, com campânulas nas cores rosa e azul.

     

    Piso 1, divisão 10 - Sala de visitas e de música

    Piso de madeira acapu e pau amarelo, com tábuas centrais assentadas em forma de losango, com entorno preenchido por desenhos quadriculares. Maçanetas de ferro fundido com as inicias de Francisco Bolonha, o monograma volta a aparecer em jateado no vidro das janelas.

     

    Piso 2

    As escadas da foto não são originais, foram reconstituídas durante a restauração de forma simples. Mas vale salientar que as escadas de serviços serviam para uso dos empregados e ligavam áreas da cozinha e os salões do almoço. Próximo, havia um monta carga que transportava bandejas e alimentos entre os pavimentos, como um elevador. 

    Os revestimentos nas paredes são de lajotas sextavadas, azulejos decorados e molduras em estuque porcelanato e; no piso, blocos de vidro apoiados em vigas metálicas.

     

    Piso 3, divisão 10 - Escritório e Biblioteca

    Piso hexagonal em pastilhas cerâmicas com padrões geométricos semelhantes ao da sala de jantar, nas cores marrom, amarelo e rosa.

     

     

    Piso 3, divisão 9

    Escada helicoidal em ferro fundido e piso de mármore, o espelho dos degraus formam arabescos de ferro, semelhante às escadas dos demais níveis.

    Piso 2, divisão 7 - Sala de banhos

    A sala de banhos possui louça sanitária inglesa e banheira de mármore com box circular para ducha acoplado como um nicho e ferragens em metal dourado; a sala contava com abastecimento de água quente e fria graças ao sistema de armazenamento de água do térreo, algo inovador para a Belém do início do século XX.

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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