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    Casa de Mr. Ginty

    Casa de Mr. Ginty
    Brazil

    Vista da casa a partir do largo da Boa Vista

    Vista da casa a partir da estrada

    O Bico do Papagaio visto do platô da casa

     

    A casa de Mr. Ginty em estereogramas de Revert Henry Klumb, Alto da Boa Vista, ca. 1860

     

    Nota

    O engenheiro irlandês William Gilbert Ginty (1820-1866) chegou ao Rio de Janeiro em 1854, contratado  pelo empresário Irineu Evangelista de Sousa, o futuro barão de Mauá, para a construção da fábrica que abrigaria a Companhia de Iluminação a Gás. Ele esteve envolvido também com as obras de abertura, e na gerencia da companhia, da nova Estrada da Tijuca, nas do canal do Mangue e da Estrada de Ferro Grão-Pará, da serra de Petrópolis. Personalidade respeitada nos meios técnicos e políticos, recebeu a Imperial Ordem da Rosa do Imperador. Ele morreu em decorrência de um acidente vascular cerebral, em 14 de fevereiro de 1866, no Rio de Janeiro.

    A residência de Ginty integrava sítio no Alto da Boavista, um aprazivel recanto da serra da Tijuca, ocupado por casas de campo e procurado para passeios de fins de semanas. A propriedade está indicada no mapa “Tijuca planta das nascentes que formam a Cascata Grande”, de 1866, com cerca de 380 mil m², com a casa assinalada. A região vinha sendo reflorestada a partir de 1857, para reposição da floresta abatida pelas pioneiras plantações de café.

    A casa era um amplo sobrado, com telhado de quatro águas, com formato retangular, situado em um platô, próximo ao acesso do sítio. Sua constituição privilegiava o desfrute da natureza, com numerosos vãos e sacadas. As fachadas  laterais mais extensas tinham cinco vãos, sendo que aquela voltada para a estrada  tinha uma sacada no andar superior que marcava o acesso no piso térreo.  As demais fachadas tinham tres vãos em cada andar, sendo que as do andar superior eram  voltadas para sacadas corridas.

    O entusiamo  de Ginty pela região levou-o a incentivar o seu patrão barão de Mauá a assumir a Companhia de Carris de Ferro que Thomas Crochane havia criado em 1854, substituindo cavalos pelo motor a vapor. A morte do engenheiro foi um dos fatores que levaram o barão a abandonar a iniciativa. A região, contudo, continuou a atrair novos moradores e frequentadores, e tornou-se um dos principais pontos de lazer da cidade.

    Em 1898, a  propriedade foi vendida a um  diplomata americano no Brasil; de 1917 a 1934, pertenceu à Companhia Sul América, que a vendeu ao sr. Antonio Ferraz, dono do Estaleiro Maua. A família Quattorni é sua proprietária desde 1945, tendo reformada a casa em 1993, que é atualmente conhecida com Mansão das Heras.

    As fotografias integram uma série de registros que o fotógrafo frances Revert Henry  Klumb realizou da região, então em franco desenvolvimento enquanto área de lazer, favorecido pelo serviço de transporte e instalação de hotéis.

     

     

    Bibliografia

    BARÃO DE MAUA: Empreendedor do Imperio. Edições LeBooks. Le Books Editora, 2018.

    FERREZ, Gilberto. Os pioneiros da cultura do café na era da independência. Biblioteca do Sesquicentenário. Rio de Janeiro: IHGB, 1972.

    OBITUARY.  W. G. Ginty. The Anglo-Brazilian Times, ano II, no.36, july 24 1866. Disponível em <http://memoria.bn.br/DocReader/709735/147>. Apurado em 22 dez. 2020

    RODRIGUES, Mariana Fontoura. “Os azulejos portugueses do Museu do Açude: um diálogo entre coleção e arquitetura”. Dissertação de mestrado, PPGMA, FCRB. Rio de Janeiro, 2019.

    WILLIAM. GILBERT GINTY. Grace´s Guid to British Industrial History. Disponível em <www.gracesguide.co.uk/William_Gilbert_Ginty>. Apurado em 22. dez. 2020;

    Painel Mansão das Heras

     

     

    Observações

    Pesquisa e edição: Ana Pessoa (FCRB)

     

    ttt
    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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