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    Antonio Jannuzzi (1854-1949)

    Antonio Jannuzzi (1854-1949)
    XIX

     

    Antonio Jannuzzi foi um projetista e construtor italiano que teve vasta atividade profissional na Cidade e Estado do Rio de Janeiro. Nasceu em 1854 em Fuscaldo, na Calábria, Itália. Em 1872 emigrou de para Montevidéu, Uruguai, onde permaneceu por pouco tempo. Chegou ao Rio de Janeiro em 1874 e no ano seguinte fundou a firma Antonio Jannuzzi, Irmão & Cia., junto com seus irmãos. 

    A Antonio Jannuzzi, Irmão & Cia. tinha como principais colaboradores, os seus irmãos, e funcionava de forma hierárquica com Antonio no cargo de diretor geral (GRIECO, 2005). Na Companhia se subordinavam arquitetos, engenheiros e desenhistas e Jannuzzi e seus irmãos tinham formação de mestre-de-obra (RICCI, 1908, p. 7 apud GRIECO, 2005). O escritório realizou um grande número de obras de diferentes programas como: igrejas, hospitais, fábricas, hotéis e residências. A Companhia Jannuzzi teve grande participação na abertura da Avenida Central em 1904, sendo responsável pela demolição das antigas construções e por diversos projetos dos novos edifícios.

    Participou ainda da Companhia Evoneas Fluminense, na década de 1890, criada para a exploração da concessão dada a Américo de Castro para a construção de casas operárias (RICCI, 1908, p. 8 apud GRIECO, 2005). Como diretor técnico da Companhia também participou da produção de casas para classe média. A Companhia teve a concessão cancelada em 1892 resultando em prejuízo à firma Jannuzzi, Irmão & Cia (RICCI, 1908, p. 22 apud GRIECO, 2005). Sua relação com a produção de casas operárias continuou nos anos seguintes com a exposição de projetos desse tipo no Club de Engenharia em 1920, por meio da Associação dos Construtores Civis, onde atuou como presidente durante os anos de 1919 a 1928 (GRIECO, 2005). Produziu ainda artigos sobre a produção de habitação para pobres e operários publicados em jornais no Rio de Janeiro. 

    Em 1898 a firma de Jannuzzi foi premiada na Itália com a medalha de ouro na seção Ítalobrasileira da Exposição Geral de Turim. Também ganhou em 1906 o Diploma de Honra na seção “Italianos no estrangeiro”, da Exposição Internacional de Milão (GRIECO, 2005). Na publicação “Il Brasile e gli Italiani”, de 1906, teve os seus principais projetos fotografados e listados. 

    A atuação de Antonio Jannuzzi se concentrava nas cidades do Rio de Janeiro, Petrópolis e em Valença, onde teve grande influência na cidade contribuindo com a municipalidade e a sociedade com ações filantrópicas, como a reforma e doação de diversas edificações. A  Companhia da família, que teve o nome alterado em 1907 para Antonio Jannuzzi, Filhos & Cia., foi responsável pela atuação em Valença nas primeiras décadas do século XX.   

    Antonio Jannuzzi faleceu em 23 de junho de 1949, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju, em um imponente mausoléu. 

     

    Bibliografia

    A mística do parentesco. História de Antônio Jannuzzi. Disponível em: <https://parentesco.com.br/index.php?apg=pessoa&idp=32076&c_palavra=&ver=por#>. Acesso em 20 mar 2021.

    AUGUSTO, Paulo. O Album: Publica-se todas as semanas em dias indeterminados (RJ). Agosto de 1893. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/706841/293>. Acesso em 20 de mar 2021.

    GRIECO, Bettina Zellner. A arquitetura residencial de Antonio Jannuzzi Ideias e Realizações. Dissertação (Mestrado em Arquitetura). Rio de Janeiro: UFRJ, 2005.

    Il Brasile e gli Italiani. 1906. Disponível em: <https://archive.org/details/ICIB_il_brasili_e_gli_italiani_tiff>. Acesso em 09 de mar 2021.

     

     

    Observações

    Coordenação: Ana Pessoa (FCRB), 2021

    Texto: Andreza Baptista (PCTCC/FCRB), 2021

    Edição: Francesca Martinelli (PCTCC/FCRB)

     

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    PTCD/EAT-HAT/11229/2009

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