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    Palácio do Ramalhão, Nicolau Pires 1836

    Palácio do Ramalhão, Nicolau Pires 1836
    Portugal
    XIX
     

       

    Alçado e planta do pavimento nobre do Paço Real do Ramalhão, Sintra, 1836,

    Arquitecto Nicolau Pires.

    IAN/TT , Casa Real, Almoxarifado do Ramalhão, Planta n.º 315.

    Imagem cedida pelo IAN/TT

    Legenda;  “Pellano Nobre e Alçado do Real Paço do Ramalhão, 8. 7. 1836.

     

       

    Planta da Quinta e do pavimento térreo do Paço do Ramalhão com a marcação dos jardins, cascata, pomares, e horta.

     Arquitecto  Nicolau de Pires em 1836.

    IANTT, Casa Real, Almoxarifado do Ramalhão, Planta n.º 314.

    Imagem cedida pelo IAN/TT

     

     

    Nota:

    Com uma longa história que recua ao século XV e ao reinado de D. Afonso V, a quinta terá pertencido inicialmente a Diogo Gomes almoxarife de Sintra.

     O edifício terá adquirido uma nova configuração a partir dos inícios do século XVIII, primeiro com Luis Gama de Bivar e sobretudo com o seu filho João Luis de Bivar nomeado Marechal de Campo General da Colónia de Sacramento onde virá a falecer em 1760. Na sequência do seu falecimento a viúva do marechal vende a quinta a Maria da Encarnação Correa que, por sua vez, virá a ser herdada por sua filha D. Ana Joaquina. Tendo casado primeiro com o rico capitalista Joaquim Inácio da Cruz Sobral, braço direito do Marquês de Pombal, D. Ana Joaquina vem a casar em segundas núpcias com José Street Arriaga Brum da Silveira e Cunha. É neste período que o casal conhece o romancista inglês William Beckford (1760-1844).  Desta amizade o romancista virá a habitar a Quinta do Ramalhão no verão ano de 1787, tendo deixado no seu famoso Diário, interessantes descrições sobre a casa como do seu quotidiano em Sintra.  

    As duas plantas guardadas na Torre de Tombo de 1836 correspondem ao edifício como Paço Real do Ramalhão depois das grandes obras introduzidas pelo arq. José da Costa e Silva.

    Na realidade a princesa Carlota Joaquina compra a quinta e inicia grandes obras no palácio a partir de Maio e 1802 a cargo do arquitecto como testemunha um documento da casa real  com instruções sobre as obras do paço que refere “A Snra Princeza diz que continui o seu risco”.

     

     

    Bibliografia:

    BECCKFORD, William, Diário de … em Portugal e Espanha, Lisboa, Biblioteca Nacional, 1983

    COSTA, Francisco. 1982. Beckford em Sintra no Verão de 1787: Narrativa Literária Seguida de História da Quinta e Palácio do Ramalhão. Sintra: Câmara Municipal de Sintra, 1982

    TEIXEIRA, José Monterroso, José da Costa Silva (1747-1819) e a receção do neoclassicismo em Portugal: a clivagem de discurso  e a prática arquitectónica. Lisboa, Tese de Doutoramento Universidade Autónoma, Universidade Autónoma de Lisboa, 2012, Vol. I, pp.

     

    Observações

    Coordenação e Texto -Helder Carita, 2019

     

    ttt
    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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